quarta-feira, 20 de junho de 2012

MinC lança edital para o concurso que vai selecionar projetos para as Arenas Culturais da Copa




O Ministério da Cultura vai promover um concurso para selecionar a melhor concepção de projeto arquitetônico para as Arenas Culturais da Copa. A pasta torna público o Edital Concurso Nacional de Arquitetura das Arenas Culturais.
As Arenas Culturais fazem parte do conjunto de ações do governo federal para a Copa do Mundo. Serão espaços coletivos de convivência e fruição imersiva de conteúdos culturais baseados em quatro focos: Brasil Diverso; Brasil Audiovisual; Brasil Criativo e Brasil das Artes.
A proposta é reunir em 12 espaços simultâneos mostras e circulação da produção cultural brasileira, seja na gastronomia, design, moda, dança, teatro, música, afro-brasileira, indígena, independente da região onde ocorra, permitindo aos presentes uma visão complexa do conjunto do país.
Podem participar do concurso arquitetos habilitados e registrados no Sistema Confea/Crea/Cau, em dia com seus deveres jurídicos e fiscais e em pleno gozo de seus direitos profissionais.
Um mesmo profissional só pode concorrer com uma única inscrição e um único projeto. Para fazer a inscrição, o profissional deve preencher, digitalizar e enviar a ficha, conforme descrito no anexo II do edital. O período de inscrições será de 23 a 31 de julho.
Etapas do concurso
A comissão julgadora do concurso será composta por arquitetos, técnicos e especialistas de reputação ilibada na área, com a composição mínima cinco membros e máxima de onze. Os projetos serão selecionados em duas etapas.
Na primeira, a comissão selecionará três projetos de arquitetura entre os trabalhos concorrentes, avaliando sua originalidade, sustentabilidade e funcionalidade. Na segunda etapa, será aberta consulta pública no sitio eletrônico do Ministério da Cultura para votação popular e eleição da proposta vencedora.
Pode participar da votação popular todo cidadão integrado à internet e portador de CPF (Cadastro de Pessoas Físicas). O sistema de votação registrará somente um voto por IP.
Prêmios
Haverá a destinação de R$ 50 mil em prêmios, sendo R$ 25 mil para o primeiro colocado, R$ 15 mil para o segundo e R$ 10 mil para o terceiro. O responsável pelo projeto vencedor terá contrato firmado com o Ministério da Cultura para o desenvolvimento dos projetos executivos de arquitetura e engenharia, no valor de R$ 315 mil. Além da premiação, a comissão julgadora também poderá fazer dez menções honrosas.
O edital está disponível no site ComprasNet e tem prazo de validade de seis meses, a contar da data de publicação da homologação do resultado final do concurso no Diário Oficial da União (DOU), podendo ser prorrogado por igual período.
Para eventuais dúvidas, uma equipe do Ministério da Cultura estará à disposição para respondê-las até o dia 27/07.  Os participantes podem enviar email para arenasculturais@cultura.gov.br
Veja a portaria assinada pela ministra Ana de Hollanda, que constitui a comissão organizadora do concurso
Os interessados devem baixar todos os arquivos, pois eles compõem o edital.
Acesse o edital:
edital concurso
anexo I
anexo I do TR
anexos II ao VII do TR
anexos VIII e XI do TR
anexo IV – Modelo de Prancha (este arquivo poderá ser aberto acessando o site ComprasNet)
minuta contrato – concurso de licitação
(Texto: Rosiene Assunção, Ascom/MinC)

Quando é preciso ser contra

O jornal Diário do Pará informa que já chegou na Câmara Municipal de Belém a mensagem do Executivo que propõe transformar a CTBel em autarquia e conceder plenos poderes ao futuro presidente por cinco anos e mais poderes ainda a Duciomar Costa, que o nomeará e ninguém terá como tirá-lo do cargo. Nem o futuro prefeito, por sinal, que será escolhido pela vontade soberana do povo.
Já tive a oportunidade de me manifestar contra o mesmo, aqui no blog, e farei de tudo que esteja ao meu alcance para ajudar a derrotá-lo, pois, considero-o, além de desrespeitoso às conquistas populares consagradas na Lei Orgânica, anacrônico na medida em que é espelhado no figurino tucano de agências reguladoras, que o povo brasileiro repudia desde 2002.

