quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dilma ataca ‘insensibilidade’ tucana e diz que manterá redução de preço da energia

Presidenta Dilma Rousseff (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Redução do preço de energia será questão prioritária em 2013, como fator essencial para estimular a competitividade no país, afirmou a presidenta.


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5), durante a solenidade de abertura do 7º Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, que lamenta “profundamente” a “insensibilidade” dos governos estaduais que não aderiram ao novo modelo de concessões elétricas, cujo objetivo é baixar em 20.2% as tarifas de energia no Brasil.
“Para isso, nós adotamos dois conjuntos de medidas. Um conjunto que era reduzir os encargos nas tarifas de energia, notadamente a RGR, a CSS e Conta de Desenvolvimento Energético. Essas três tarifas, junto com o fim das concessões de energia elétrica, antecipação em alguns casos e o fim em outros, permitiram que a gente reduzisse em 22% essas tarifas”, explicou a presidenta em discurso.
Dilma afirmou que a redução do preço de energia será questão prioritária em 2013, como fator essencial para estimular a competitividade no país. “O governo federal vai buscar o máximo esforço para reduzir as tarifas, isso é algo fundamental no Brasil, é tão importante quanto a redução da taxa de juros e de câmbio para melhorar a competitividade do país.”
Os estados que não aceitaram diminuir lucros para reduzir também as tarifas são governados pela oposição, sobretudo pelo PSDB. Por uma decisão que teve o avala da cúpula tucana, as principais usinas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, ligadas respectivamente à Cesp, à Cemig e à Copel, ficaram de fora do novo modelo. Como elas são responsáveis por 25% de toda a geração de energia do país, a expectativa de redução média caiu de 20% para 17%. No caso dos consumidores residenciais, caiu de 16% para 10%.
Em seu discurso de hoje, porém, Dilma afirmou que não irá “recuar” e sinalizou que manterá os índices de redução originalmente previstos usando recurso do orçamento da União, que “serão repassados para suprir a indústria e a população brasileira, “aquilo que os outros não tiverem a sensibilidade de fazer.”
Ainda sobre a competitividade, Dilma ressaltou a importância na queda da taxa de juros para para aumento da produtividade e a importância dos recursos naturais para a produção industrial do país. “Devemos utilizar nossos recursos não apenas para exportar produtos primários. Temos que diversificar nossa base produtiva, fortalecer a indústria, investir em capital humano e em vantagens competitivas em todos os setores.”
Pronatec
A educação foi lebrada por Dilma como uma questão não apenas social e moral, mas “política e econômica também.” Segundo a presidenta, não há inovação tecnológica sem educação de qualidade para a população. “Nenhum país chegou a ser competitivo e desenvolvido sem estar ancorado a fundo na questão da educação.”
Além disso, a presidenta ressaltou a parceria com o Conselho Nacional das Indústrias (CNI) no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “O Pronatec tem a chave do futuro do país, tem a capacidade de dar qualidade ao ensino médio e dar qualidade aos profissionais e trabalhadores. Tudo o que colocarmos na educação é investimento no presente e uma poupança para o futuro.”
(PT Câmara)

Ministro do STF defende tese estapafúrdia e desnuda que os alvos são apenas José Dirceu e José Genoino

Brasília – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sugeriu hoje (5) reduções significativas nas penas aplicadas a vários condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão. O maior corte é no caso do publicitário Marcos Valério, considerado o principal articulador do esquema, cuja pena atual é 40 anos, dois meses e dez dias. Com a proposta de Marco Aurélio, a pena cairia para dez anos e dez meses.

