terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Estelionato da informação


tucano disfarçado  

 
No último domingo uma manifestação no Leblon que reuniu 70 (setenta) pessoas, foi realizada com a intenção de entregar virtualmente um troféu chamado “Algemas de Ouro” para os supostamente mais votados de uma enquete no Facebook que definiria os mais corruptos de 2012.
A enquete foi realizada pelo perfil de um movimento que se denomina “laico e apartidário” intitulado Movimento 31 de Julho, cujo blog só ataca o “mensalão” do PT, petistas e principalmente o ex-presidente Lula, e não faz qualquer menção a escândalos do PSDB como a Privataria tucana, a lista de Furnas ou o mensalão tucano, que seria o próximo a ser julgado pelo STF, tratado na página como o Olimpo dos Deuses. Qualquer besta política por mais alienada saberia distinguir o viés político-partidário do “movimento” já de cara.
Mesmo não tendo nenhuma condenação, indiciamento ou investigação em curso o ex-presidente Lula foi incluído na enquete sectária, que ignorou nomes como José Serra, FHC, Aécio Neves e outros tucanos sobre os quais pesam gravíssimas denúncias apuradas e comprovadas de participação direta sem que tenham tido consequências legais disso, ou seja, a impunidade que eles dizem combater.
Mesmo assim, como no Facebook não dá para maquiar o resultado da enquete, apurada pelo script da rede social, o grupo invalidou milhares de votos que foram dados a políticos do PSDB e DEM, como o ex-senador Demóstenes Torres, flagrado claramente em relacionamento direto com um conhecido contraventor e praticando diversos crimes, que tramitam na justiça, fraudando a vontade dos participantes para eleger Lula o vencedor.
Fingindo que não perceberam o partidarismo porcamente disfarçado na página do “movimento”, os grandes jornais trataram a enquete como um instrumento válido de percepção da sociedade alçando-a a condição de notícia, com repercussão pra lá de exagerada para uma enquete de 14.000 votos, que passa bem longe das enquetes mais votadas dessa rede social.
O esforço que a velha mídia faz para passar relevância a passeatas e protestos de menos de cem pessoas e enquetes de resultado manipulado em redes sociais são sintomas graves que evidenciam esse período de estelionato da informação que vivemos devido à abstinência de poder desses grupos.
Mas como vivemos em outra época e os meios de comunicação não detém mais o monopólio da informação apesar de controlar todos os recursos, e hoje é possível investigar onde eles se abstém voluntariamente, o incansável Stanley Burburinho descobriu algumas informações importantes sobre o líder do “Movimento” 31 de Julho, Altamir Tojal, que escreveu para o PSDB do Rio (Aqui e aqui) e tem seus livros apoiados pelo Jornal O Globo (Aqui).
No entanto, o mais grave foi informado por um jornalista conhecido e renomado que não quis ter seu nome revelado por nós: Altamir Tojal presta serviços de assessoria de imprensa para a empresa “Rio Bravo” de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil no governo FHC, e que tem recentemente atacado com frequência a política econômica do governo Dilma.
Como se vê, almoço grátis pode até existir, mas nunca nas hostes tucanas. Confecção de placas, máscaras, carro de som, em outras épocas foram vassouras… quem paga tudo isso senão o poder econômico? Rentistas insatisfeitos com selic baixa misturados com uma elite carcomida sentindo falta do antigo status de poder dá nisso. A velha mídia é claro, finge que não percebe e faz uma ginástica impossível para transformar sectários em apartidários. Só que ficaram nús, como sempre.
(Extraído do Blog Ponto e Contraponto)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ministra Martha Suplicy responde elitismo da Folha e defende Vale Cultura


O artigo foi publicado nesta quarta-feira, 16 de janeiro. Confira no site da Folha de São Paulo.

