Não deveria constituir surpresa essa situação de "terra arrasada", que prefeitos recém empossados encontram. bastaria que o Tribunal de Contas dos Municípios adotassem a mesma metodologia de trabalho do Tribunal de Contas da União, com acompanhamento mais amiude na fiscalização da aplicação de recursos. Não é possível que um gestor atrase os salários de uma prefeitura, por um mês que seja, e o TCM não tome providências.
Uma outra coisa que carece de mais vigilância é essa reta final, quando muitos prefeitos viram assaltantes e saqueiam à luz do dia o erário, só vindo a público tal fato após o sucessor tomar posse. Deveria a Corte Municipal de Contas adotar, ainda em novembro, um apanhado da situação baixando normas de conduta que orientem os gestores no último mês, afinal, conforme reza o parágrafo 5º, do artigo 71 da Constituição do Estado, é o TCM o orgão técnico que deve abastecer com informações o Ministério Público, sendo este o orgão encarregado de pedir providências legais contra maus gestores. Sem essa celeridade, continuaremos a conviver com esses sustos a cada vez que um novo prefeito tomar posse.
sábado, 5 de janeiro de 2013
Alasca emite alerta de tsunami após terremoto de magnitude 7,5
Um alerta de tsunami foi emitido para as regiões costeiras no
sudoeste do Alasca e do Estado canadense de British Columbia após um
terremoto de magnitude 7,5 registrado no oceano Pacífico, neste sábado.
O tremor aconteceu cerca de 100 quilômetros a sudoeste de Port Alexander, no sul do Alasca, a uma profundidade de 10 quilômetros, às 6h58 da manhã (horário de Brasília), de acordo com o Serviço Geológico dos EUA. A magnitude inicial do terremoto tinha sido estimada em 7,7.
O Centro de Alerta de Tsunami do Alasca e da Costa Oeste, localizado em Palmer, no Alasca, emitiu um alerta para as regiões a partir da ilha de Vancouver, no norte do Canadá, até Cape Suckling, no Alasca.
Espera-se que as ondas cheguem primeiramente a Langara, no Estado canadense de British Columbia, e depois avancem para norte e oeste, possivelmente atingindo até a localidade de Homer, na península do Kenai, no Alasca, de acordo com o centro.
Autoridades de Sitka, no sul do Alasca, iniciaram a retirada de moradores de áreas baixas, segundo a estação local de rádio KCAW.
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu British Columbia no dia 27 de outubro e um alerta de tsunami também foi emitido, mas não houve danos.
(Reuters)
O tremor aconteceu cerca de 100 quilômetros a sudoeste de Port Alexander, no sul do Alasca, a uma profundidade de 10 quilômetros, às 6h58 da manhã (horário de Brasília), de acordo com o Serviço Geológico dos EUA. A magnitude inicial do terremoto tinha sido estimada em 7,7.
O Centro de Alerta de Tsunami do Alasca e da Costa Oeste, localizado em Palmer, no Alasca, emitiu um alerta para as regiões a partir da ilha de Vancouver, no norte do Canadá, até Cape Suckling, no Alasca.
Espera-se que as ondas cheguem primeiramente a Langara, no Estado canadense de British Columbia, e depois avancem para norte e oeste, possivelmente atingindo até a localidade de Homer, na península do Kenai, no Alasca, de acordo com o centro.
Autoridades de Sitka, no sul do Alasca, iniciaram a retirada de moradores de áreas baixas, segundo a estação local de rádio KCAW.
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu British Columbia no dia 27 de outubro e um alerta de tsunami também foi emitido, mas não houve danos.
(Reuters)
Constituição prevê adiamento de posse do presidente, afirma Nicolás Maduro
O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na noite desta sexta-feira (05/01) que o próximo governo de Hugo Chávez começará normalmente, caso ele não possa estar no país na posse, marcada para o dia 10 de janeiro.
De acordo com Maduro, a Constituição venezuelana prevê que o “formalismo do juramento poderá ser revolvido perante o Supremo Tribunal de Justiça”, em uma data a ser estipulada pelo próprio órgão, no caso de ser um presidente reeleito, como Chávez.
Com a Constituição nas mãos, o vice-presidente afirmou que o povo venezuelano deve conhecer a legislação do país “mais do que nunca, para defendê-la com a verdade e a força das ruas”.
Maduro também disse que diversos ministros foram chamados pelo presidente no final de dezembro em Havana, onde ele se recupera da quarta cirurgia realizada para tratar um câncer, para se inteirar do que o governo estava fazendo em Caracas.
Ao ser questionado sobre a decisão do atual mandatário de indicá-lo como sucessor, Maduro respondeu que “Chávez sabia que se submeteria a uma intervenção complexa” e que por isso quis prever todos os cenários possíveis.
Além disso, Maduro reiterou as informações divulgadas por Villegas na noite de quinta-feira sobre o estado de saúde do presidente, que passa “por uma insuficiência respiratória que está sendo tratada”.
(Opera Mundi)
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Por que publico foge da TV aberta
Conforme notícia divulgada pela Folha de São Paulo nesta semana, a Rede Globo fechou o ano passado com a pior audiência de sua história. Segundo dados do Ibope, em 2012 ela teve, em média, 14,7 pontos (cada ponto equivale a 60 mil domicílios).
A emissora ainda amarga o pior índice em seu principal programa jornalístico, o Jornal Nacional, que, ano passado, teve média de 28,1 pontos contra o pico de audiência, que ocorreu em 2006, de 36,4 pontos.
Todavia, é equivocada a percepção de muitos de que se trata de um problema isolado da Globo. Houve queda de audiência de todas as TVs abertas no ano que passou em relação a 2011.
Apesar de a Globo ter fechado 2012 com 14,7 pontos contra 16,3 em 2011, a Record teve 6,2 pontos contra 7, 2, o SBT 5,6 pontos contra 5,7, a Band 2,5 pontos contra 2,5 e a Rede TV! liderou a queda, tendo perdido 37% de sua audiência no ano passado, tendo cravado 0,9 pontos contra 1,4 em 2011.
E não foi só. O número de aparelhos ligados em televisões abertas caiu perto de 5%.
O resultado negativo mais “vistoso”, claro, foi o da Globo, que, ao longo da última década, vem perdendo mais audiência do que as concorrentes, sobretudo devido ao avanço da Record e à forte perda de audiência do Jornal Nacional.
Sobre o ainda mais assistido telejornal do país, a perda de audiência acima da média certamente se deve, em boa parte, à utilização do informativo como arma na incessante guerra da Globo contra o governo federal e o PT.
A cobertura do julgamento do mensalão, por exemplo, irritou profundamente até o público que não gosta do PT. Tentando influir a qualquer preço na eleição municipal do ano passado, sobretudo na de São Paulo, o núcleo de jornalismo da Globo, às vésperas do segundo turno, produziu um dos maiores absurdos que se viu na televisão brasileira.
Em 23 de outubro, a uma semana do segundo turno, logo após o horário eleitoral gratuito, o Jornal Nacional levou ao ar uma matéria que teve duração só comparável às coberturas de grandes catástrofes como a de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando terroristas derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center
Dos 32 minutos de duração da edição do JN naquele dia, 18 minutos foram gastos com o julgamento. E o que é pior: não houvera absolutamente nada de especial, naquele dia. Assim, o telejornal se limitou a importunar o telespectador com “melhores momentos” do julgamento.