Segundo Marco Aurélio, delitos diferentes, como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira, devem ser considerados como um único crime, pois eles têm como propósito atentar contra a administração pública. No conceito de continuidade delitiva, apenas a pena mais grave é considerada, e essa é agravada em até dois terços.
“Mais importante que a pena aplicada, é a condenação. Estamos diante de acusados onde sobressaem as circunstâncias. São agentes da prática criminosa, episódicos, não sendo o caso de condenados que podem ser tidos como perigosos, a sugerir afastamento da vida social projetada no tempo”, justificou o ministro.
Nos cálculos de Marco Aurélio, somente a pena para formação de quadrilha não entra na redução. Por isso, réus, como José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil), José Genoino (ex-presidente do PT) e Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha, não teriam as penas alteradas. Por outro lado, alguns réus seriam beneficiados na mudança do regime fechado para aberto e o semiaberto, como o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) e o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
Para Marco Aurélio, o conceito de continuidade delitiva deve ser aplicado para beneficiar o réu, e não para prejudicá-lo. “Embora integrantes estivessem buscando vantagens individuais, é inegável que houve busca coletiva por ilícitos em desfavor da administração”. Apesar de reduzir o tempo de prisão, o ministro entendeu que o conceito não pode ser aplicado para redução das multas, que devem ser mantidas nos patamares atuais.
Único a comentar o assunto antes do intervalo, o presidente do STF e relator do caso, Joaquim Barbosa, rejeitou a hipótese de unir os crimes como um só. “A propina foi paga para diferentes atos de ofício por agentes públicos diferentes, representando entidades públicas distintas. As empresas são diferentes e também os lugares. Há distinção enorme de situação”, explicou Barbosa.
Para o relator, se o STF fosse considerar rigorosamente o entendimento em casos anteriores, a Corte deveria ter sido ainda mais rigorosa, somando penas que foram consideradas como uma só, como repetidas operações de lavagem de dinheiro praticadas por alguns réus. “Não se pode confundir o fato de ter praticado vários crimes ao longo de dois anos, de forma organizada, como continuidade delitiva. Seria um privilégio indevido concedido a réus que fazem da prática criminosa uma rotina”.
A sessão será retomada com o voto dos demais ministros após o intervalo.
(Agência Brasil)

Brasil avança no combate a corrupção

Apesar do estardalhaço feito por parte da mídia, que não sente nenhum constrangimento em trocar o seu dever de informar pelo de aliado da fração política direitista que não se conforma com a melhora das condições econômicas e indicadores sociais do país nesses últimos dez anos, a ONG Transparência Internacional atestou que o Brasil subiu quatro posições no ranking da corrupção, ocupando atualmente o 69º posto, em um universo de 176 paises.
parece pouco, mas é muito mais do que o verificado nos tempos do lixo empurrado pra debaixo do tapete, nos tempos de FHC, seu engavetador geral da República, da privataria e suas inúmeras operações-abafa, algo que se resume em um dado: nos oito anos sob Fernado Henrique Cardoso, a Polícia Federal realizou apenas 48 operações; durante o governo Lula,a PF realizou mais de 1.200 operações. Consequentemente, não por acaso, e irrelevando aquilo que uma revista associada a um criminoso transformou em denuncismo semanal, uma ONG internacional e respeitada mostra exatamente que o quadro hoje no país é bem melhor.

Parabéns para você, escola pública.

Parabéns a professora Marizete Pinheiro Braga, da Escola Municipal de Ensino Fundamental "Nestor Nonato Lima", pela conquista do prêmio da Região Norte de educação digital com o trabalho "Valorizar a infância: égua da brincadeira paid'égua".
Com efeito, é sempre bom ver a escola pública neste país, seja federal, estadual ou municipal, dar sua contribuição para que a educação seja de fato a mola propulsora na construção de um novo país, assim como é prazeroso ver que a educação pública neste país é outra desde que Lula iniciou um projeto, que tem continuidade com Dilma Rousseff, de fazer do Brasil uma nação justa, feliz e solidária.

Tem jeito de chifre em cabeça de cavalo

José Megale ameaçou apresentar filmes que comprovariam a "política rasteira" do PMDB, mas preferiu recuar e retira a candidatura à presidência da Alepa. Por sinal, desde o pacto de silêncio, estabelecido entre PMDB e PSDB para impedir a instalação de uma CPI que apurasse os escândalos estourados na Alepa que essa parceria mais oculta do que deixa transparecer suas relações íntimas e perigosas.
É possível até que essa crise ora desencadeada, a partir da escolha do futuro presidente do legislativo estadual, dure até o dia da posse do novo presidente depois tudo voltando ao normal. Esses parceiros têm trunfos inestimáveis demais para serem desprezados, por um e por outro, nessa mesa do jogo político, ou seja, qualquer movimento em falso as consequências poderiam ser trágicas para ambos, logo, nesse momento, é pouco provável que esse desenlace se concretize.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O efeito dominó não seria bem vindo?