 "A gente não quer só comida"
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro para o consumo cultural
A Folha publicou editorial ("Vale-populismo", 10/1) crítico do Vale-Cultura (VC). Chama de "populismo" e promoção pessoal e eleitoreira projeto de lei que buscava aprovação desde 2009. Com a regulamentação do VC, empresas poderão passar R$ 50 a seus funcionários que recebam prioritariamente até cinco salários mínimos (R$ 3.390) para gastarem em cultura.
O Brasil nos últimos anos, com Lula e agora Dilma, tem dado passos gigantescos para acabar com a miséria. Não preciso citar os números dos que hoje comem nem dos que hoje entraram na classe média. O Bolsa Família, trucidado pela oposição, hoje é comprovadamente um instrumento de erradicação da pobreza.
O Vale-Cultura pode, sim, ser o "alimento da alma". Por que não? Pela primeira vez o trabalhador terá um dinheiro que poderá gastar no consumo cultural: sejam livros, cinema, DVDs, teatro, museus, shows, revistas...
Lembro que, quando fizemos os CEUs (Centro Educacional Unificado), na pesquisa (2004) realizada no primeiro deles, na zona leste, 100% dos entrevistados nunca tinham entrado num teatro e 86%, num cinema. Quando Denise Stoklos fez seu espetáculo de mímica, a plateia se remexia inquieta até entender a linguagem e não se ouvir uma mosca no teatro, fascinado.
Fomento ao teatro, aquisição de conhecimento e bagagem cultural! Não foi à toa que Fernanda Montenegro ficou pasma com a plateia dos CEUs. Essas pessoas, se tiverem criado gosto, finalmente poderão usufruir e escolher mais do que hoje podem. E os que não têm CEU têm televisão e conhecem o que é oferecido para determinado público. Sabem também o que aparece no bairro. E sabem que não podem ir.
Existe toda uma multidão de brasileiros (17 milhões) que hoje ganha até cinco salários mínimos (R$ 3.390) que potencialmente poderão, além de comer, alimentar o espírito. Este é um projeto de lei que toca duas pontas: o cidadão que vai consumir e o produtor cultural que terá mais público para sua oferta.
Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano.
Em 2008, o Ibope realizou pesquisa sobre indicadores de cultura no Brasil e mostrou que a grande maioria da população está alijada do consumo dos produtos culturais: 87% não frequentavam cinemas, 92% nunca foram a um museu; 90% dos municípios do país não tinham sala de cinema e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança.
Segundo a Folha, estaremos incentivando blockbusters e livros de autoajuda. Visão elitista. Cada um tem direito de consumir o que lhe agrada. Não esqueço quando, visitando um telecentro, fiquei indignada que a maioria dos jovens estava nos chats de um reality show. Fui advertida pela gestora: "Esse é um instrumento que eles estão aprendendo a usar. Depois, poderão voar para outros interesses. Ou não".
Não custa lembrar que a fome pelo acesso à cultura é enorme, o que ficou evidente nas filas quilométricas na mostra sobre impressionistas quando apresentada gratuitamente pelo Banco do Brasil.
O que a Folha também menosprezou é a enorme alavanca que o VC pode representar e desencadear na economia. A cadeia produtiva da cultura é o investimento de maior rentabilidade a curto prazo. Para uma peça de teatro, você vai desde os artistas, ao carpinteiro, cenógrafo, vestuário, iluminador...
Quanto ao recurso ir para formação e atividades de menor sustentação comercial, citadas como prioritários pela Folha, os editais do ministério, os Pontos de Cultura, têm exatamente essa preocupação, assim como os CEUs das Artes e Esporte que são, no momento, 124 em construção no país.
"A gente quer comida, diversão e arte." (Titãs)
 
MARTA SUPLICY, 67, é ministra da Cultura. Foi prefeita de São Paulo (2001-2004), ministra do Turismo (2007-2008) e senadora (2011-2012) .
 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Gestão de Factóides


Recebi por email e publico texto do companheiro e sociólogo Cláudio Carvalho:

