sábado, 12 de novembro de 2011

O Pará não se divide!

Muito já se falou a respeito da inconveniência de se dividir o Pará ao custo ora calculado, quando há outras prioridades mais urgentes para se gastar esse dinheiro. Mas, hoje, um artigo publicado na Folha de São Paulo, transcrito pelo Diário do Pará, surgiu um fato novo que pode ferir mortalmente esses sonhos separatistas.
O autor do referido artigo, Hélio Schwartsman, diz o seguinte, "São Paulo, com 41 milhões de habitantes deveria ter 110 dos 513 deputados. A existência do teto, porém, subtrai-lhe 40 cadeiras. Já o possível futuro Estado do Tapajós, com 1,2 milhão de pessoas, teria, pelas regras da aritmética, direito a 3,2 dos atuais 513 deputados, mas ficará com 8(se o estado for efetivamente criado, a Câmara deverá ser ampliada).
Isso significa que o voto de um cidadão tapajoense valeria, na chamada Casa do Povo, pelo de quatro paulistas. Uma abordagem verdadeiramene democrática da criação de Estados precisaria considerar esse aspecto."
Assim, além do custo do processo, teremos o custo da manutenção das novas máquinas públicas criadas,  um futuro aumento de despesas com o aumento de parlamentares do Congresso Nacional, para ao menos manter a atual proporcionalidade. Ainda assim, não evitaríamos o discurso da sub representação por parte dos moradores das Regiões Sul e Sudeste, o que nos leva a deduzir ser muito difícil o Congresso aprovar a criação de novos estados, mesmo referendados em plebiscitos.

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