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, cassou ontem uma decisão liminar da Justiça Estadual Paulista que obrigava o Tribunal de Contas do Município de São Paulo a pagar "supersalários" para 168 servidores.
Até o início deste ano, esses funcionários recebiam um salário maior do que o do prefeito da cidade (R$ 24,1 mil), teto do funcionalismo local, com o argumento de que os benefícios a eles haviam sido concedidos antes de haver limitação, estabelecida em 2003.
Aqui em Belém, desconheço se existe alguma lei que determina como teto dos vencimentos o salário do prefeito, por sinal, menor do que o pago ao prefeito paulistano. No entanto, é quase certo que há muita gente no TCM daqui com salários bem acima do que ganha o prefeito. Então, por equidade, deveria essa norma disseminar-se por todo o país acabando de uma vez por todas com os inúmeros penduricalhos que certas corporaçõe pagam para si, sem qualquer critério e bom senso.

Driblando a Lei Tó Teixeira.

As inscrições de pessoas físicas ou jurídicas para o edital da Lei de Incentivo Municipal Tó Teixeira e Guilherme Paraense foram prorrogadas até o dia 14 de dezembro. Projetos culturais e de esporte amador podem ser inscritos de 8h30 às 13h, na sede da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel).
Talvez, a necessidade da prorrogação seja decorrente da baixa procura e esta é resultado da pouca importância que algumas empresas dispensam à lei. Segundo se comenta, há empresários que acertam tudo direitinho com os postulantes, mas, na hora, de liberar o dinheiro, acabam propondo que o interessado deposite antecipadamente 30%, ou 50%, dependendo da empresa, para só depois disso manifestar-se.
caso haja veracidade na denúncia, seria bom que os empresários que adotam essa prática esclarecessem se pleitearão o abatimento em seus tributos em cima dos 50%, ou 70% daquilo que dispenderam, se ressarcirão, em caso de concordância do proponente, aquilo que foi depositado previamente, ou, se  essa manobra é apenas um artifício contábil para burlar o fisco municipal, o que é deplorável pois desvirtua o sentido da lei e expõe o ânimo transgressor de quem deveria dar o bom exemplo.
Ressalte-se que não são todos os empresários que recorrem à essa prática. Há, também, relatos de empresas que atuam dentro do figurino. No entanto, é preciso que seja feita a referência aos maus empresários a fim de que se possa separar o joio do trigo.

Um milhão de moradias entregues pelo Minha Casa Minha Vida


Agenda presidencialA presidenta Dilma Rousseff participa, nesta terça-feira (4), às 9h30, da 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília. Às 11h, no Palácio do Planalto, acontecerá a cerimônia alusiva a um milhão de moradias entregues e dois milhões contratadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Às15h, ela se reúne com a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Movimentos culturais se mobilizam pela implantação da Lei Valmir!

Amanhã, dia 04.12 (terça feira), os movimentos culturais que se articulam em torno do Fórum de Cultura de Belém realizarão Debate acerca dos rumos da cultura em Belém e a importância da Lei Valmir Bispo dos Santos, que criou o Sistema Municipal de Cultura e que aguarda regulamentação por parte do Executivo para ser efetivada e concretizar os avanços previstos para a área cultural de nossa cidade.
O debate está sendo organizado para o setorial da música, mas aberto a todos os interessados no incentivo e desenvolvimento da nossa cultura.

Dilma diz na mensagem de veto que mudança nos royalties para contratos licitados é inconstitucional