Aliás, o ineditismo do tempo gasto na reportagem foi de tal monta que virou até matéria de jornal no dia seguinte, na Folha de São Paulo, e ainda gerou representação da ONG Movimento dos Sem Mídia ao Ministério Público Eleitoral acusando a emissora de fazer uso político de uma concessão pública em período eleitoral, contrariando a legislação.
O julgamento do mensalão foi tão martelado por toda a programação da Globo que passou a ser comum ouvir pessoas comentando que não agüentavam mais o assunto. Contudo, a queda mais pronunciada de audiência da Globo e do JN se deve a um processo mais amplo.
Outras emissoras não se beneficiaram da queda de audiência da Globo porque também incorrem em manipulação de notícias, mas, acima de tudo, porque todas as emissoras abertas insistem em uma programação que qualificar de medíocre soa até benevolente.
O público que pode, foge para a televisão a cabo. Quem não pode, recorre à internet. Sobretudo para se informar.
Agora, por exemplo, está sendo anunciado que o Brasil voltará a ser assolado por nada mais, nada menos do que a DÉCIMA TERCEIRA edição do Big Brother Brasil, com bebedeiras, promiscuidade e mediocridade invadindo nossos domicílios.
Alternativa ao BBB? A Record apresenta algo ainda pior, uma cópia malfeita, mais brega, ainda que menos promíscua: o reality show A Fazenda.
Novelas? Apesar de Globo e Record, acima de todas, reunirem bons elencos, as tramas são sofríveis, repetitivas. As histórias são sempre as mesmas, com pequenas variações. Ainda que o público para essas porcarias ainda se mantenha, vem diminuindo percentualmente em relação ao conjunto da população.
O progressivo aumento do nível de escolarização e cultura do brasileiro vai provocando fuga de uma programação cuja produção chega a ser cara só para produzir lixo cultural em estado puro.
Para que se informar pelos telejornais se, pela internet, você fica sabendo antes das notícias e ainda pode ter acesso a diversos ângulos delas?
No Jornal Nacional, por exemplo, o espectador sofre tentativa de manipulação, com notícias distorcidas sob interesses políticos e econômicos e, em geral, não fica sabendo do outro lado da moeda.
Há cada vez mais gente, portanto, produzindo seus próprios informativos pela internet. Hoje você pode montar uma rede de sites e blogs nacionais e internacionais e se informar em muito maior profundidade.
Claro que ainda é restrito o contingente de pessoas que montam seu portfólio informativo com base em critérios mais racionais e via internet, mas esse contingente cresce de forma exponencial.
O que ocorre no Brasil é uma tendência mundial. Nos EUA, por exemplo, a televisão aberta tem baixa audiência, muito mais baixa do que no Brasil, percentualmente.
Agora, a cereja do bolo: nos próximos anos, as operadoras de telefonia deverão começar a produzir conteúdo para transmitirem via TV digital ou internet, inclusive em celulares. E sem uma regulação das comunicações eletrônicas, a Globo e congêneres estarão ferradas.
Explico: as teles vêm aí com arcas incontáveis de dinheiro para investir em conteúdo, com seus faturamentos dez vezes maiores do que das emissoras tradicionais, inclusive da Globo. Sem regulação do setor, até ela será engolida.
Talvez por conta disso vemos o governo Dilma impassível diante do clamor de setores da sociedade por uma “lei da mídia”, pois a tecnologia deverá levar Globo e companhia limitada a baterem na porta do governo pedindo regulação, por incrível que pareça.
Muitos – entre os quais me incluo – estão contrariados com a postura da presidente Dilma de renegar qualquer intenção de dar ao Brasil uma legislação moderna para esse setor tão crucial, até porque há medo de que os barões da mídia arranquem de um governo aparentemente acovardado uma regulação feita sob medida para os interesses deles.
Todavia, apesar de também ter essa preocupação, penso que a passividade do governo federal pode – apenas pode – ser uma estratégia para negociar em posição de força quando a própria família Marinho, entre outros, bater-lhe à porta pedindo uma “lei da mídia”.
A ver.
(Blog da Cidadania)
Caixa e BB já investiram R$ 38,4 bilhões em financiamento estudantil
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) investiram R$ 38,4
bilhões no financiamento de cursos de graduação, desde a criação do
Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), em 2001. Foram R$ 30,4 bilhões
pela Caixa, que foi agente financeiro único do programa até 2009, e R$ 8
bilhões pelo BB nos últimos três anos, de acordo com números divulgados
pelas duas instituições.
Em 11 anos de atuação do Fies, a Caixa contribuiu para o financiamento do curso superior de 742 mil estudantes de famílias de baixa renda, o que equivale a uma atuação de aproximadamente 75% de todas as contratações do Fies, segundo Édilo Ricardo Valadares, diretor executivo de Pessoa Física da Caixa.
Como participa desse segmento de mercado há menos de três anos, o BB tem uma atuação menor, em torno de 25%, o que equivale a contratações de financiamentos para 230 mil estudantes, de famílias de baixa renda, que fazem faculdade paga.
A diferença pró Caixa tende a desaparecer rapidamente, porém, em virtude de o BB ter mais que o dobro de agências em todo o país e atingir um universo mais amplo de clientes. São 5.339 agências do Banco do Brasil, enquanto a Caixa dispõe de 3.322 agências, e isso já promoveu um equilíbrio maior na contratação do Fies em 2012.
Os financiamentos feitos pela Caixa, até final de novembro, somaram R$ 184 bilhões e beneficiaram 184 mil estudantes, com evolução de 26,1% em relação ao acumulado de janeiro a novembro de 2011. O BB não cita valor, mas informa que fechou 180 mil contratos no ano, o que representa expansão de 290% em relação aos 46 mil financiamentos estudantis de 2011.
Voltado para estudantes universitários de famílias com renda mensal até 20 salários mínimos, o Fies financia 100% da mensalidade até a formatura, e o beneficiado só começa a pagar seis meses depois, em parcelas mensais, com juros de 3,4% ao ano. Pelas estimativas dos dois agentes financeiros do Fies, o potencial desse mercado é bom, uma vez que atualmente mais de 5 milhões de universitários frequentam faculdades particulares.
(Agência Brasil)
Em 11 anos de atuação do Fies, a Caixa contribuiu para o financiamento do curso superior de 742 mil estudantes de famílias de baixa renda, o que equivale a uma atuação de aproximadamente 75% de todas as contratações do Fies, segundo Édilo Ricardo Valadares, diretor executivo de Pessoa Física da Caixa.
Como participa desse segmento de mercado há menos de três anos, o BB tem uma atuação menor, em torno de 25%, o que equivale a contratações de financiamentos para 230 mil estudantes, de famílias de baixa renda, que fazem faculdade paga.
A diferença pró Caixa tende a desaparecer rapidamente, porém, em virtude de o BB ter mais que o dobro de agências em todo o país e atingir um universo mais amplo de clientes. São 5.339 agências do Banco do Brasil, enquanto a Caixa dispõe de 3.322 agências, e isso já promoveu um equilíbrio maior na contratação do Fies em 2012.
Os financiamentos feitos pela Caixa, até final de novembro, somaram R$ 184 bilhões e beneficiaram 184 mil estudantes, com evolução de 26,1% em relação ao acumulado de janeiro a novembro de 2011. O BB não cita valor, mas informa que fechou 180 mil contratos no ano, o que representa expansão de 290% em relação aos 46 mil financiamentos estudantis de 2011.