É PRECISO ENCONTRAR UM VERDADEIRO CAOS E MUITA IRRESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA PARA DECRETAR ESTADO DE EMERGÊNCIA NUM MUNICÍPIO.
Pelo menos não é o caso de Belém, onde até banda de música houve, na cerimônia da passagem da “faixa de executivo”, realizada dia 01 de janeiro, com grande pompa e com a presença do Ex prefeito Duciomar Costa. Para saudar a culminância de um processo de transição tranqüila, estabelecida entre as partes, divulgado amplamente pela imprensa falada, vista e escrita, que teve duração de funcionamento de mais de 30 dias e o atual prefeito Zenaldo Coutinho não se queixou desse quadro alarmante e aterrorizante, que agora está exalando para a cidade.
No caso da saúde é emblemático. Estamos com os HPSM interditados pela vigilância pública? O atendimento médico parou totalmente nas UMS? Existe divulgação de paralisação total de servidores e em estado de greve? Foi divulgado através dos órgãos oficiais e da grande imprensa sucateamento massivo de veículos e equipamentos cirúrgicos e de procedimentos operacionais? Não, nada disso está ocorrendo. Ou, pelo menos, não se ouviu falar durante o processo de transição e o atual prefeito não seria tão irresponsável a ponto de criar fatos fantasiosos, para justificar essa ou outra decisão da necessidade política pessoal de seu governo, incidindo num verdadeiro crime contra a administração pública.
A forma como se está apresentando, através da imprensa, o quadro da saúde, no município, como de “lastimável abandono em que se encontra”, não justifica decretar estado excepcional das coisas. Deveria o atual prefeito ter feito essas denúncias de forma antecipadas ao Ministério Publico e quem sabe até um registro de ocorrência policial sobre os vários aspectos que justificassem essas decisões, principalmente denunciando sumiço de bens da prefeitura, desvios de recursos públicos e má gestão, dentre outros, se houveram. Após todos esses esforços e procedimento, feitos para dar dignidade ao atendimento público e colocar em funcionamento todos os serviços essenciais, pois a população do município não pode sofrer as conseqüências da irresponsabilidade dos antigos gestores, justificaria a decisão de estado de emergência.
Aos trabalhadores e trabalhadoras da saúde e do município, à Câmara Municipal, à Assembléia Legislativa e Ministério Público, cabem o protesto rigoroso e as manifestações de repúdio, quando decisões políticas emanadas da gestão pública tentam sanar excepcionalidades na prestação de serviços, mas são identificadas, sem nenhuma justificativa consistente que prove que sem essas medidas há intenção ou perspectiva de inviabilizar uma nova administração. Ademais, Estado de Emergência, quando não justificável, representa politicamente governar e gerenciar processos por decreto. Isso são egocentrismos e autoritarismos no serviço público.
Belém/Pará – janeiro de 2013
Claudio Carvalho
Servidor Público Municipal de Belém

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Empresário do 'mensalão' nos Correios e no caso Valec aparece nos R$ 16 milhões de Alvaro Dias


Empresário do 'mensalão' nos Correios e no caso Valec aparece nos R$ 16 milhões de Alvaro Dias
Álvaro Dias declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,9 milhão, mas agora está envolvido em uma causa de R$ 16 milhões (Foto: Luiz Alves/Agência Senado)
Agora a casa do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) caiu, e com um empurrãozinho da própria revista Veja (sem querer). O tucano é um dos que mais usa palanque para exigir  transparência do governo e de seus adversários. Mas, quando o assunto são suas próprias contas, ele não demonstra ter os cuidados que tanto cobra.
O senador é réu em um processo judicial de disputa patrimonial, movido por uma filha, reconhecida através de exames de DNA. O processo poderia ser apenas mais um entre tantos, sem maior interesse público, não fosse o valor de R$ 16 milhões em causa, pois o senador tucano declarou à Justiça Eleitoral (e ao eleitor) ter um patrimônio de R$ 1,9 milhão, na última eleição que disputou. O aparecimento desta súbita fortuna causou perplexidade à nação brasileira, que pergunta: como o senador, da noite para o dia, aparece como um dos parlamentares mais ricos do Brasil?
Detalhe: o processo não está em segredo de justiça, ao contrário do que disse o senador em seu Twitter, e não é uma mera disputa familiar. É uma disputa patrimonial graúda envolvendo mais 10 réus ao lado de Alvaro Dias, e quatro deles são pessoas jurídicas.
Uma das empresas ré na causa é a "AGP Administração, Participação e Investimentos Ltda.", de Alexandre George Pantazis, indicando que Álvaro Dias teve algum tipo de negócio com esta empresa envolvendo os R$ 16 milhões em questão. Alexandre Pantazis é dono da empresa Dismaf - Distribuidora de Manufaturados Ltda. junto com seu irmão Basile, que era tesoureiro do PTB-DF.
A Dismaf foi objeto de uma reportagem da revista Veja (pág. 64, edição 2212, de 13/04/2011), acusando  a empresa de pagar propinas ao PTB sobre contratos nos Correios, no caso que deu origem ao "mensalão" a partir da gravação feita por um araponga de Carlinhos Cachoeira, que levou Roberto Jefferson a dar a entrevista sobre o "mensalão" em 2005. A reportagem foi baseada na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Declarada inidônea pelos Correios, a empresa não podia participar de licitações, mas ganhou uma na Valec (que constrói a ferrovia norte-sul) para fornecer trilhos. O fato foi alvo de auditoria na Controladoria Geral da União (CGU) e foi um dos motivos para demissão do ex-presidente da Valec, o Juquinha.
Só uma investigação sobre os contratos e quebra de sigilo bancário poderá esclarecer o real envolvimento do senador tucano com o dono da Dismaf, .
Agora, o que vai acontecer? Alvaro Dias e seus negócios com um dono da Dismaf serão capa da próxima revista Veja?
(Rede Brasil Atual)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Saiba como é corrigida a redação do Enem