Em mensagem encaminhada ao Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff detalhou os motivos que a levaram a vetar 23 dispositivos do projeto de lei que trata da nova redistribuição dos royalties do petróleo. 
Em relação ao Artigo 3º da proposta aprovada pelo Congresso, que previa que a nova divisão dos royalties valeria, inclusive, para os contratos de concessão já licitados, a presidenta argumenta na mensagem que o dispositivo violaria “frontalmente” a Constituição e, por isso, foi alvo de veto.
"As novas regras de distribuição dos royalties previstas no Artigo 3º do projeto, ao não ressalvar sua aplicação aos contratos já em vigor, violam frontalmente o disposto no Inciso 36 do Artigo 5º e no Parágrafo 1º do Artigo 20 da Constituição”, diz trecho da justificativa presidencial.
Na mensagem presidencial, Dilma Rousseff explica que os royalties são uma “compensação financeira” dada aos estados e municípios produtores e confrontantes em razão da exploração do óleo.
“Devido à sua natureza indenizatória, os royalties incorporam-se às receitas originárias desses mesmos entes, inclusive para efeitos de disponibilidade futura. Trata-se, portanto, de uma receita certa, que, em vários casos, foi objeto de securitização ou operações de antecipação de recebíveis. A alteração desta realidade jurídica afronta o disposto no Inciso 36 do Artigo 5º e o princípio do equilíbrio orçamentário previsto no Artigo 167, ambos da Constituição Federal”, reforça a presidenta.
De acordo com a mensagem, para definição dos vetos à proposta aprovada pelo Congresso foram ouvidos os ministérios de Minas e Energia, da Fazenda, do Planejamento e ainda a Advocacia-Geral da União.
Em relação aos demais vetos, a Presidência da República enumera diversos dispositivos constitucionais que seriam violados casos não fossem retirados do texto aprovado por deputados e senadores.
Em um deles, por exemplo, a presidenta da República afirma que o texto do Congresso é inconstitucional porque “conflita diretamente com as disposições previstas no Artigo 5º e no Parágrafo 1º do Artigo 20 da Constituição, ao obrigar os estados e municípios a renunciarem a direito constitucional originário para participar da distribuição do fundo especial destinado a todos os Entes Federados”.
Já outro dispositivo foi alvo de veto porque, na avaliação da Presidência, “a imposição de limites máximos para o recebimento de valores referentes aos royalties viola o disposto no Parágrafo 1º do Artigo 20 da Constituição. A compensação financeira aos municípios produtores, confrontantes ou afetados deve guardar equivalência com o impacto decorrente da produção e da exploração de petróleo e gás natural”.
(Agência Brasil)

Arrastão político

A pretendida eliminação dos contratos vigentes para a exploração do petróleo, e respectivos royalties, é uma nova modalidade de ação política por parlamentares, governadores e partidos, inspirada pela mentalidade que se dissemina no Brasil atual.
Agrupar-se em maioria para tomar bens e direitos de minoria surpreendida e indefesa é - na política, na praia, na rua - arrastão. O lugar, a ocasião e o que é tomado (ou pretendem tomar) não faz diferença. Não mais do que a diferença entre o genérico e o remédio de marca, ou seja, o reduzido às suas condições verdadeiras e o protegido pelo facilitário das leis privilegiantes.
Foi fundamental para a sustentação do governo Lula, nos seus primórdios, a garantia de respeito integral a todos os contratos deixados pelo antecessor. A submissão aos contratos foi repetida ao longo do governo como uma ladainha. E transferiu-se como parte do mandato a Dilma Rousseff, passando, nesta etapa, a ser visto também como princípio pessoal da presidente.
Na praia e nas vias públicas, a horda atira-se ao arrastão sem meio de defesa das desavisadas vítimas, que se supõem protegidas pelo direito legal de estar onde estão. Da praia ao mar: o que dois ou três Estados produtores e retribuídos pelos royalties, com tal direito supostamente assegurado pela legislação, podem fazer em defesa desse direito se mais 23 ou 24 Estados agrupam-se para tomar-lhe a retribuição?
Não faz diferença se a arma para tanto é o voto na Câmara e no Senado e, na praia e na via pública, é outra. O voto parlamentar, por si só, não confere moralidade nem legitimidade. Durante 21 anos - para não discutir possíveis exemplos menos distantes -, os votos de Câmara e Senado consagraram indignidades por motivos, eles mesmos, os mais sórdidos.
Compete à União transferir em verbas ou serviços, aos Estados não produtores, a sua quota de recebimento pela exploração de bens nacionais.
O fato sem precedente, em tempo algum, de negar-se a um Estado o domínio do patrimônio natural de seu território, para transferir os benefícios a outros, nega a própria federação que define a ordem institucional do país. Até no nome República Federativa do Brasil.
Os arrastões pré-políticos levam os bens e o direito da pessoa. O arrastão político leva também a Constituição.
(Jânio de Freitas/via Com Texto Livre)

Fórum pede revisão do acordo do Mercosul com Israel e ampliação do boicote internacional

A assembleia dos movimentos sociais realizada na tarde deste sábado (1º), no salão de festas da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), encerrou o Fórum Social Mundial Palestina Livre com a apresentação de um conjunto de propostas para fortalecer a mobilização da sociedade civil em nível mundial em defesa da luta do povo palestino.