Voltado para estudantes universitários de famílias com renda mensal até 20 salários mínimos, o Fies financia 100% da mensalidade até a formatura, e o beneficiado só começa a pagar seis meses depois, em parcelas mensais, com juros de 3,4% ao ano. Pelas estimativas dos dois agentes financeiros do Fies, o potencial desse mercado é bom, uma vez que atualmente mais de 5 milhões de universitários frequentam faculdades particulares.
(Agência Brasil)
Dois pesos, duas medidas e muita desonestidade jornalistica.
Para O Globo, posse de tucano condenado por ficha suja foi 'festa'
Nada de questionar a moralidade, ética, etc. Noticiou objetivamente que a
Constituição estava sendo cumprida, pois o STF havia decidido que a lei
da Ficha Limpa não retroagiria à eleição de 2010.
Já quando José Genoíno (PT-SP) tomou posse, também obedecendo a Constituição, mas o jornalão manchetou na primeira página "A posse de Genoino - Condenado assume na Câmara".
O colunista do jornal, Noblat, manchetou "Genoino, deputado. Legal, é. Imoral, também!".
Por que, pelo menos por coerência, não disse o mesmo de Cunha Lima?
Genoino sofreu um julgamento político. Foi condenado sem provas, por dedução, por ser petista, e por pressão da velha imprensa. Nenhum centavo ilícito foi encontrado em suas contas, mesmo tendo sua vida completamente devassada. Seu patrimônio e padrão de vida particular é extremamente modesto para quem foi deputado desde 1982 e ocupou importantes posições na vida nacional. É, sem sombra de dúvida, um dos parlamentares mais honestos que já passou pelo Congresso Nacional. O Globo sabe disso. Noblat sabe disso. Os demotucanos sabem disso. Mas fingem ignorar por puro oportunismo sem-vergonha, para fazer campanha eleitoral para seus colegas demotucanos.
O conceito de moralidade mais primitivo que existe é o de que é moral o que é justo. Iimoral é a injustiça.
Em tempo: Há dezenas de parlamentares com alguma condenação no Congresso. Alguns por estarem condenados em instâncias inferiores, ainda recorrem nos tribunais superiores, por isso a condenação não é definitiva, e podem exercer o mandato. Genoino ainda pode recorrer com embargos e sua condenação pode até ser anulada.
Cunha Lima será o líder do PSDB no Senado em 2013, em substituição ao milionário e ex-paladino da ética Alvaro Dias (PSDB-PR).
Já quando José Genoíno (PT-SP) tomou posse, também obedecendo a Constituição, mas o jornalão manchetou na primeira página "A posse de Genoino - Condenado assume na Câmara".
O colunista do jornal, Noblat, manchetou "Genoino, deputado. Legal, é. Imoral, também!".
Por que, pelo menos por coerência, não disse o mesmo de Cunha Lima?
Genoino sofreu um julgamento político. Foi condenado sem provas, por dedução, por ser petista, e por pressão da velha imprensa. Nenhum centavo ilícito foi encontrado em suas contas, mesmo tendo sua vida completamente devassada. Seu patrimônio e padrão de vida particular é extremamente modesto para quem foi deputado desde 1982 e ocupou importantes posições na vida nacional. É, sem sombra de dúvida, um dos parlamentares mais honestos que já passou pelo Congresso Nacional. O Globo sabe disso. Noblat sabe disso. Os demotucanos sabem disso. Mas fingem ignorar por puro oportunismo sem-vergonha, para fazer campanha eleitoral para seus colegas demotucanos.
O conceito de moralidade mais primitivo que existe é o de que é moral o que é justo. Iimoral é a injustiça.
Em tempo: Há dezenas de parlamentares com alguma condenação no Congresso. Alguns por estarem condenados em instâncias inferiores, ainda recorrem nos tribunais superiores, por isso a condenação não é definitiva, e podem exercer o mandato. Genoino ainda pode recorrer com embargos e sua condenação pode até ser anulada.
Cunha Lima será o líder do PSDB no Senado em 2013, em substituição ao milionário e ex-paladino da ética Alvaro Dias (PSDB-PR).
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Estudo derruba mito sobre custo da mão de obra no preço dos carros no Brasil
Enquanto a média
mundial de margem de lucro da indústria automotiva é de 5%, no
Brasil as montadoras lucram o dobro (10%) e apresentam índice de 58%
no custo de produção e distribuição, um dos mais baixos do setor
em todo o mundo.
As informações são de um levantamento feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Para o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Paulo Cayres, a margem de lucro e os custos de produção apurados no levantamen desmentem o discurso da indústria em relação, principalmente, à mão de obra.
“É uma falácia. Uma grande mentira da indústria que tem enormes lucros e custos baixos, mas, mesmo assim, quer pagar cada vez menos para seus trabalhadores e vender seus produtos cada vez mais caros”, afirma.
Segundo Cayres, fora da região do ABC, os salários pagos pelas montadoras são cada vez mais baixos e chegam a representar um terço do piso em algumas funções, principalmente nos novos polos automotivos do país, como Camaçari (BA) e Recife (PE). “Nas fábricas do ABC, com forte atuação sindical e histórico de conquistas trabalhistas importantes, um trabalhador ganha R$ 4,8 mil de salário, enquanto na Bahia o mesmo trabalhador ganharia R$ 1,5 mil e em Recife, R$ 1,2 mil”, afirma.
Para ele, as empresas deveriam baixar a margem de lucro e diminuir o preço dos automóveis brasileiros. “Os custos de produção são os menores do mundo, os impostos, em um país com a desigualdade social como a brasileira, são fundamentais para que o Estado garanta bem estar social às pessoas. A única saída para que os carros brasileiros fiquem mais acessíveis é diminuir a ganância dos empresários do setor”, afirma Cayres.
De acordo com o levantamento do Sindipeças, o preço dos carros brasileiros é composto pelos 58% de gastos com produção e distribuição, que incluem custos com matéria prima, mão de obra, logística, publicidade e outros itens, e 32% de impostos. Os 10% restantes são lucro.
No resto do mundo, o levantamento mostra que os preços dos carros é composto por 5% de margem de lucro, 79% de custos e 16% de impostos. Nos Estados Unidos, berço da indústria automobilística, a margem de lucro é ainda menor, de 3%, os custos variam de 88% a 91% e os impostos, de 6% a 9%.
O Sindipeças comparou os preços de três modelos (Honda Fit, Nissan Frontier e Chevrolet Cruise) no mercado brasileiro e em outros países e constatou diferenças entre 13,46% e 106,03%. O mesmo Honda Fit básico, por exemplo, que custa R$ 57,4 mil no Brasil, sai por R$ 27,9 mil para os consumidores franceses, R$ 32,7 mil nos EUA, R$ 33,8 mil no Japão e R$ 44,6 mil na Argentina.
Entre 2002 e 2011, além dos lucros, os números do mercado brasileiro mostram que as montadoras não têm do que reclamar. Segundo balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos cresceu 109% neste período, com média anual de 8,6%, e as vendas no mercado nacional cresceram 145%, com média anual superior a 10%. Entre janeiro e novembro de 2012, foram produzidos 3,08 milhões de automóveis no Brasil (2,1% menos que no mesmo período de 2011). A Anfavea não quis comentar as informações sobre lucros e e custos de produção dos carros.