Mais de 72 mil candidatos zeraram a redação. (Foto: Reprodução da internet)

Após a divulgação dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012, muitos estudantes ficaram descontentes com a nota obtida na redação e usam as redes sociais para protestar contra a correção. O edital da prova, desde as suas primeiras edições, não prevê que o candidato possa recorrer da nota obtida. Entretanto, todos os anos alguns estudantes conseguem, via ação judicial, que a prova seja revista. Em 2011, foram recebidos pelo menos 100 pedidos judiciais de vista da prova da redação. Desse total, pouco mais de 70 resultaram em pedidos de revisão das notas, mas em raros casos a pontuação foi alterada. 

Em um grupo do Facebook, cerca de  mil candidatos se reuniram para propor uma ação judicial pedindo a revisão das notas. A partir de 6 de fevereiro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) irá disponibilizar o espelho da correção que “explica” ao aluno a nota obtida. A medida foi tomada depois de um acordo firmado entre o Inep e o Ministério Público Federal em 2011.  Mas essa divulgação serve apenas para fins pedagógicos, já que não é possível recorrer do resultado.

Nas redes sociais, os estudantes pedem que o espelho da correção seja divulgado antes do início das inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), marcadas para 7 de janeiro. Os candidatos querem o direito de ver a correção antes que o processo seletivo seja finalizado.  O Inep, entretanto, reafirma que as redações corrigidas só estarão disponíveis em 6 de fevereiro. 

Entenda a correção da prova

A redação do Enem vale 1.000 pontos. Cada texto passa pelo crivo de pelo menos dois professores que avaliam a redação de forma independente – um não sabe qual foi a nota atribuída pelo outro.  A média entre as duas notas resulta na pontuação final. Mas, caso haja uma diferença de mais de 200 pontos entre a nota do primeiro e do segundo avaliador, um terceiro corretor é chamado para analisar a redação.

Caso a discrepância entre as três notas atribuídas pelos corretores permaneça superior a 200 pontos é acionada uma banca examinadora. Formada por três professores que irão corrigir o texto em grupo, será atribuída a nota final do participante.

Como é composta a nota

Os textos são corrigidos levando em consideração cinco competências. Cada um desses “quesitos” vale de 0 a 200 pontos. Somados eles totalizam a nota máxima da redação – 1.000 pontos. As cinco dimensões são:

Competência 1: demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita

Competência 2: demonstrar compreensão da proposta da redação e aplicar conceitos de diversas áreas do conhecimento para desenvolver o tema

Competência 3: demonstrar capacidade de selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações para defender um ponto de vista

Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação

Competência 5: elaborar uma proposta de intervenção ao problema abordado, respeitando os direitos humanos : cada uma vale 200 pontos, totalizando 1.000 pontos.

Tema difícil

O tema da redação de 2012 foi a imigração para o Brasil no século 21. Professores consideraram que o tema foi surpreendente e exigia conhecimento por parte dos candidatos a respeitos do atual momento econômico que o país vive e dos novos fluxos migratórios. Assista ao bate-papo do portal EBC que analisou a prova do Enem 2012.

Portal EBC/via Terra Brasilis.

Choinacki: Oficialmente 2013 será o ano do Esporte Feminino



A Comissão de Educação e Cultura aprovou o projeto de lei (PL 3192/12), da deputada Luci Choinacki (PT/SC) que institui o ano de 2013 como o Ano Nacional do Esporte Feminino.


Segundo a deputada é uma iniciativa para promover o debate sobre as políticas públicas para o esporte e a valorização da prática esportiva feminina.
“É muito importante porque as mulheres participam de esportes em varias áreas, não só no futebol mas em outras modalidades. A dificuldade das mulheres é muito grande, os patrocínios para as mulheres são fracos e difíceis”, explicou Luci Choinacki que destacou a posição e o empreendedorismo da presidenta Dilma Rousseff.
Em audiências públicas a comissão recebeu mulheres atletas que narraram as experiências e demonstraram a diversidade de obstáculos que as mulheres têm de enfrentar para competir.
“Criamos o ano para valorizar o esporte, eu pedi parar ser votado na comissão de educação e que seja levado a plenário”, finalizou Luci.
(Portal PT)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Educação brasileira terá instituto para supervisão e avaliação

O projeto de lei (PL 4372/2012) que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (INSAES) vai atuar não só na supervisão, mas também na certificação do sistema educacional federal e entidades da área.