Uma delas, apresentada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), é pressionar os governos dos países que compõem o Mercosul a rever a decisão de assinar um acordo de livre comércio entre o bloco sulamericano e Israel. A ampliação do boicote internacional a produtos e empresas de Israel é outra medida que pretende engrossar o caldo de medidas e iniciativas para rejeitar a atual política de ocupação e segregação praticada por Israel nos territórios palestinos. Também foi aprovada a ida de uma missão internacional de solidariedade à Palestina, em março ou abril de 2003, e a criação de um Comitê Internacional em Solidariedade à Palestina, reunindo as organizações que participaram do Fórum em Porto Alegre.
A avaliação geral sobre o evento em Porto Alegre, que reuniu 300 entidades de 36 países, foi positiva. Para a ativista italiana Maren Mantovani, coordenadora de Relações Internacionais do movimento Stop the Wall, o Fórum foi um momento único na história da solidariedade à causa palestina. “A marcha de abertura foi seguramente um dos momentos mais importantes, pois expressou algo fundamental, ou seja, que os povos apoiam a causa palestina. Do ponto de vista do conteúdo, os debates e as conferências tiveram um nível muito alto de discussão e também de trabalho acerca do que é preciso fazer. Não se discutiu apenas os problemas, mas também como eles podem ser solucionados”. Houve uma reunião de todas as delegações internacionais que discutiu um plano de ação muito concreto sobre os próximos passos da mobilização mundial em favor dos palestinos.
Ampliação dos boicotes e da solidariedade internacional
Mantovani destacou a proposta apresentada e aprovada na assembleia dos movimentos sociais para que, na semana que vem, uma delegação vá a Brasília propor aos chefes de Estado do Mercosul, que estarão reunidos em um encontro de cúpula, para que revejam o tratado de livre comércio assinado com Israel. “Neste momento, nos termos em que está colocado, esse tratado apresenta sérios problemas políticos e legais. Foi muito importante que a primeira fala na assembleia de hoje, de um representante da CUT, tenha levantado essa proposta”. Para a ativista, esse tipo de proposta é exemplo de um novo nível de solidariedade no movimento mundial de apoio à luta palestina. “Além disso, o evento aqui em Porto Alegre serviu para aumentar a coordenação em nível global e para chegar a um novo nível de solidariedade”.
As organizações que ajudaram a construir o Fórum concordaram, na declaração final do evento, em ampliar os laços de solidariedade e as formas de luta em defesa do povo palestino. “Cada delegação sairá agora de Porto Alegre e retornará à sua casa para continuar a trabalhar”, disse Maren Mantovani. “As campanhas que já existem saem daqui fortalecidas, e novas campanhas deverão ser criadas. Há sete anos se lançou a campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) em nível mundial. Aqui em Porto Alegre, vimos um consenso sobre a importância desse tipo de campanha. Com esse tipo de ações queremos criar a pressão internacional necessária para que se possa chegar a uma paz justa e duradoura no Oriente Médio”.
Os quatro dias de reuniões, manifestações e debates em Porto Alegre transcorreram num clima de absoluta tranquilidade, desmentindo a paranoia alarmista desencadeada por entidades da comunidade judaica do Estado que pressionaram autoridades dos governos municipal e estadual para não permitir a realização do evento pela suposta presença de “terroristas” em solo gaúcho. Durante os dias de realização do Fórum em Porto Alegre, podia se vir viaturas da polícia militar “guarnecendo” a entrada de sinagogas na cidade. A “proteção” acabou se revelando totalmente inútil. A preocupação dos participantes do evento não era praticar qualquer “ataque” em Porto Alegre, mas sim discutir os ataques que o povo palestino vem sofrendo há décadas por parte do governo israelense que não esconde mais o caráter expansionista e colonialista de sua política de ocupação e segregação nos territórios palestinos.
Luta anti-imperialista e anticolonialista
A realização do Fórum em Porto Alegre representou um novo passo no processo de ampliação da mobilização mundial em defesa do povo palestino. E essa ampliação não é apenas uma peça retórica. A escolha de fazer coincidir o início do evento na capital gaúcha com a aprovação na Organização das Nações Unidas (ONU) do status de Estado observador para a Palestina revela uma nova estratégia de aumentar a pressão internacional sobre Israel, incorporando à ação de governos a mobilização da sociedade civil. Vários participantes do Fórum destacaram que a questão palestina não é uma questão meramente nacional de um povo, condensando uma série de lutas contra formas de discriminação, opressão e racismo. O contexto maior dessa luta se dá num quadro de crítica ao atual modo de organização capitalista e duas velhas expressões políticas desse sistema: o imperialismo e o colonialismo. O documento que serviu de referência para as organizações participantes do Fórum deixa isso claro:
“A organização do Fórum Social Mundial Palestina Livre é a expressão da união dos movimentos sociais internacionais na luta contra o imperialismo, o neoliberalismo e a discriminação racial em todas as suas formas por considerar a justa luta pelos direitos dos palestinos uma parte integrante da luta internacional para desenvolver alternativas políticas, sociais e econômicas que aumentem a justiça, a igualdade e a soberania dos povos, baseando-se em justiça socioeconômica, dignidade e democracia”.
O clima do evento foi de solidariedade, troca de experiências e compartilhamento de informações sobre a dura realidade vivida pelo povo palestino na Cisjordânia cortada por muros e barreiras e em Gaza que vive sob um quase permanente estado de sítio. Um clima de esperança, de confiança, mas também de preocupação. Jamal Juma, coordenador do movimento Stop the Wall e um dos principais ativistas palestinos presentes ao Fórum em Porto Alegre, acredita que uma terceira intifada é praticamente inevitável, mantidas as atuais políticas do governo de Israel. E o governo israelense dá razão a Jamal. Na sexta-feira (30), em resposta à decisão da ONU de aceitar a Palestina como um estado observador, anunciou a construção de 3 mil casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.
(RS Urgente)