O levantamento do Sindipeças foi apresentado em uma audiência pública realizada no início do mês passado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado a pedido da senadora Ana Amélia (PP), autora de um projeto que tenta estimular a concorrência e a queda nos preços dos carros brasileiros.
Por conta dos aumentos nas vendas de carros nos últimos anos, e dos lucros, as montadoras foram responsáveis por quase 20% de todas as remessas de lucro feitas por empresas a partir do Brasil em 2011. No ano retrasado, elas enviaram aos seus países de origem U$ 5,58 bilhões.
(Rede Brasil Atual)
As informações são de um levantamento feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Para o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Paulo Cayres, a margem de lucro e os custos de produção apurados no levantamen desmentem o discurso da indústria em relação, principalmente, à mão de obra.
“É uma falácia. Uma grande mentira da indústria que tem enormes lucros e custos baixos, mas, mesmo assim, quer pagar cada vez menos para seus trabalhadores e vender seus produtos cada vez mais caros”, afirma.
Segundo Cayres, fora da região do ABC, os salários pagos pelas montadoras são cada vez mais baixos e chegam a representar um terço do piso em algumas funções, principalmente nos novos polos automotivos do país, como Camaçari (BA) e Recife (PE). “Nas fábricas do ABC, com forte atuação sindical e histórico de conquistas trabalhistas importantes, um trabalhador ganha R$ 4,8 mil de salário, enquanto na Bahia o mesmo trabalhador ganharia R$ 1,5 mil e em Recife, R$ 1,2 mil”, afirma.
Para ele, as empresas deveriam baixar a margem de lucro e diminuir o preço dos automóveis brasileiros. “Os custos de produção são os menores do mundo, os impostos, em um país com a desigualdade social como a brasileira, são fundamentais para que o Estado garanta bem estar social às pessoas. A única saída para que os carros brasileiros fiquem mais acessíveis é diminuir a ganância dos empresários do setor”, afirma Cayres.
De acordo com o levantamento do Sindipeças, o preço dos carros brasileiros é composto pelos 58% de gastos com produção e distribuição, que incluem custos com matéria prima, mão de obra, logística, publicidade e outros itens, e 32% de impostos. Os 10% restantes são lucro.
No resto do mundo, o levantamento mostra que os preços dos carros é composto por 5% de margem de lucro, 79% de custos e 16% de impostos. Nos Estados Unidos, berço da indústria automobilística, a margem de lucro é ainda menor, de 3%, os custos variam de 88% a 91% e os impostos, de 6% a 9%.
O Sindipeças comparou os preços de três modelos (Honda Fit, Nissan Frontier e Chevrolet Cruise) no mercado brasileiro e em outros países e constatou diferenças entre 13,46% e 106,03%. O mesmo Honda Fit básico, por exemplo, que custa R$ 57,4 mil no Brasil, sai por R$ 27,9 mil para os consumidores franceses, R$ 32,7 mil nos EUA, R$ 33,8 mil no Japão e R$ 44,6 mil na Argentina.
Entre 2002 e 2011, além dos lucros, os números do mercado brasileiro mostram que as montadoras não têm do que reclamar. Segundo balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de veículos cresceu 109% neste período, com média anual de 8,6%, e as vendas no mercado nacional cresceram 145%, com média anual superior a 10%. Entre janeiro e novembro de 2012, foram produzidos 3,08 milhões de automóveis no Brasil (2,1% menos que no mesmo período de 2011). A Anfavea não quis comentar as informações sobre lucros e e custos de produção dos carros.
O levantamento do Sindipeças foi apresentado em uma audiência pública realizada no início do mês passado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado a pedido da senadora Ana Amélia (PP), autora de um projeto que tenta estimular a concorrência e a queda nos preços dos carros brasileiros.
Por conta dos aumentos nas vendas de carros nos últimos anos, e dos lucros, as montadoras foram responsáveis por quase 20% de todas as remessas de lucro feitas por empresas a partir do Brasil em 2011. No ano retrasado, elas enviaram aos seus países de origem U$ 5,58 bilhões.
(Rede Brasil Atual)
Ministério da Saúde dobra recursos para cirurgias oncológicas
A novidade vai mais que dobrar os recursos para cirurgias
oncológicas, passando de R$ 172,2 milhões para R$ 380,3 milhões em 2013
O ano de 2013 começa com novidades no tratamento do câncer. O Ministério da Saúde incluiu 11 novos procedimentos cirúrgicos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com essa ampliação e outras ações que o Ministério da Saúde vem desenvolvendo na rede de cuidado do câncer, espera-se aumentar o acesso aos serviços já existentes, contribuir para habilitar novos tratamentos, além de favorecer o diagnóstico rápido e uma maior resolutividade, ou seja, proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Nesta iniciativa, foram revistos os atuais 121 procedimentos existentes por meio de adequação técnica, elaboradas mudanças na forma de organização da tabela, e a inclusão de novos procedimentos, entre eles, os relacionados à cirurgia de cabeça e pescoço, considerados de difícil acesso.
O Ministério da Saúde vai investir R$ 208,2 milhões a mais (num total de R$ 380,3 milhões para 2013), 121% a mais em comparação com 2011 (R$ 172,1 milhões)para ampliação da assistência.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mais recursos e ampliação dos procedimentos melhoram a qualidade do atendimento. “O objetivo destas medidas é instalar serviços onde não existem hoje, e estimular os serviços que já existem a produzir mais e, com isso, reduzir o tempo de espera para tratamento do câncer”, afirma Padilha.
AMPLIAÇÃO- Os 11 novos procedimentos que passam a integrar a tabela do SUS são: Linfadenectomia Mediastinal em Oncologia (R$ 3.814,58 - valor total pago pelo procedimento); Linfadenectomia Seletiva Guiada em Oncologia – mais conhecida como “linfonodo sentinela” (R$ 727, 87); Reconstrução para Fonação em Oncologia – a tabela do SUS incluía a prótese, mas não o ato operatório da sua implantação (R$ 910,50); Traquestomia Transtumoral em Oncologia (R$ 910,50); Ressecção de Pavilhão Auricular em Oncologia (R$ 791,49)
Também estão inclusos, Ressecção de Tumor Glômico em Oncologia – (R$ 910,50); Ligadura de Carótida em Oncologia (R$ 910,50); Colecistectomia em Oncologia (R$ 1.356,75); Ressecção Ampliada de Via Biliar Extrahepática em Oncologia (R$ 1.763,78); Reconstrução com Retalho Osteomiocutâneo em Oncologia (R$ 4.366,75); Timectomia em Oncologia (R$ 4.186,64).
MUDANÇAS- A portaria 2.948 prevê aumento médio de 50% no valor de praticamente todos os procedimentos mantidos ou alterados. Alguns tiveram aumentos maiores. Esse grupo ganhará ainda incremento de 20% nos valores pagos, quando realizados em hospitais de portes A (1.000 ou mais procedimentos ao ano) e B (600 a 999 procedimentos ao ano). A medida induz a abertura de novos serviços e o aumento de especialidades disponíveis à população. Hoje são 94 hospitais com esses perfis. Só para assistência em radioterapia, a meta é que o SUS conte com 80 centros de atendimento até 2014.