Na avaliação do deputado Waldenor Pereira (PT/BA) o INSAES é uma autarquia necessária porque o Brasil experimenta uma grande expansão da educação superior com forte presença do setor privado. O último senso da educação superior aponta participação de 75% das matrículas em organizações privadas.
“É muito importante que possamos ampliar a educação superior no Brasil e é imprescindível a sua ampliação e expansão para o desenvolvimento nacional. O plano nacional de educação propõe que em 10 anos alcancemos um patamar de 33% de taxas de escolarização superior liquida, e de 50% de taxa de escolarização superior bruta, isto vai representar que nós dobraremos o número de matrículas atualmente existentes que somam aproximadamente 7 milhões na educação superior. Portanto cabe ao estado brasileiro se organizar, se estruturar, para dar conta com a qualidade que o governo da presidenta Dilma espera”, explicou Waldenor Pereira.
Segundo o parlamentar, o Projeto modifica o processo de supervisão, e está organizando uma agenda para ouvir os representantes e mantenedoras das instituições privadas.
“Já estou também organizando reuniões com o conselho nacional de educação, com a ANDIFIS, o CNTE, UNE e com outras várias entidades representativas do setor para nós construirmos um projeto que seja o resultado de uma conciliação”, informou Waldenor.
De acordo com o deputado é necessário votar este projeto ainda no primeiro semestre legislativo para garantir a expansão do ensino superior no Brasil.
(Portal PT)

A trucagem tucana para voltar e vender o resto do país.

Fim da CLT; fim do FGTS; fim do Bolsa Família; venda da Caixa Econômica e do Banco do Brasil a bancos privados, de preferência estrangeiros; e transformação da Petrobrás em Petrobrax, sob o controle acionário das multinacionais. Eis o 'novo' programa econômico do presidenciável Aécio Neves, concebidos pelas múmias Armínio Fraga, Pedro Malan, Edmar Bacha e Gustavo Franco, justamente a malta fernadohenriquista que, se ficasse mais dois anos no poder, venderia a "marca" chamada Brasil ao capital estrangeiro, que passaria a chamar-se brazil( minúsculo mesmo).
É essa matéria fecal, que a mídia conservadora embrulhará em papel de presente e tentará passar ao povo brasileiro como a modernidade que o país precisa experimentar para livrar-se do lulo/petismo. É muita cara de pau!

Funarte reinicia Ano do Brasil em Portugal prometendo maior festival de MPB no exterior

Um show com a cantora Roberta Sá no Espaço Brasil em Lisboa (foto) abriu neste fim de semana a segunda temporada do Ano do Brasil em Portugal. O projeto iniciado em setembro do ano passado segue até junho deste ano.
Segundo o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antônio Grassi, nos próximos seis meses Portugal receberá “a maior mostra de música do Brasil [MPB] já feita no exterior”, disse ao contabilizar “mais de 100 atrações” pouco conhecidas do público lusitano além de nomes consagrados. Segundo a divulgação do evento, o edital para seleção das atrações musicais teve mais de 3,7 mil inscrições.
Além das apresentações musicais, Antônio Grassi, que também é o comissário do Ano do Brasil em Portugal, prometeu, como ocorreu no ano passado, a presença do teatro brasileiro no evento com a apresentação simultânea de peças de autores brasileiros em teatros de Lisboa e do Porto.
Além das duas cidades mais importantes de Portugal, a Funarte promoverá neste semestre eventos do Ano do Brasil em Évora, Faro e Sintra. Conforme Grassi, o Ministério da Cultura estuda a manutenção de atrações brasileiras após o encerramento do Ano do Brasil em Portugal, no mês de junho.
Em nove meses de programação, Grassi estima gastar mais de R$ 17 milhões com a realização de eventos, contratação de artistas, construção do Espaço Brasil, pagamento de passagens e diárias além da remuneração de uma equipe temporária de 14 pessoas para a produção e divulgação, “indicados pela Embaixada do Brasil”, informou.
Grassi disse ainda que mais de 150 mil pessoas participaram dos eventos do Ano do Brasil em Portugal no ano passado. Entre as atrações ele destaca a presença de 60 mil pessoas na abertura da programação em setembro do ano passado (no Terreiro do Paço); 15 mil espectadores da mostra de teatro, e mais de 13 mil visitantes da exposição de Hélio Oiticica no Centro Cultural de Belém.
O comissário admitiu, porém, que alguns eventos tiveram público muito baixo, como shows com menos de dez espectadores do Espaço Brasil. “Há nomes que não são muito conhecidos do público”, disse ao explicar que o número de espectadores pode ter baixado por causa de falhas na divulgação e de fortes chuvas que ocorreram em dezembro em Lisboa. Grassi estuda mesclar apresentações com nomes conhecidos e novos artistas e fazer promoções de bilheteria.
De acordo com a programação disponível no site da Funarte (www.anobrasilportugal.com.br/brasil-portugal/programacao.asp) e no Facebbok (www.facebook.com/espacobrasil2012.2013), portugueses e brasileiros residentes em Portugal ainda poderão visitar exposições de fotografia (como duas exposições de José Medeiros); de artes plásticas (exposição itinerante de Lygia Clark); de humor gráfico e caricaturas (exposição Traçando o Brasil – 3 Séculos de Humor Gráfico).
(Agência Brasil)