Desrespeito à lei

 Contando apenas com os votos deste vereador e mais os de Milene Lauande e Amaury Souza, ambos do PT, de Augusto Pantoja(PPS) e Fernando Dourado(PSD), o plenário da Câmara Municipal de Belém, através do voto de 14 vereadores,  rejeitou requerimento de minha autoria que propunha um debate a respeito da Lei Nº12.527/11(Lei de Acesso a Informação) e sua operacionalidade nos âmbitos dos poderes Legislativo e Executivo municipais.
Lamentavelmente, é mais uma decisão que depõe contra a credibilidade da CMB e denota o total descompromisso que grande parte dos vereadores demonstra ter com o direito da sociedade em saber como é aplicado o dinheiro oriundo dos impostos pagos por ela.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Édison Lobão deixará ministério

Até o final deste ano, o senador Édison Lobão deixará o Ministério das Minas e Energia e voltará ao Senado Federal para presidi-lo a partir de 2013, quando encerrará o mandato presidencial de José Sarney. Lobão é o nome preferido pelo PMDB, a quem cabe a prerrogativa de indicar o presidente, por ser a maior bancada, bem como da presidenta Dilma o que deve levá-lo à uma eleição tranquila.
No entanto, segundo especulações ainda prematuras, o partido de Lobão perderá a titularidade daquele ministério que passaria à cota do PT, já que este abrirá mão também da presidência da Câmara Federal, onde tem a bancada mais numerosa. Caso isto venha a concretizar-se, o PMDB perderá o controle de décadas de domínio que mantém sobre estatais como a Eletronorte.

Listão dos 6 mil "fichas sujas" inabilitados às próximas eleições será divulgado hoje

Brasília - Mais de 6 mil políticos que ocupam algum cargo de gestão no serviço público já estão inelegíveis por oito anos a contar das eleições municipais de outubro. Essas pessoas tiveram suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e, por isso, serão atingidos pela Lei da Ficha Limpa.
A informação é do presidente do TCU, Benjamim Zymler, que hoje entrega a lista completa dos gestores, às 17 horas, à presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia. “Este é um momento muito importante porque dá consequência concreta ao julgamento das contas irregulares do TCU”, destacou o presidente do tribunal.
Zymler acrescentou que além da punição por multas e quitação dos débitos pendentes por causa de má gestão de recursos públicos, essas pessoas estarão inelegíveis. O ministro lembrou que todos os gestores tiveram suas contas julgadas em caráter definitivo, prerrogativa para que uma pessoa seja enquadrada na Lei da Ficha Limpa.
“Realmente essa é uma consequência importante, e muito bem-vinda a possibilidade de tornar inelegíveis aqueles que não souberam lidar com o dinheiro público de forma adequada”, ressaltou Benjamim Zymler. O presidente do TCU lembrou que esses gestores tiveram direito, até a última instância, à ampla defesa.
O presidente do TCU entregou hoje (19) ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o relatório de análise das contas do governo federal. As ações da presidenta Dilma Rousseff em seu primeiro ano de gestão foram aprovadas com 25 ressalvas e 40 recomendações, já encaminhadas ao Executivo. O relator, ministro José Múcio Monteiro, destacou que todas as ressalvas estão relacionadas a aspectos de conformidade da receita pública, da dívida pública, da execução do orçamento e das demonstrações contábeis.
(Agência Brasil)

Latifundiários brasiguaios querem derrubar Lugo

“Esta matança de campesinos aconteceu como resultado de um processo de violência policial instigado pelos latifundiários descontentes com o presidente Lugo, ele não é querido pela direita e pelos grandes produtores brasileiros. Latifundiários brasileiros como Tranquilo Favero, o produtor de soja mais rico de Paraguai, estão interessados em desestabilizar o governo, eles querem que Lugo caia” declarou Martín Almada, o mais importante representante do movimento dos direitos humanos paraguaio.

Onze campesinos sem terra foram assassinados na sexta-feira passada em uma fazenda próxima à fronteira com o Brasil, onde está aumentando a tensão em paralelo às reivindicações e ações diretas pela reforma agrária. O enfrentamento entre policiais e lavradores deixou sete agentes mortos, entre eles os chefes do Grupo de Operações Especiais, uma espécie de BOPE paraguaio, só que sua tarefa não é reprimir favelados como no Rio de Janeiro, mas os peões rurais que, depois que Lugo chegou ao governo, em 2008, aumentaram seu nível de organização e decisão de luta, depois de décadas de submissão diante do jugo da ditadura de Alfredo Stroessner.

“Nós sabemos por nossa longa experiência sobre como se descarrega a violência do Estado contra a população, que estes fatos nunca estão isolados de uma intencionalidade política maior. Quais são os fatores em jogo agora? O que está mais evidente é cooptar os sem terra para que deixem de desafiar o poder estabelecido no campo e, além disto, vemos uma manobra para desestabilizar o presidente Lugo. O latifúndio e os grandes produtores de soja brasileiros estão muito interessados em que Lugo não possa chegar a 2013, quando deve acabar seu mandato”, disse Almada por telefone à Carta Maior, desde Assunção.