A última revisão dos atuais procedimentos cirúrgicos oncológicos foi realizada em 1993, portanto essa portaria representa importante avanço. O trabalho de revisão dos 121 procedimentos foi feito pelo Ministério da Saúde com apoio de profissionais do Instituto Nacional do Câncer (INCA), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFFIC). O trabalho ocorreu entre 12 de janeiro a 14 de abril deste ano.
O Ministério da Saúde também triplicou o valor pago para diárias de internação para quimioterapia de leucemias agudas/crônicas. Para isso, será feito o repasse de R$ 25,2 milhões aos hospitais habilitados. No caso das diárias, o aumento dos recursos representa reajuste de 200% no valor a ser pago na diária de quimioterapia, passando de R$ 167,50/dia para R$ 562,50. Para garantir esse aumento, o Ministério da Saúde irá incorporar R$ 25,2 milhões ao limite financeiro anual dos Estados, Distrito Federal e Municípios, totalizando R$ 39,4 milhões. O objetivo da medida é incentivar o acesso hospitalar a esse serviço. A medida irá beneficiar 56 municípios em 23 estados.
ATENDIMENTO - Nos últimos três anos, os gastos federais com assistência oncológica no país aumentaram 26%, passando de R$ 1,9 bilhão (em 2010) para R$ 2,4 bilhões (em 2012/estimativa). Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como pele, mama, colo de útero, próstata, pulmão, cólon e reto.
A quantidade de procedimentos oncológicos ambulatoriais oferecidos aos pacientes do SUS aumentou 13%: foram 10,5 milhões, em 2010, e a projeção para 2012é de 11,8 milhões de procedimentos. Já em 2011, foram realizados 11,5 milhões. Em 2012, foram realizadas 84 mil cirurgias oncológicas no SUS e no mesmo período, o número de procedimentos quimioterápicos foi de 2,2 milhões (2012/estimativa), com investimentos na ordem de R$ 1,3 bilhão. "O País dispõe de centros com capacidade para aumentar o número de atendimentos com a infraestrutura existente”, afirma o ministro.
O Ministério da Saúde também incorporou ao SUS o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama. O Brasil também passou a produzir o primeiro medicamento para câncer. Com a produção nacional do Mesilato de Imatinibe, o custo do comprimido do medicamento será de R$ 17,5 (100 mg) e R$ 70 (400 mg).
(MS)
O ano de 2013 começa com novidades no tratamento do câncer. O Ministério da Saúde incluiu 11 novos procedimentos cirúrgicos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com essa ampliação e outras ações que o Ministério da Saúde vem desenvolvendo na rede de cuidado do câncer, espera-se aumentar o acesso aos serviços já existentes, contribuir para habilitar novos tratamentos, além de favorecer o diagnóstico rápido e uma maior resolutividade, ou seja, proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Nesta iniciativa, foram revistos os atuais 121 procedimentos existentes por meio de adequação técnica, elaboradas mudanças na forma de organização da tabela, e a inclusão de novos procedimentos, entre eles, os relacionados à cirurgia de cabeça e pescoço, considerados de difícil acesso.
O Ministério da Saúde vai investir R$ 208,2 milhões a mais (num total de R$ 380,3 milhões para 2013), 121% a mais em comparação com 2011 (R$ 172,1 milhões)para ampliação da assistência.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mais recursos e ampliação dos procedimentos melhoram a qualidade do atendimento. “O objetivo destas medidas é instalar serviços onde não existem hoje, e estimular os serviços que já existem a produzir mais e, com isso, reduzir o tempo de espera para tratamento do câncer”, afirma Padilha.
AMPLIAÇÃO- Os 11 novos procedimentos que passam a integrar a tabela do SUS são: Linfadenectomia Mediastinal em Oncologia (R$ 3.814,58 - valor total pago pelo procedimento); Linfadenectomia Seletiva Guiada em Oncologia – mais conhecida como “linfonodo sentinela” (R$ 727, 87); Reconstrução para Fonação em Oncologia – a tabela do SUS incluía a prótese, mas não o ato operatório da sua implantação (R$ 910,50); Traquestomia Transtumoral em Oncologia (R$ 910,50); Ressecção de Pavilhão Auricular em Oncologia (R$ 791,49)
Também estão inclusos, Ressecção de Tumor Glômico em Oncologia – (R$ 910,50); Ligadura de Carótida em Oncologia (R$ 910,50); Colecistectomia em Oncologia (R$ 1.356,75); Ressecção Ampliada de Via Biliar Extrahepática em Oncologia (R$ 1.763,78); Reconstrução com Retalho Osteomiocutâneo em Oncologia (R$ 4.366,75); Timectomia em Oncologia (R$ 4.186,64).
MUDANÇAS- A portaria 2.948 prevê aumento médio de 50% no valor de praticamente todos os procedimentos mantidos ou alterados. Alguns tiveram aumentos maiores. Esse grupo ganhará ainda incremento de 20% nos valores pagos, quando realizados em hospitais de portes A (1.000 ou mais procedimentos ao ano) e B (600 a 999 procedimentos ao ano). A medida induz a abertura de novos serviços e o aumento de especialidades disponíveis à população. Hoje são 94 hospitais com esses perfis. Só para assistência em radioterapia, a meta é que o SUS conte com 80 centros de atendimento até 2014.
A última revisão dos atuais procedimentos cirúrgicos oncológicos foi realizada em 1993, portanto essa portaria representa importante avanço. O trabalho de revisão dos 121 procedimentos foi feito pelo Ministério da Saúde com apoio de profissionais do Instituto Nacional do Câncer (INCA), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (ABIFFIC). O trabalho ocorreu entre 12 de janeiro a 14 de abril deste ano.
O Ministério da Saúde também triplicou o valor pago para diárias de internação para quimioterapia de leucemias agudas/crônicas. Para isso, será feito o repasse de R$ 25,2 milhões aos hospitais habilitados. No caso das diárias, o aumento dos recursos representa reajuste de 200% no valor a ser pago na diária de quimioterapia, passando de R$ 167,50/dia para R$ 562,50. Para garantir esse aumento, o Ministério da Saúde irá incorporar R$ 25,2 milhões ao limite financeiro anual dos Estados, Distrito Federal e Municípios, totalizando R$ 39,4 milhões. O objetivo da medida é incentivar o acesso hospitalar a esse serviço. A medida irá beneficiar 56 municípios em 23 estados.
ATENDIMENTO - Nos últimos três anos, os gastos federais com assistência oncológica no país aumentaram 26%, passando de R$ 1,9 bilhão (em 2010) para R$ 2,4 bilhões (em 2012/estimativa). Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como pele, mama, colo de útero, próstata, pulmão, cólon e reto.
A quantidade de procedimentos oncológicos ambulatoriais oferecidos aos pacientes do SUS aumentou 13%: foram 10,5 milhões, em 2010, e a projeção para 2012é de 11,8 milhões de procedimentos. Já em 2011, foram realizados 11,5 milhões. Em 2012, foram realizadas 84 mil cirurgias oncológicas no SUS e no mesmo período, o número de procedimentos quimioterápicos foi de 2,2 milhões (2012/estimativa), com investimentos na ordem de R$ 1,3 bilhão. "O País dispõe de centros com capacidade para aumentar o número de atendimentos com a infraestrutura existente”, afirma o ministro.
O Ministério da Saúde também incorporou ao SUS o Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama. O Brasil também passou a produzir o primeiro medicamento para câncer. Com a produção nacional do Mesilato de Imatinibe, o custo do comprimido do medicamento será de R$ 17,5 (100 mg) e R$ 70 (400 mg).