É hora de agir

Será que o governador do estado ficará omisso nesse caso em que bandidos assaltaram funcionários públicos que guardavam bens apreendidos por determinação judicial. Por muito menos, uma senadora ligada ao agronegócio teve o desplante de pedir intervenção federal no Pará, apeando do poder uma governadora eleita pela vontade da maioria do povo paraense, pior, esse pleito estapafúrdio foi acolhido pela maioria dos desembargadores do TJE.
Agora, vivendo no reino do virtual, em que a propaganda mistura futuro, presente e computação gráfica, o governador dá-se ao luxo de ignorar esses e outros fatos graves que comprometem a tranquilidade do povo paraense, espera-se o mínimo de seriedade para que a autoridade pública não seja mais um refém do banditismo que campeia em certas regiões completamente desassistidas da presença do Estado.

sábado, 1 de dezembro de 2012

A Oposição em Desespero

Acostumada a se regalar com o controle do poder no Brasil, a oposição conservadora vive horas, dias, semanas, meses e, para ser mais exato, dez anos de desespero. E ainda pode ficar sem perspectiva por mais seis se aos dois anos restantes do primeiro mandato de Dilma Rousseff se somem outros quatro, em caso de reeleição da presidenta.


Pesquisa do Ibope, realizada entre 8 e 12 de novembro, aponta a dimensão da dificuldade da oposição numa disputa com ela. Está marcada para perder nas condições de agora. Ressalve-se, é claro, uma hecatombe política ou econômica e, ainda, uma interferência inesperada como, por exemplo, a do “Sobrenatural de Almeida”, personagem das ­elu­cubrações ficcionais de Nelson Rodrigues, especialista em criar surpresas.


Caso a eleição fosse hoje, mostra o Ibope, Dilma esmagaria todos os potenciais ­adversários ainda no primeiro turno. Ela obteve 58% das intenções de voto, contra 11% de Marina Silva (sem partido), 9% de Aécio Neves (PSDB) e 2% de Eduardo Campos (PSB).


É curioso destacar o resultado da ­sondagem espontânea: Dilma foi lembrada por 26% dos eleitores e Lula vem logo após, com 19% das menções. José Serra teve 4% de citações e Marina Silva, 2%. Ambos beneficiados pelo recall da disputa de 2010. Aécio Neves foi citado espontaneamente por 3%.