Punição aos culpados

É estarrecedor o dado fornecido por um economista, em entrevista publicada hoje no Diário do Pará, de que só 12, dos 144 municípios paraenses, estão aptos legalmente a fazer parcerias com o governo federal, para implementar políticas públicas. Ou seja, mais de 90% dos municípios paraenses estão em débito com suas obrigações administrativas, quase sempre sempre por malversação e desvio dos recursos recebidos.
Diante de situação tão calamitosa, urgem providências do TCM, do TCE, do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual e instância judiciais que apurem e tomem medidas que mitiguem os efeitos desse desastre sobre servidores privados do recebimento de seus salários e munícipes em geral, privados das políticas que deveriam levar bem estar à sociedade. Sem descuidar da punição rigorosa a que devem estar submetidos esses assaltantes travestidos de gestores, que tanto mal causaram a unidades da federação que apresentam tantas carências, enquanto o dinheiro público é desviado para usufruto de particulares.

A pedra que virou vidraça

Quando foi oposição ao prefeito da época de 1997 a 2004, o vereador Paulo Queiroz pedia CPI pra tudo. Até para apurar a o por quê da circulação de veículos com placas de cidades de outros estados em Belém, ignorando solenemente que vivemos em uma federação, onde não há restrição legal de um estado para outro, antes, ao contrário, é legítimo plaquear um carro em uma praça que cobre taxas mais módicas.
Em entrevista publicada hoje, Queiroz demonstra preocupação com o que considera a possibilidade de "uma oposição forte do PSOL e do PSTU", não à presidência da CMB, mas certamente ao prefeito de Belém, correligionário de Paulo.
De qualquer modo, o que se espera do presidente do Poder Legislativo não é o uso do cargo como blindagem do chefe do Poder executivo, esim que faça o que está sob seu comando funcionar de acordo com a expectativa da sociedade. Nesse sentido, com toda a experiência amealhada nos tempos em que foi oposição ferrenah ao prefeito, Queiroz saberá compreender o papel de uma "oposição forte" e nada fará fora do âmbito legal e regimental para calar as vozes discordantes. É o que se espera.

sábado, 5 de janeiro de 2013

É preciso reduzir o efeito desses sustos.

Não deveria constituir surpresa essa situação de "terra arrasada", que prefeitos recém empossados encontram. bastaria que o Tribunal de Contas dos Municípios adotassem a mesma metodologia de trabalho do Tribunal de Contas da União, com acompanhamento mais amiude na fiscalização da aplicação de recursos. Não é possível que um gestor atrase os salários de uma prefeitura, por um mês que seja, e o TCM não tome providências.
Uma outra coisa que carece de mais vigilância é essa reta final, quando muitos prefeitos viram assaltantes e saqueiam à luz do dia o erário, só vindo a público tal fato após o sucessor tomar posse. Deveria  a Corte Municipal de Contas adotar, ainda em novembro, um apanhado da situação baixando normas de conduta que orientem os gestores no último mês, afinal, conforme reza o parágrafo 5º, do artigo 71 da Constituição do Estado, é o TCM o orgão técnico que deve abastecer com informações o Ministério Público, sendo este o orgão encarregado de pedir providências legais contra maus gestores. Sem essa celeridade, continuaremos a conviver com esses sustos a cada vez que um novo prefeito tomar posse.