(MS)
Prêmio Funarte de Arte Negra
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) publicou, na segunda-feira,
dia 31 de dezembro de 2012, portaria que prorroga as inscrições do
Prêmio Funarte de Arte Negra até 25 de março de 2013. Realizado em
parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
da Presidência da República (SEPPIR), o edital vai contemplar 33
projetos nas áreas de Artes Visuais, Circo, Dança, Música, Teatro e
preservação da memória. Para participar os proponentes precisam se
autodeclarar pretos ou pardos, de acordo com as categorias de
classificação de cor ou raça adotadas pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística – IBGE.
(Minc)
(Minc)
Taxa de mortalidade infantil em Cuba é menor que nos EUA e Canadá
O sistema público de saúde de Cuba registrou a menor taxa de mortalidade
infantil da América em 2012, incluindo Canadá e Estados Unidos, de
acordo com as estatísticas locais divulgadas nesta quinta-feira
(03/01). No ano passado, o número de crianças mortas até o primeiro ano
de vida foi de 4,6 para cada mil recém-nascidos.
"Durante cinco anos consecutivos Cuba registrou uma taxa de mortalidade infantil abaixo de 5 para cada mil crianças nascidas vivas", publicou o jornal cubano Granma. De acordo com o periódico, o número reflete "o êxito do Sistema Nacional de Saúde, acessível e gratuito a todos os cidadãos, e do desenvolvimento educacional".
O Granma também publicou uma tabela do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), na qual Cuba aparece à frente do Canadá e dos Estados Unidos no índice de mortalidade infantil, com 5 e 7 mortes a cada mil nascimentos, respectivamente.
(Opera Mundi)
"Durante cinco anos consecutivos Cuba registrou uma taxa de mortalidade infantil abaixo de 5 para cada mil crianças nascidas vivas", publicou o jornal cubano Granma. De acordo com o periódico, o número reflete "o êxito do Sistema Nacional de Saúde, acessível e gratuito a todos os cidadãos, e do desenvolvimento educacional".
O Granma também publicou uma tabela do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), na qual Cuba aparece à frente do Canadá e dos Estados Unidos no índice de mortalidade infantil, com 5 e 7 mortes a cada mil nascimentos, respectivamente.
(Opera Mundi)
Aos 78%, Dilma encara um 2013 cheio de desafios
A presidente tem popularidade recorde, mas ainda precisa fazer a economia voltar a crescer, ampliar investimentos públicos e privados em infraestrutura e cumprir a promessa de resgatar 6 milhões de brasileiros da extrema pobreza; na relação com o Congresso, falta apaziguar conflitos na base e aprovar o próprio orçamento de 2013
A presidenta Dilma Rousseff completou metade de seu mandato com 78% de popularidade, mas começa 2013 com o desafio de conter a desaceleração da economia, pôr em prática o pacote de melhorias na infraestrutura e logística, além de ampliar o alcance dos programas sociais para tirar cerca de 6 milhões de brasileiros da extrema pobreza.
Em 2012, o Brasil atingiu o menor índice de desemprego da história (1,7 milhão de postos de trabalho gerados até outubro) e cerca de 4 milhões desde o começo do governo Dilma. O fortalecimento do emprego e do mercado interno deverá ser mantido como estratégia do governo para continuar a enfrentar a crise financeira em 2013. Depois do crescimento de 2,7% em 2011, a economia brasileira deve alcançar apenas 1% em 2012.
Ao longo do ano, a área econômica apostou em medidas de desoneração, tanto para o setor produtivo quanto para os consumidores, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prorrogada mais de uma vez.
Na área de infraestrutura, no segundo semestre Dilma lançou um pacote de concessões para o setor de logística – com investimentos de R$ 133 bilhões em 15,7 mil quilômetros de rodovias e ferrovias, para o setor elétrico – que vão resultar na redução de tarifas de energia para os consumidores. Também foram divulgadas medidas para a modernização de portos e aeroportos.
Além do pacote de concessões, em 2012, segundo números do governo, 38,5% das obras e ações de grande complexidade da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) foram concluídas, com R$ 272,7 bilhões executados até agora. No entanto, obras importante para o país, como as dos estádios para a Copa da Confederações e Copa do Mundo não foram concluídas no tempo previsto.
No combate à pobreza – principal meta de seu governo, segundo palavras da própria presidenta – os números foram positivos em 2102, mas ainda restam 3,4% da população do país na extrema pobreza, cerca de R$ 6,5 milhões de brasileiros. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lançado no fim de dezembro, mostrou que a criação do Programa Brasil Carinhoso, um braço do Brasil sem Miséria voltado a crianças de até seis anos, alcançou bons resultados na retirada de brasileiros da faixa de extrema pobreza, principalmente nessa faixa etária.
O desafio da presidenta na área social para a próxima metade de seu mandato será manter o ritmo de ações e conseguir atingir todas as famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo o Ipea, se o Brasil Carinhoso tivesse sido implementado em 2011, a taxa de pobreza extrema poderia ter caído para 0,8% da população, muito abaixo dos 3,4% calculado pelo instituto.
No Congresso Nacional, depois de 2012 com relação delicada e pelo menos uma grande derrota, a primeira tarefa do governo será aprovar o Orçamento de 2013, que não foi votado no fim de dezembro e só irá a plenário dia 5 de fevereiro.
O clima político tenso em alguns momentos – com a abertura da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira e as convocações de ministros para depor em comissões – não chegou a prejudicar consideravelmente as votações de interesse do governo.
Na lista de projetos que passaram pelo Congresso, estão medidas provisórias como a que criou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e a que que tratou da renovação das concessões de empresas do setor elétrico e da redução em 20% na conta de luz, além dos os projetos de reajuste salarial do funcionalismo público federal, da distribuição dos royalties do petróleo, a Lei Geral da Copa, a reserva de cotas sociais e raciais nas universidades públicas e a extensão do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento e para a área da saúde.
A grande derrota foi o Código Florestal, que dividiu a base aliada e foi aprovado conforme interesses da bancada ruralista, contrariando a proposta defendida pelo Executivo e flexibilizando a legislação ambiental brasileira.
(247/Agência Brasil)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
A hora do PT: um ano novo digno desse nome
Os fatos caminham à frente das idéias. Mas é preciso
ajudá-los com a materialidade destas para que a história possa girar a
sua roda e sancionar os novos sujeitos, que por sua vez vão
protagonizar fatos fundadores do período seguinte. Assim
sucessivamente.
O nascimento de um partido - um verdadeiro partido -- representa de certa forma a fusão desses diferentes momentos. É ao mesmo tempo um fato, uma ideia e um sujeito.
Mas até quando?
A pergunta reverbera o divisor vivido hoje pelo PT. Em que medida o partido ainda persiste como portador do tríplice mandato da história?
Mais que isso: quais forças e que lideranças serão capazes de conduzir a renovação desse mandato no horizonte dos desafios marmorizados na crise da ordem neoliberal?
Fundado em fevereiro de 1980, o PT completa 33 anos em 2013.
Quase um terço de sua existência se deu no comando da Nação. Isso propiciou aos quadros dirigentes um acervo único de experiência nas condições difíceis da política brasileira.
Com Dilma, o PT completa o terceiro mandato presidencial.Não se pode dizer mais, como se dizia em 2002, que esse partido não sabe governar o capitalismo brasileiro.