Aécio e Campos, ressalve-se, são pouco ­conhecidos. Dilma, dois anos antes da vitória, em 2010, também não existia. Lula fez a diferença.


Tabela inédita da pesquisa Ibope mostra a tendência e a lógica da distribuição das intenções de voto por região. A presidenta Dilma cresceu em todas as regiões e, como já se sabia, alcançou melhor apoio do eleitorado do Sul do País do que Lula.


Marina tem bom desempenho na área dela: os rincões do Norte/Centro-Oeste, Aécio Neves desponta no Sudeste, onde mora e faz política, e Eduardo Campos, com base em Pernambuco, é melhor no Nordeste.

Tudo é possível a dois anos da disputa para a Presidência. A oposição percebeu, no entanto, que para construir uma candidatura ­viável para 2014 tem de começar agora. E o ambiente político reflete claramente a disputa pelo poder. Uma disputa não necessariamente tendo em vista a conquista de votos, já que a maioria do eleitorado não abandonou o PT, como se viu na eleição municipal.

Os petistas, em 2010, conseguiram quase 17,5 milhões de votos. Um número superado, por pouco, se somados os votos do PSDB (13,9 milhões) e DEM (4,5 milhões), os dois partidos que, organicamente, mais expressam a reação conservadora. Nessa conta, a grande diferença é que o PT cresceu quase 4,5%. Pouco em relação a 2008. No mesmo período, entretanto, o PSDB e o DEM encolheram. A queda dos tucanos foi pequena (4,18%), mas, a do DEM foi superior a 50%.


A oposição, desnorteada por isso e, principalmente, sem programa alternativo, tem dificuldade para encontrar um candidato. Esgotaram-se as opções paulistas. José Serra perdeu duas vezes. Uma vez perdeu Alckmin. O mineiro Aécio Neves se oferece. O pernambucano Eduardo Campos vacila.


Isso projeta o ciclo Lula-Dilma ao menos por mais quatro anos, se não for interrompido abruptamente. Isso porque o desespero, quando não leva ao suicídio, empurra o desesperado para o crime.

O futuro de Lula I


É muito mais que uma declaração distraída de João Santana, à Folha de S.Paulo de que Lula seria o melhor candidato ao governo de São Paulo, em 2014. Ele criou um fantasma para perturbar os sonhos da oposição.

Essa estrada que ele aponta foi aberta pelo paulista Rodrigues Alves. Após presidir o País (1902- -1906), voltou pela segunda vez ao governo estadual (1912).

Bem, o fato é que Rodrigues Alves cumpriu o tempo no governo paulista e disputou e ganhou de novo a Presidência da República.

O futuro de Lula II
Santana, experiente jornalista de política e competente profissional do marketing, já prevê a reeleição de Dilma em 2014. Além disso, projeta a possibilidade de Fernando Haddad disputar a Presidência em 2022, se fizer uma boa administração na prefeitura paulistana.

(Maurício Dias- Carta Capital)

VALEU DILMA ! - DECISÃO SOBRE ROYALTIES FOI JUSTA E EQUILIBRADA

REDISTRIBUIÇÃO DOS ROYALTIES DO PETRÓLEO
O VETO PARCIAL IMPOSTO PELO GOVERNO RESTABELECEU A BOA ORDEM JURÍDICA, AFASTOU UMA CHUVA DE AÇÕES NO STF, GARANTIU AOS ESTADOS PRODUTORES A CONTINUIDADE DO RECEBIMENTO DE FONTE DE RECEITA JÁ INCORPORADA AO SEU ORÇAMENTO E RESPEITOU O CONGRESSO NACIONAL, NAQUILO QUE ELE DECIDIU QUANTO DIVISÃO DOS ROYALTIES FUTUROS, MANTENDO INCLUSIVE OS PERCENTUAIS DE QUE ESTADOS E MUNICÍPIOS NÃO PRODUTORES RECEBERÃO MAIS DO QUE OS QUE PRODUZEM PETRÓLEO.

A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF DECIDIU DE FORMA SEGURA, JUSTA E EQUILIBRADA. NÃO É SÓ O RIO QUE TEM O QUE COMEMORAR, É TODO O BRASIL. FOI UMA DECISÃO PARA ENTRAR DE FORMA POSITIVA NA NOSSA HISTÓRIA.
(007BONDeblog)