Alasca emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 7,5

Um alerta de tsunami foi emitido para as regiões costeiras no sudoeste do Alasca e do Estado canadense de British Columbia após um terremoto de magnitude 7,5 registrado no oceano Pacífico, neste sábado.
O tremor aconteceu cerca de 100 quilômetros a sudoeste de Port Alexander, no sul do Alasca, a uma profundidade de 10 quilômetros, às 6h58 da manhã (horário de Brasília), de acordo com o Serviço Geológico dos EUA. A magnitude inicial do terremoto tinha sido estimada em 7,7.
O Centro de Alerta de Tsunami do Alasca e da Costa Oeste, localizado em Palmer, no Alasca, emitiu um alerta para as regiões a partir da ilha de Vancouver, no norte do Canadá, até Cape Suckling, no Alasca.
Espera-se que as ondas cheguem primeiramente a Langara, no Estado canadense de British Columbia, e depois avancem para norte e oeste, possivelmente atingindo até a localidade de Homer, na península do Kenai, no Alasca, de acordo com o centro.
Autoridades de Sitka, no sul do Alasca, iniciaram a retirada de moradores de áreas baixas, segundo a estação local de rádio KCAW.
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu British Columbia no dia 27 de outubro e um alerta de tsunami também foi emitido, mas não houve danos.
(Reuters)

Constituição prevê adiamento de posse do presidente, afirma Nicolás Maduro


O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na noite desta sexta-feira (05/01) que o próximo governo de Hugo Chávez começará normalmente, caso ele não possa estar no país na posse, marcada para o dia 10 de janeiro.

De acordo com Maduro, a Constituição venezuelana prevê que o “formalismo do juramento poderá ser revolvido perante o Supremo Tribunal de Justiça”, em uma data a ser estipulada pelo próprio órgão, no caso de ser um presidente reeleito, como Chávez.

Com a Constituição nas mãos, o vice-presidente afirmou que o povo venezuelano deve conhecer a legislação do país “mais do que nunca, para defendê-la com a verdade e a força das ruas”.

Maduro também disse que diversos ministros foram chamados pelo presidente no final de dezembro em Havana, onde ele se recupera da quarta cirurgia realizada para tratar um câncer, para se inteirar do que o governo estava fazendo em Caracas.
Na entrevista ao ministro de Comunicação, Ernesto Villegas, o vice-presidente também afirmou que “nunca teve ambições pessoais ou personalistas” de assumir o Poder Executivo e que só pensa em “Hugo Chávez como presidente”.

Ao ser questionado sobre a decisão do atual mandatário de indicá-lo como sucessor, Maduro respondeu que “Chávez sabia que se submeteria a uma intervenção complexa” e que por isso quis prever todos os cenários possíveis.

Além disso, Maduro reiterou as informações divulgadas por Villegas na noite de quinta-feira sobre o estado de saúde do presidente, que passa “por uma insuficiência respiratória que está sendo tratada”.
(Opera Mundi)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Por que publico foge da TV aberta