Almada, prêmio Nobel da Paz alternativo, é uma figura chave na luta pelos direitos humanos. Foi ele quem, na década de 90, descobriu os Arquivos do Terror, a partir dos quais pode ser reconstruída a rede terrorista que a ditadura de Stroessner e os regimes de fato sul-americanos formaram nos anos 70, quando surgiu a Operação Condor.

“Nunca vai se saber, porque temos uma justiça cúmplice dos poderes estabelecidos, quem esteve inspirando este massacre, o que nós sabemos sim é que tem gente beneficiada com este clima de instabilidade política e violência. O empresário do agronegócio Tranquilo Favero, um brasiguaio que fez fortuna graças aos favores que recebeu de Stroessner, é um personagem que todos suspeitam que joga forte pela desestabilização”, observa Almada.

“O que está claro é que esta barbárie leva água ao moinho da direita, justifica a mão de ferro da polícia e torna mais viável o golpe de estado branco que seria um possível julgamento político de Lugo, para que se veja obrigado a renunciar e, em seu lugar, assuma o vice-presidente Federico Franco, um político muito reacionário”.

Na história paraguaia ditadura e latifúndio, correspondem ao verso e reverso da mesma moeda.

Segundo um relatório da Comissão de Verdade e Justiça do Paraguai, centenas de milhares de hectares de terras fiscais foram distribuídas pelo regime de Stroessner entre militares e membros da alta burguesia, uma anomalia que foi objeto de revisão por parte das autoridades desde 2008, o que incentivou as reivindicações das organizações de sem terra, como os que ocupavam a fazenda da localidade onde aconteceu o massacre da semana passada.

A Coordenação Nacional das Terras Irregulares conta com documentação sobre os fazendeiros cujas propriedades são irregulares por terem sido originadas na entrega de terrenos fiscais.

Um dos acusados de ter se apropriado de milhares de hectares que eram públicos é precisamente o brasileiro nacionalizado paraguaio Tranquilo Favero, que não oculta sua simpatia pela repressão de campesinos "ignorantes", como ficou comprovado em declarações formuladas neste ano e que provocaram um escândalo.

“Diplomacia você pode usar com pessoas cultas... só que... você sabe o dito popular que diz: a mulher do malandro obedece só com pau... tamos lidando com pessoas de tamanha ignorância que com diplomacia você não soluciona” disse o maior produtor de soja do Paraguai, nascido em Santa Catarina.

Quando Favero recomenda deixar de lado a “diplomacia” está falando, na verdade, de arquivar o chamado “protocolo da polícia” que consistia em uma série de negociações que os agentes deviam realizar com os sem terra antes de desalojá-los de um latifúndio ocupado.

Precisamente o novo ministro do Interior Rubem Candia Amarilla, designado por Lugo depois da matança, um político pertencente ao Partido Colorado, está tão identificado com o tema que pouco depois de assumir o cargo anunciou o fim do “protocolo” que obrigava a polícia a dialogar com os campesinos para evitar a violência.

O clima de hostilidade com os sem terra se intensificou nos últimos dias, quando a justiça ordenou a detenção de dezenas de sem terra e prendeu uma trabalhadora rural, disse hoje a campesina Magui Balbuena à Carta
Maior.

“Temos relatórios de nossos representantes que estão no lugar do massacre informando que vários campesinos já foram levados à penitenciária de Coronel Oviedo ontem, onde tem uma mulher ferida com um filho de três meses que amamenta e a policia lhe tirou o bebê, ou seja, foi trasladada à prisão sem seu bebê de peito” denunciou Magui, da Coordenadora Nacional das Terras Irregulares.

Magui, assim como a Liga Campesina do Paraguai, denunciaram irregularidades nas investigações dos fatos que deixaram 11 lavradores mortos.

“Estamos longe de começar uma verdadeira investigação para o esclarecimento do acontecido, há indícios fortes de que a direita está metida em tudo isto para gerar uma crise política e truncar o desenvolvimento do processo que levamos adiante no Paraguai” afirma a militante.
-Tradução Libório Júnior

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Greve

A partir da próxima quarta-feira(20), às 07 horas, o Sindicato dos Médicos do Estado do Pará inicia seu movimento paredista, juntando-se aos demais servidores da área da saúde no município de Belém. O movimento é por tempo indeterminado, mas, garantindo o atendimento dos casos em que haja risco de morte.
As causas da paralisação decorrem das péssimas condições de trabalho nas unidades de saúde; perdas salariais em face do congelamento dos abonos que compreendem a parte principal da remuneração- 45%; atraso sistemático no pagamento dos plantões extras e não implementação do PCCV da saúde, tudo solenemente ignorado pelo prefeito, mesmo após a realização de inúmeras reuniões com SESMA e membros do Poder Executivo.