O aprendizado teve um preço; marcou o rosto e a alma petista. Ademais da experiência ímpar, ele gerou, também, um escopo de responsabilidades e compromissos cujo peso tende a frear o ímpeto renovador da legenda.
A frase 'o interesse dos gabinetes passa a predominar sobre as inquietações das bases' serve indistintamente a legendas progressistas que ascenderam ao poder.
Tampouco é estranha ao PT.
O quanto influenciará no enfretamento da pauta agendada para 2013 e 2014 é a interrogação que paira não apenas sobre o destino do partido.
Não se trata de questão particular aos petistas. Ela fala à democracia e ao destino do desenvolvimento na próxima década. Nesse sentido fala à presente e futura geração de brasileiros.
O PT enfrentará de agora em diante uma situação singular.
Seu peso específico na sociedade nunca foi tão relevante. A disjuntiva é única na história nacional: se esse partido progressista souber avançar à contrapelo da estagnação inerente à passagem pelo poder, mudará o horizonte brasileiro; se tropeçar ou se acanhar, seu fracasso será também em grande medida o fracasso da Nação.
A calcificação tem sido a regra histórica da passagem pelo governo. Mas a história não é fatalidade. E a sorte do PT dispõe de contrapesos poderosos.
De alguma forma a trajetória do partido e a das forças progressistas reordenadas ao seu redor foi condicionada nessa última década por dois impulsos.
Um primeiro, de predominância defensiva, pode ser arbitrariamente delimitado entre a chegada ao governo, em 2002, até a reeleição, em 2006. O segundo, de transição, respondeu ao colapso da ordem neoliberala partir de 2008 e assim perdura até os nossos dias.
Colapso cambial e cerco conservador marcaram o primeiro ciclo, de natureza quase reflexa, encerrado na reeleição de 2006, em meio às denúncias do chamado mensalão.
Inicia-se, então, e de novo com a ressalva da demarcação rudimentar, a travessia de uma agenda econômica defensiva para um registro de maior margem de manobra ideológica, ofertado ao partido pela desordem neoliberal capitalista.
A condenação sem provas de algumas de suas mais expressivas lideranças na Ação Penal 470, num grotesco episódio do Direito que maculou o Judiciário e anexou o STF ao ativismo midiático conservador, adiciona um complicador e uma ruptura a esse percurso,a partir de 2013.
Em que medida o partido saberá andar no trilho duplo, e permitirá encadear a reação ao arbítrio ao impulso renovador de sua agenda? em que medida será capaz de fundir os dois imperativos, sem se perder na batalha do dia anterior, mas tampouco sacrificar e desguarnecer sua estrutura de quadros que ainda lhe são imprescindíveis?
Trata-se de um teste de superação da máquina e dos dirigentes petistas. Um teste único na história da esquerda brasileira. Vale a pena vivenciá-lo de forma engajada.
Nem de longe é um teste para ser travado exclusivamente em acertos de conta internos.
Seu êxito requer um aggiornamento da vida democrática do partido, desde a base, até a reativação da caldeira intelectual, capaz - juntos - de sacudir a modorra percolada dos gabinetes.
A questão é saber quem conseguirá catalisar essas transformações para dar um rosto novo ao PT.
O fato de que essa liderança não está prontapode ser dramático: temos agendas sem um núcleo capaz de se assumir como seu porta-voz de peso. Mas também pode ser auspicioso:abre-se um espaço de renovação programática e militante.
Decorre daí a questão que nos leva de volta ao começo da conversa: em que medida o PT reúne energias e inquietações para voltar a ser, ao mesmo tempo, um fato, uma ideia e um sujeito do próximo ciclo do desenvolvimento brasileiro?
Se os desafios são imensos - imersos em um vale tudo desesperado do dispositivo midiático conservador - os trunfos de partida não são menores.
A consciência do divisor histórico sacode a modorra partidária em múltiplas frentes. O novo desponta em distintas dimensões.
O novo é Márcio Pochmann na direção da Fundação Perseu Abramo, que tem garra e talento para fazer desse tink thank petista, finalmente, um centro de reflexão da agenda da esquerda brasileira no século 21.
O novo é a caravana da cidadania de Lula, que deve percorrer e galvanizar o país - e afrontar o conservadorismo - a partir de fevereiro próximo.
O novo é a mídia alternativa ser reconhecida de uma vez por todas - como já faz a direção atual do PT, sob o comando de Rui Falcão - como parceira indispensável na transição para o desenvolvimento que o país urge e pode construir, em meio ao colapso neoliberal e a sabotagem conservadora.
O novo é Fernando Haddad em SP ecoando o desassombro de administrações progressistas em todo o Brasil.
O novo é fazer da maior metrópole brasileira um laboratório de renovação de políticas e práticas públicas de abrangência e ousadia equivalentes ao tamanho do anseio brasileiro por democracia e justiça social.
O novo recobre de sentido histórico a virada mecânica do calendário.
Que 2013 seja um Ano Novo digno desse nome.
(Postado por Saul Leblon- Carta Maior)
O nascimento de um partido - um verdadeiro partido -- representa de certa forma a fusão desses diferentes momentos. É ao mesmo tempo um fato, uma ideia e um sujeito.
Mas até quando?
A pergunta reverbera o divisor vivido hoje pelo PT. Em que medida o partido ainda persiste como portador do tríplice mandato da história?
Mais que isso: quais forças e que lideranças serão capazes de conduzir a renovação desse mandato no horizonte dos desafios marmorizados na crise da ordem neoliberal?
Fundado em fevereiro de 1980, o PT completa 33 anos em 2013.
Quase um terço de sua existência se deu no comando da Nação. Isso propiciou aos quadros dirigentes um acervo único de experiência nas condições difíceis da política brasileira.
Com Dilma, o PT completa o terceiro mandato presidencial.Não se pode dizer mais, como se dizia em 2002, que esse partido não sabe governar o capitalismo brasileiro.
O aprendizado teve um preço; marcou o rosto e a alma petista. Ademais da experiência ímpar, ele gerou, também, um escopo de responsabilidades e compromissos cujo peso tende a frear o ímpeto renovador da legenda.
A frase 'o interesse dos gabinetes passa a predominar sobre as inquietações das bases' serve indistintamente a legendas progressistas que ascenderam ao poder.
Tampouco é estranha ao PT.
O quanto influenciará no enfretamento da pauta agendada para 2013 e 2014 é a interrogação que paira não apenas sobre o destino do partido.
Não se trata de questão particular aos petistas. Ela fala à democracia e ao destino do desenvolvimento na próxima década. Nesse sentido fala à presente e futura geração de brasileiros.
O PT enfrentará de agora em diante uma situação singular.
Seu peso específico na sociedade nunca foi tão relevante. A disjuntiva é única na história nacional: se esse partido progressista souber avançar à contrapelo da estagnação inerente à passagem pelo poder, mudará o horizonte brasileiro; se tropeçar ou se acanhar, seu fracasso será também em grande medida o fracasso da Nação.
A calcificação tem sido a regra histórica da passagem pelo governo. Mas a história não é fatalidade. E a sorte do PT dispõe de contrapesos poderosos.
De alguma forma a trajetória do partido e a das forças progressistas reordenadas ao seu redor foi condicionada nessa última década por dois impulsos.