Conforme notícia divulgada pela Folha de São Paulo nesta semana, a Rede Globo fechou o ano passado com a pior audiência de sua história. Segundo dados do Ibope, em 2012 ela teve, em média, 14,7 pontos (cada ponto equivale a 60 mil domicílios).
A emissora ainda amarga o pior índice em seu principal programa jornalístico, o Jornal Nacional, que, ano passado, teve média de 28,1 pontos contra o pico de audiência, que ocorreu em 2006, de 36,4 pontos.
Todavia, é equivocada a percepção de muitos de que se trata de um problema isolado da Globo. Houve queda de audiência de todas as TVs abertas no ano que passou em relação a 2011.
Apesar de a Globo ter fechado 2012 com 14,7 pontos contra 16,3 em 2011, a Record teve 6,2 pontos contra 7, 2, o SBT 5,6 pontos contra 5,7, a Band 2,5 pontos contra 2,5 e a Rede TV! liderou a queda, tendo perdido 37% de sua audiência no ano passado, tendo cravado 0,9 pontos contra 1,4 em 2011.
E não foi só. O número de aparelhos ligados em televisões abertas caiu perto de 5%.
O resultado negativo mais “vistoso”, claro, foi o da Globo, que, ao longo da última década, vem perdendo mais audiência do que as concorrentes, sobretudo devido ao avanço da Record e à forte perda de audiência do Jornal Nacional.
Sobre o ainda mais assistido telejornal do país, a perda de audiência acima da média  certamente se deve, em boa parte, à utilização do informativo como arma na incessante guerra da Globo contra o governo federal e o PT.
A cobertura do julgamento do mensalão, por exemplo, irritou profundamente até o público que não gosta do PT. Tentando influir a qualquer preço na eleição municipal do ano passado, sobretudo na de São Paulo, o núcleo de jornalismo da Globo, às vésperas do segundo turno, produziu um dos maiores absurdos que se viu na televisão brasileira.
Em 23 de outubro,  a uma semana do segundo turno, logo após o horário eleitoral gratuito, o Jornal Nacional levou ao ar uma matéria que teve duração só comparável às coberturas de grandes catástrofes como a de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando terroristas derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center
Dos 32 minutos de duração da edição do JN naquele dia, 18 minutos foram gastos com o julgamento. E o que é pior: não houvera absolutamente nada de especial, naquele dia. Assim, o telejornal se limitou a importunar o telespectador com “melhores momentos” do julgamento.
Aliás, o ineditismo do tempo gasto na reportagem foi de tal monta que virou até matéria de jornal no dia seguinte, na Folha de São Paulo, e ainda gerou representação da ONG Movimento dos Sem Mídia ao Ministério Público Eleitoral acusando a emissora de fazer uso político de uma concessão pública em período eleitoral, contrariando a legislação.
O julgamento do mensalão foi tão martelado por toda a programação da Globo que passou a ser comum ouvir pessoas comentando que não agüentavam mais o assunto. Contudo, a queda mais pronunciada de audiência da Globo e do JN se deve a um processo mais amplo.
Outras emissoras não se beneficiaram da queda de audiência da Globo porque também incorrem em manipulação de notícias, mas, acima de tudo, porque todas as emissoras abertas insistem em uma programação que qualificar de medíocre soa até benevolente.
O público que pode, foge para a televisão a cabo. Quem não pode, recorre à internet. Sobretudo para se informar.
Agora, por exemplo, está sendo anunciado que o Brasil voltará a ser assolado por nada mais, nada menos do que a DÉCIMA TERCEIRA edição do Big Brother Brasil, com bebedeiras, promiscuidade e mediocridade invadindo nossos domicílios.
Alternativa ao BBB? A Record apresenta algo ainda pior, uma cópia malfeita, mais brega, ainda que menos promíscua: o reality show A Fazenda.
Novelas? Apesar de Globo e Record, acima de todas, reunirem bons elencos, as tramas são sofríveis, repetitivas. As histórias são sempre as mesmas, com pequenas variações. Ainda que o público para essas porcarias ainda se mantenha, vem diminuindo percentualmente em relação ao conjunto da população.
O progressivo aumento do nível de escolarização e cultura do brasileiro vai provocando fuga de uma programação cuja produção chega a ser cara só para produzir lixo cultural em estado puro.
Para que se informar pelos telejornais se, pela internet, você fica sabendo antes das notícias e ainda pode ter acesso a diversos ângulos delas?
No Jornal Nacional, por exemplo, o espectador sofre tentativa de manipulação, com notícias distorcidas sob interesses políticos e econômicos e, em geral, não fica sabendo do outro lado da moeda.
Há cada vez mais gente, portanto, produzindo seus próprios informativos pela internet. Hoje você pode montar uma rede de sites e blogs nacionais e internacionais e se informar em muito maior profundidade.
Claro que ainda é restrito o contingente de pessoas que montam seu portfólio informativo com base em critérios mais racionais e via internet, mas esse contingente cresce de forma exponencial.
O que ocorre no Brasil é uma tendência mundial. Nos EUA, por exemplo, a televisão aberta tem baixa audiência, muito mais baixa do que no Brasil, percentualmente.
Agora, a cereja do bolo: nos próximos anos, as operadoras de telefonia deverão começar a produzir conteúdo para transmitirem via TV digital ou internet, inclusive em celulares. E sem uma regulação das comunicações eletrônicas, a Globo e congêneres estarão ferradas.
Explico: as teles vêm aí com arcas incontáveis de dinheiro para investir em conteúdo, com seus faturamentos dez vezes maiores do que das emissoras tradicionais, inclusive da Globo. Sem regulação do setor, até ela será engolida.
Talvez por conta disso vemos o governo Dilma impassível diante do clamor de setores da sociedade por uma “lei da mídia”, pois a tecnologia deverá levar Globo e companhia limitada a baterem na porta do governo pedindo regulação, por incrível que pareça.
Muitos – entre os quais me incluo – estão contrariados com a postura da presidente Dilma de renegar qualquer intenção de dar ao Brasil uma legislação moderna para esse setor tão crucial, até porque há medo de que os barões da mídia arranquem de um governo aparentemente acovardado uma regulação feita sob medida para os interesses deles.
Todavia, apesar de também ter essa preocupação, penso que a passividade do governo federal pode – apenas pode – ser uma estratégia para negociar em posição de força quando a própria família Marinho, entre outros, bater-lhe à porta pedindo uma “lei da mídia”.
A ver.
(Blog da Cidadania)