Blog novo

Recomendo o blog e a página no facebook da Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário no Pará a quem necessita acessar informações a respeito de agricultura familiar, chamadas públicas, editais, e programas relacionados à assistência técnica, extensão rural e desenvolvimento sustentável  no Pará.

Blog: www.dfdapara.blogspot.com.br
Facebook: https: //www.facebook.com/delegaciafederaldedesenvolvimentoagrariodopara

Delegados encaram juiz que quis soltar Cachoeira



247 – A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) decidiu encarar o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal, que, na última sexta-feira, concedeu um habeas corpus que quase libertou o bicheiro Carlos Cachoeira. Ele só não foi solto porque outra decisão impediu sua libertação. Em nota, que está sendo divulgada nesta segunda-feira, a ADPF expressa que uma eventual anulação da Operação Monte Carlo contribui para a imagem de “tolerância” de parte do Judiciário com a criminalidade no País.
Liderada pelo delegado Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, a ADPF pretende comandar, nesta semana, uma ofensiva para deixar de pé a Operação Monte Carlo. O risco é o de que as 30 mil horas de gravações sejam consideradas ilegais. O desembargador Tourinho Neto já deu seu voto neste sentido e o julgamento será retomado nesta terça-feira.
Os argumentos da defesa, comandada pelo advogado Marcio Thomaz Bastos, curiosamente ex-ministro da Justiça e ex-chefe da PF, são de que as gravações seriam ilegais porque teriam partido de denúncia anônima. Foi assim, por exemplo, que Thomaz Bastos anulou toda a Operação Castelo de Areia, feita contra a construtora Camargo Corrêa.
Em ofício, o delegado Paulo Augusto Moreira Lima, responsável pela Operação Monte Carlo, rebateu a tese de que os grampos seriam ilegais. Segundo ele, as escutas só ocorreram após o “aprofundamento das investigações iniciais”.


De qualquer forma, grampos ilegais sempre foram a especialidade de Cachoeira e de seus arapongas, como o sargento Dadá e o policial Jairo Martins. A PF investiga até a possibilidade de que a quadrilha tenha tido acesso ao Sistema Guardião – o mesmo usado pelo Polícia Federal.

SINTEPP é chapa 4!


Nos próximos dias 19 e 20 acontecerão as eleições que escolherão os novos dirigentes do SINTEPP. Este mandato apoia a chapa 4, lideradas pelas companheiras Ray Barreto, pedagoga com especialização em Psicopedagogia e em Movimentos Sociais; e a companheira Luciene Moitinho, pedagoga com especialização em Currículo, Cultura, Letramento e Educação do Campo, pelo seu compromisso de arejamento e democratização no funcionamento daquele sindicato conforme se constata pelas propostas apresentadas.
PCCR unificado em todas as subsedes e reabertura da subsede de Belém; ampliação e qualificação do atendimento jurídico nas regionais e subsedes; a criação de uma política habitacional para a categoria, através de convênios com a União, Estado e Municípios; estabelecer convênios com a União, Estado e Municípios a fim de que sejam firmadas parcerias com universidades públicas para a qualificação de todos os trabalhadores da área de educação; criar um site de transparência para publicar as contas da arrecadação do SINTEPP Estadual, Regionais e Subsedes; descentralizar de Belém a realização de Congressos, Plenárias Estaduais e CERS às demais regiões do Estado; lutar pela criação de uma política pública de segurança nas escolas do campo e da cidade; 10% do PIB nacional destinados à educação, entre outros assumidos com a categoria, que a credenciam à vitória e ao estabelecimento de um novo tempo no SINTEPP.

A força do PT

Haddad sobe 5 pontos na disputa pela Prefeitura de SP; Serra empacou no teto

Pesquisa Datafolha entre os dias 13 e 14 de junho mostra crescimento de 5 pontos de Fernando Haddad (PT) na intenção de voto para Prefeitura de São Paulo.

Haddad subiu de 3% para 8% na preferência dos eleitores, e já aparece em terceiro lugar.

José Serra (PSDB) continua empacado em 30%, o mesmo índice da pesquisa de 2 de março. Apesar de liderar a pesquisa, como Serra é totalmente conhecido por praticamente 100% do eleitorado, isso vem confirmando que este pode ser o teto máximo de votos do tucano, no primeiro turno.

Há até uma grande probabilidade de Serra cair, à medida que os outros candidatos ficarem mais conhecidos, e passarem a serem vistos como opção para o eleitor.

Os demais candidatos oscilaram.