Um primeiro, de predominância defensiva, pode ser arbitrariamente delimitado entre a chegada ao governo, em 2002, até a reeleição, em 2006. O segundo, de transição, respondeu ao colapso da ordem neoliberala partir de 2008 e assim perdura até os nossos dias.
Colapso cambial e cerco conservador marcaram o primeiro ciclo, de natureza quase reflexa, encerrado na reeleição de 2006, em meio às denúncias do chamado mensalão.
Inicia-se, então, e de novo com a ressalva da demarcação rudimentar, a travessia de uma agenda econômica defensiva para um registro de maior margem de manobra ideológica, ofertado ao partido pela desordem neoliberal capitalista.
A condenação sem provas de algumas de suas mais expressivas lideranças na Ação Penal 470, num grotesco episódio do Direito que maculou o Judiciário e anexou o STF ao ativismo midiático conservador, adiciona um complicador e uma ruptura a esse percurso,a partir de 2013.
Em que medida o partido saberá andar no trilho duplo, e permitirá encadear a reação ao arbítrio ao impulso renovador de sua agenda? em que medida será capaz de fundir os dois imperativos, sem se perder na batalha do dia anterior, mas tampouco sacrificar e desguarnecer sua estrutura de quadros que ainda lhe são imprescindíveis?
Trata-se de um teste de superação da máquina e dos dirigentes petistas. Um teste único na história da esquerda brasileira. Vale a pena vivenciá-lo de forma engajada.
Nem de longe é um teste para ser travado exclusivamente em acertos de conta internos.
Seu êxito requer um aggiornamento da vida democrática do partido, desde a base, até a reativação da caldeira intelectual, capaz - juntos - de sacudir a modorra percolada dos gabinetes.
A questão é saber quem conseguirá catalisar essas transformações para dar um rosto novo ao PT.
O fato de que essa liderança não está prontapode ser dramático: temos agendas sem um núcleo capaz de se assumir como seu porta-voz de peso. Mas também pode ser auspicioso:abre-se um espaço de renovação programática e militante.
Decorre daí a questão que nos leva de volta ao começo da conversa: em que medida o PT reúne energias e inquietações para voltar a ser, ao mesmo tempo, um fato, uma ideia e um sujeito do próximo ciclo do desenvolvimento brasileiro?
Se os desafios são imensos - imersos em um vale tudo desesperado do dispositivo midiático conservador - os trunfos de partida não são menores.
A consciência do divisor histórico sacode a modorra partidária em múltiplas frentes. O novo desponta em distintas dimensões.
O novo é Márcio Pochmann na direção da Fundação Perseu Abramo, que tem garra e talento para fazer desse tink thank petista, finalmente, um centro de reflexão da agenda da esquerda brasileira no século 21.
O novo é a caravana da cidadania de Lula, que deve percorrer e galvanizar o país - e afrontar o conservadorismo - a partir de fevereiro próximo.
O novo é a mídia alternativa ser reconhecida de uma vez por todas - como já faz a direção atual do PT, sob o comando de Rui Falcão - como parceira indispensável na transição para o desenvolvimento que o país urge e pode construir, em meio ao colapso neoliberal e a sabotagem conservadora.
O novo é Fernando Haddad em SP ecoando o desassombro de administrações progressistas em todo o Brasil.
O novo é fazer da maior metrópole brasileira um laboratório de renovação de políticas e práticas públicas de abrangência e ousadia equivalentes ao tamanho do anseio brasileiro por democracia e justiça social.
O novo recobre de sentido histórico a virada mecânica do calendário.
Que 2013 seja um Ano Novo digno desse nome.
Falando a língua do antecessor.
Começou causando uma certa preocupação a era Zenaldo, pela semelhança de slogans entre o do atual e o ex-prefeito. Duciomar criou o "Ama Belém", e o que se viu foi, a cada chuva torrencial que caía, a cidade ficava submersa em vários pontos. Aí vinha a a velha desculpa esfarrapada de que a culpa era da população, de resto, responsável também pela dengue e outras mazelas que atormentaram a cidade nos últimos oito anos e a PMB foi incapaz de enfrentá-las.
Zenaldo criou o "Cuida Belém" e já começou a campanha pela responsabilização da população, em retórica semelhante a do antecessor e como que antecipando a auto isenção.
Claro que parte da população é useira e vezeira em fazer das ruas, dos canais e demais logradouros públicos de lixeira, no entanto, os que acusam são os primeiros a incentivar a prática ao não dar o bom exemplo disponibilizando equipamentos públicos e campanhas permanentes, não frases de efeito esporádicas, que sensibilizem o povo a ter mais carinho pela cidade. Com efeito, esse falso impasse entre ovo e galinha, como começo de tudo, não trará soluções. Apenas estenderá a frustração popular e a má educação por mais quatro anos, deixando rastros já conhecidos. Mas, ainda é muito cedo para o desencanto.
Zenaldo criou o "Cuida Belém" e já começou a campanha pela responsabilização da população, em retórica semelhante a do antecessor e como que antecipando a auto isenção.
Claro que parte da população é useira e vezeira em fazer das ruas, dos canais e demais logradouros públicos de lixeira, no entanto, os que acusam são os primeiros a incentivar a prática ao não dar o bom exemplo disponibilizando equipamentos públicos e campanhas permanentes, não frases de efeito esporádicas, que sensibilizem o povo a ter mais carinho pela cidade. Com efeito, esse falso impasse entre ovo e galinha, como começo de tudo, não trará soluções. Apenas estenderá a frustração popular e a má educação por mais quatro anos, deixando rastros já conhecidos. Mas, ainda é muito cedo para o desencanto.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Novo mínimo entra em vigor hoje
O novo salário mínimo começa a valer a partir de hoje (1º), passando
de R$ 622 para R$ 678. O reajuste, de cerca de 9%, considerou “a
variação real do crescimento” e o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), como anunciou o governo na semana passada.
Com o novo valor, os benefícios pagos pela Previdência aos trabalhadores, por exemplo, serão reajustados, o que deverá provocar impacto anual de R$ 12,3 bilhões nas contas da Previdência. Tanto os previdenciários (como aposentadorias) quanto acidentários ou assistenciais são atrelados ao salário mínimo. Em outubro passado, foram pagos quase 30 milhões de benefícios – cujo valor médio foi R$ 937.
(Agência Brasil)
Com o novo valor, os benefícios pagos pela Previdência aos trabalhadores, por exemplo, serão reajustados, o que deverá provocar impacto anual de R$ 12,3 bilhões nas contas da Previdência. Tanto os previdenciários (como aposentadorias) quanto acidentários ou assistenciais são atrelados ao salário mínimo. Em outubro passado, foram pagos quase 30 milhões de benefícios – cujo valor médio foi R$ 937.
(Agência Brasil)
Atingimos o investimento total de 6,1% do PIB para a educação e o objetivo é elevar ainda mais, afirma Dilma
“O orçamento do Ministério da Educação cresceu de R$ 31,7 bilhões em 2003, em valores atualizados, para R$ 86,2 bilhões, em 2012. Atingimos o investimento total de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, e o objetivo é elevar ainda mais esse investimento. Por isso, enviei uma medida provisória ao Congresso para que todos os recursos de royalties do petróleo gerados pelos novos campos do pré-sal sejam destinados exclusivamente à educação”, afirmou Dilma, que respondeu ao repositor de mercadorias de Chapecó (SC) Alan Marcelo de Oliveira Santana, de 19 anos."(Blog do Planalto)
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