Eis os números:
José Serra (PSDB): 30% (tinha 30% na pesquisa anterior feita nos dias 1 e 2 de março).
Celso Russomano (PRB): 21% (tinha 19%)
Fernando Haddad (PT): 8% (tinha 3%)
Soninha Francine (PPS): 8% (tinha 7%)
Netinho de Paula (PCdoB): 7% (tinha 10%)
Gabriel Chalita (PMDB): 6% (tinha 7%)
Paulinho da Força (PDT): 5% (tinha 8%)
Carlos Giannazi (PSOL): 1% (não aparecia na outra pesquisa)
Luiz Flávio D'Urso (PTB): 1% (tinha 1%)
Os outros candidatos não pontuaram.
(Folha.com)

Votarei contra

O Capítulo V da Lei Orgânica do Município de Belém, referente ao transporte, constitui-se em um grande avanço no respeito aos direitos da cidadania e só não gerou maiores ganhos à sociedade porque o atual prefeito sempre o desrespeitou e o considerou letra morta.
Diante disso, sempre me posicionarei contrário a qualquer proposta que signifique tolher essas conquistas, conforme está noticiado ontem na coluna Repórter 70, de O Liberal, dando conta que Duciomar pretende transformar a CTBel em uma autarquia semelhante as agências reguladoras que os tucanos criaram para fiscalizar os beneficiários da privataria e que não fiscalizam coisa alguma.
Segundo a nota da referida coluna, até empreguismo post mortem está previsto na macabra proposta de Duciomar, já que ele, mesmo em exercício já moribundo, nomearia o futuro dirigente dessa autarquia e este teria um mandato de cinco anos, sem poder ser exonerado pelo futuro prefeito. Só falta ter uma cláusula em que o presidente da CTBel deponha o prefeito, enfim, uma proposta aviltante e inoportuna, cujo autor começa a dar sinais de desequilíbrio à medida que se aproxima o fim de sua gestão. O que mais ele ainda inventará?

domingo, 17 de junho de 2012

Crime de lesa pátria em Carajás

Recentemente passei quase três semanas no Pará, viajando pelo estado. Notei, nas bancas de Belém, a presença sempre destacada do Jornal Pessoal, do repórter Lúcio Flávio Pinto, que também tem versão digital.

Comprei o dossiê que ele preparou sobre a Companhia Vale do Rio Doce, sobre o qual o Viomundo tinha publicado um texto, reproduzido da Adital.


Dias depois, tive um breve encontro com o repórter na praça da República, onde fica o lindíssimo Teatro da Paz, herança dos tempos do ciclo da borracha.

Há, é importante frisar, um paralelo entre o ciclo da borracha e o ciclo do minério de ferro, que sai de Carajás, no sul do Pará, ao ritmo de 100 milhões de toneladas por ano: nenhum deles enriqueceu o estado.

Em nossa conversa, Lúcio Flávio confessou que sentiu um nó no peito toda vez que viu o trem carregado de minério partindo de Carajás em direção ao porto da Ponta da Madeira, no Maranhão, onde é embarcado para exportação.

Ele se sente tão indignado com o assunto que, além do dossiê, lançou um blog, no qual pergunta: a Vale é mesmo nossa?

O que mais deixa o repórter preocupado não é o fato de que a Vale engorda, enquanto o Pará emagrece. Nem o fato de que as ações preferenciais da empresa, aquelas que têm prioridade para receber dividendos, são controladas majoritariamente por norte-americanos. Ou seja, um novaiorquino dono de ações da Vale ganha muito mais com o minério de Carajás que o paraense que vive em Marabá ou Parauapebas.

O que deixa o jornalista indignado é o ritmo das exportações de minério de ferro de Carajás, nas palavras de Lúcio Flávio “o melhor do mundo, com o dobro de teor de hematita que o minério da Austrália”, outro importante fornecedor da China e do Japão — que compram 80% das exportações brasileiras.

Quando a exploração de Carajás começou, em 1984, a previsão é de que a mina duraria 400 anos. Ao ritmo de 100 milhões de toneladas por ano, que devem crescer para 230 milhões em 2016, a previsão agora é de que Carajás dure mais 80 anos, diz Lúcio Flávio. “Um crime de lesa Pátria”, “um crime que viola a soberania do país”, afirma.

O jornalista traça um paralelo com a exportação de manganês da Serra do Navio, no Amapá. Durante 50 anos, os Estados Unidos importaram 1 milhão de toneladas anuais do Brasil. E até hoje guardam estoques estratégicos do minério brasileiro, de altíssima qualidade, que misturam ao minério de baixa qualidade para garantir a siderurgia local, dependente em 90% das importações.

A mina do Amapá se esgotou em 2002. Qual foi o legado principal para o estado? Quando se descobriu que o manganês fino tinha uso industrial, foi implantada no Amapá uma usina de pelotização, que usou grandes quantidades de arsênio no processo. O arsênio hoje contamina o porto de Santana em doses muito superiores às recomendadas pela saúde pública.

Para Lúcio Flávio, os chineses estocam o minério de ferro brasileiro de forma estratégica, além de transformá-lo em bens de imenso valor agregado.

No dossiê, pergunta: “Temos algum controle sobre o processo de formação de preços? Quem estabelece a escala da produção, que está duplicando, para incríveis 230 milhões de toneladas, em 2015, a atual produção de Carajás? Atraídos pelo canto da sereia dos preços altos, estamos renunciando a uma ferramenta poderosa de futuro e, com ela, à possibilidade de agregar mais valor ao processo produtivo?”.

“A Vale é boa para si e os seus grandes clientes. Mas não — ao menos na mesma medida — para o Brasil”, conclui.
(Viomundo)

sábado, 16 de junho de 2012

Puty faz balanço do Governo Jatene

O SR. CLÁUDIO PUTY (PT-PA. Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna, no Grande Expediente, para falar de um tema referente ao Pará, Estado em que vivo, amo e represento e que hoje passa por enormes dificuldades, particularmente no que se refere à atual gestão do Sr. Governador Simão Jatene, do PSDB.

Antecedentes
Vou fazer um pequeno histórico para que aqueles que nos assistem na TV Câmara possam contextualizar as denúncias àquilo que eu mencionarei no decorrer da minha fala.
O Governador Simão Jatene foi eleito para um segundo mandato, inclusive contra a posição daquele que o criou, ex-Governador Almir Gabriel, fundador do PSDB, que, numa dura carta, acusou-o de ser preguiçoso, omisso e subserviente aos interesses da Companhia Vale do Rio Doce, no Pará. De ssa forma, o ex-Governador Almir Gabriel, que foi o mentor da primeira candidatura de Simão Jatene, o desautorizou por essas características, por tê-lo decepcionado no Governo.

Muita Propaganda e Ausência do estado

O povo do Pará, na sua generosidade, concedeu, mais uma vez, ao Governador Simão Jatene o mandato, e a todos os que imaginavam um mandato mais criativo, com mais empenho, com maior capacidade de enfrentar os enormes desafios do desenvolvimento do Pará, um Estado continental, com problemas que são de conhecimento público, o Governador resolveu repetir o filme da sua primeira gestão: uma gestão de parcas realizações, baseada no marketing político e concentrada em governar para os mais ricos da Capital, Belém, deixando o enorme interior do Estado a ver navios, particularmente depois do duro processo de plebiscito, um sinal para as elites de Belém d e que os que governem o Pará precisam olhar para todo aquele continente.


Calúnias

O Governador Jatene iniciou o seu governo criando uma falsa controvérsia com o Governo anterior, da Governadora Ana Júlia Carepa, dizendo, como Odorico Paraguaçu, que tinha encontrado o Estado falido. Eu cheguei a escrever artigos e vim a esta tribuna para demonstrar que aquilo não era verdade. Nós tínhamos deixado, aliás, recursos em caixa à grande monta, porque, se houve uma característica desses últimos anos de Governo Federal, foi a extrema generosidade e o compromisso federativo dos Governos do PT, tanto do Presidente Lula, nos seus dois mandatos, quanto da Presidenta Dilma, em garantir repasses aos Municípios — os prefeitos que estão me assistindo sabem do que estou falando —, assim como enorme quantidade de recursos ao PAC, em gestão compartilhada com os Estados e os Municípios, e diversos empréstimos, permi tidos aos Estados penalizados durante a crise de 2008, sob forma de empréstimo do BNDES.

Pois bem, o Governador perdeu 1 ano na tentativa de culpar a ex-Governadora Ana Júlia Carepa pelas suas parcas realizações, dizendo que não tinha dinheiro, que o Estado estava em situação complicada, que não poderia garantir melhores reajustes aos servidores, enfim. Ao primeiro sinal de que a população renovaria a sua confiança, o Governador, em vez de utilizar os recursos a ele deixados — preferiu denunciar o Governo anterior, não utilizando os recursos deixados em conta —, colocou algumas justificativas ridículas, referentes a processos de prestação de contas.

Trânsito caótico

Essa conversa para boi dormir, essa história para inglês ver, nós já tínhamos visto no Governo anterior dele,e continuamos assim: sem acessar o recurso. E as obras do PAC, que são de responsabilidade do Governo do Est ado do Pará paralisaram:a macrodrenagem da bacia do Tucunduba, em Belém, as diversas obras de habitação na capital e na região metropolitana de Belém paralisadas, Fé em Deus, Taboquinha, Pantanal/Mangueirão, Residencial Liberdade, obras em andamento e que hoje estão abandonadas, depredadas e que dá pena, tristeza de ver que a população perdeu aquele recurso, perdeu aquele benefício por uma jogada de disputa política mesquinha por parte do Governo do Estado.

Nós deixamos de acessar recursos importantes para a estruturação do trânsito na região metropolitana de Belém, a ampliação, a duplicação da antiga 1º de Dezembro — que é uma avenida importante de acesso a Belém, hoje chamada de João Paulo II, feita em convênio com a agência de fomento e de cooperação japonesa, chamada JICA — foi perdida, pelo menos temporariamente esquecida, porque o Governo atual perdeu todos os prazos de realização de seus convênios, porqu e isso seria contraditório ao discurso de que não encontraram recursos em caixa.

Com isso, hoje, nós temos na cidade de Belém um verdadeiro caos no trânsito, ainda mais agora que o Prefeito resolveu fazer obras do BRT na região metropolitana de Belém. Nós não temos outra alternativa de escoamento do trânsito, por quê? Porque foi perdido aquele recurso, aquele recurso não foi acessado, o trânsito é um caos em toda a região metropolitana de Belém.

Taxas Arbitrárias

O Governador Simão Jatene fez mais, ou não fez mais. Todos nós sabemos que o Pará é a maior província mineradora do mundo. Nós temos a província mineradora de Carajás entre outras. O Governador Simão Jatene, que foi acusado pelo seu preceptor, Almir Gabriel, de ser subserviente aos interesses da companhia Vale, maior mineradora instalada no Pará, resolveu seguindo os seus colegas tucanos de Minas Gerais criar uma taxa sobre a mineração, uma taxa estadual.
Todos nós sabemos aqui na Câmara, no Senado, na Assembleia Legislativa, que uma taxa dessas seria, obviamente, questionada na Justiça pelas poderosas mineradoras.

Mas o PT votou a favor, com essas ressalvas, para não dizer que estamos contra a taxa de Simão Jatene, esse ouro de tolo que quiseram empurrar para a população paraense.
O que aconteceu? A Vale do Rio Doce, no mês passado, começou a depositar em juízo a taxa e, obviamente, irá questionar na Justiça, assim como fizeram em Minas Gerais. E o Governo do Pará não fez nada, reforçando, mais uma vez, a imagem de subserviência aos interesses das grandes mineradoras do Pará.

O Governo do PSDB, nas suas diversas versões, tem essa fama. Em vez de articular a luta contra a Lei Kandir, em vez de articular a luta pela verticalização da produção mineral no Estado do Pará — isso sim é investimento —, o Governo não faz nada! Não multa, não fecha operação, não usa o poder de Polícia, que, aliás, era justificativa para instituir uma taxa sobre mineração. Não faz nada! Calado estava e calado está, e a população do Pará não entende por que tanta imobilidade. Ao mesmo tempo em que inventa uma taxa, quando a taxa não é paga não faz nada.

PAC e Desenvolvimento Regional

É de se estranhar que a siderúrgica que foi conseguida com pressão do Presidente Lula sobre o Roger Agnelli, Presidente da Vale do Rio Doce no último Governo Lula, em parceria com a Governadora Ana Júlia, uma siderúrgica que será provavelmente a primeira siderúrgica no Brasil a 700 quilômetros da costa, em Marabá, a ALPA Alumínio — Aços Laminados do Pará —, dependa de uma ação do Governo Federal ou da Vale do Rio Doce muito importante, que é a Hidrovia Araguaia Tocantins, para que esses laminados sejam escoados pelo Rio Tocantins até um porto de Belém, o Porto de Barcarena.
O Porto de Barcarena está sendo ampliado com obra do PAC. As eclusas da Usina Hidrelétrica de Tucuruí foram inauguradas pelo Presidente Lula. Resta agora a Hidrovia Araguaia Tocantins, que tinha sido tirada do PAC e que, com pressão da bancada do Pará, voltou ao PAC.

O Governo Federal tem feito uma medida correta, que é pressionar a empresa Vale a arcar com os custos do projeto executivo dessa hidrovia, e o Governador, que calado estava, calado ficou. Trata-se de uma medida muito importante, que geraria e que vai gerar — apesar dos secadores, nós vamos conseguir a siderúrgica no Pará — 17 mil empregos em Marabá, uma revolução na maior província mineral do mundo pois deixaremos de exportar empregos e de exportar ferro in natura para exportar aço laminado e verticalizar a produção no Pará. Mas por que ele fica calado?

Cria uma taxa, não cobra a taxa. A siderúrgica não fala. Fica torcendo para que não saia, porque é obra do PT. Desse tipo de mesquinharia o povo do Pará está cansado. Não é à toa que uma pesquisa feita em Marabá, que está no blog do jornalista Hirochi Bogéa, demonstra que um dos piores cabos eleitorais na eleição de Marabá é o Governador Jatene. Cerca de 15% apoiariam um candidato apoiado pelo Governador Jatene, e cerca de 35% votariam em outro candidato se soubessem que o Governador Jatene está apoiando aquele candidato, porque o Governador deixou o interior do Pará de castigo. Como nós dizemos no Pará, deixou no tucupi, talvez porque, na sua maneira vingativa de governar, queira se vingar daqueles que votaram a favor da divisão do Estado do Pará, grande parte do território do Pará.

Caso Celpa - Privataria Tucana

E tem mais. Infelizmente, tem mais. Quand o nós falamos de privataria tucana... Eu vou contar para vocês, Deputado Amauri Teixeira, Deputado Rosinha, o que significa privataria tucana. Em 1997 o Governador Almir Gabriel, o braço direito do Simão Jatene, articulara a venda das centrais elétricas do Pará. Ao vender as centrais elétricas do Pará, com firme oposição do Partido dos Trabalhadores, da CUT e dos movimentos sindicais, eles fizeram uma verdadeira negociata, que foi fazer o Estado do Pará ser avalista — prestem atenção —, avalista de um empréstimo junto ao BNDES que, privatizadas, as centrais elétricas do Pará contrairiam. As centrais elétricas do Parábateram recorde como pior concessionária de energia elétrica do Brasil em 2008, 2009, 2010 e 2011 e agora faliu, pediu concordata. Deixou de pagar as suas dívidas. O interventor judicial é braço direito do Governador, Presidente do PSD no Estado do Pará — no Pará, o PSD é um partido mais que aliado. Aliás, é uma sub legenda do PSDB.
Tem uma conta que a CELPA não deixou de pagar. Está tentando deixar de pagar salários. Nós estamos correndo risco de apagão no Estado do Pará. Tem uma conta, que é aquela da qual o Estado do Pará é avalista. Aqui eu tenho um ofício da PGFN notificando o Governo do Estado do Pará, dizendo que infelizmente, porque as centrais elétricas do Pará, do Grupo Rede, que faz muito lobby nesta Casa, não pagou as suas dívidas... O FPE do Pará, no valor de 2,5 milhões, está sendo descontado. O FPE do Pará está sendo descontado para pagar uma dívida de uma empresa privada, porque o Governo do PSDB ficou como avalista na privatização.

Isso é uma privataria, não tem nome diferente. Isso é uma privataria tucana.
Agora, nós estamos nos aproximando da Assembleia da CELPA com seus credores, que vai iniciar o processo de reestruturação. Eu acho que as Centrais Elétric as do Pará não têm mais jeito e tenho levado adiante uma defesa da federalização das Centrais Elétricas do Pará, não para nós pagarmos as dívidas da privatização feita com o dinheiro público que os tucanos deixaram, mas para garantirmos que o Estado do Pará não entre num apagão — O Estado que está construindo Belo Monte, o Estado da Hidrelétrica de Tucuruí.
Tucuruí passa 4 horas no escuro por dia, porque as Centrais Elétricas do Pará não cumpriram o TAC, que era de construir uma subestação ao pé da hidrelétrica. Isso é um escárnio com o Estado do Pará. Nós vínhamos denunciando à ANEEL, denunciando à Ministra Dilma, à Presidenta Dilma, ao Presidente Lula que é necessário intervenção, porque, com aquele Governo nós não podemos contar, infelizmente.

Parcerias Público Privadas para serviços essenciais

Recentemente, não cansado ainda de tanta privataria, mando u um projeto de Parcerias Público-Privadas para a Assembleia Legislativa do Estado do Pará, propondo privatizar tudo — segurança pública, educação, saúde. Éum verdadeiro cheque em branco o que ele quer que o povo do Pará entregue a ele, e isso nós não vamos aceitar. Nós vamos derrotar os projetos de PPPs do PSDB na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, porque isso demonstra o tipo de Governo que eles fazem: de poucas realizações, muita propaganda.
É até curioso assistir às propagandas do Governo do Estado, porque eles fazem caridade com o chapéu alheio. Uma das publicidades, tão ridícula, noticia a chegada de navios ao Porto de Belém, de turistas ao Porto de Belém, e a outra é da realização de um convênio com as Nações Unidas para a abertura de um escritório em Belém — duas ações que, obviamente, independem de ação do Governo do Estado. Seria ridículo se não fosse simplesmente triste.

Abandono do Interior
E temos o abandono total da infraestrutura, com parcas realizações. E, para aqueles do interior do Pará que estão nos assistindo, digo que vocês devem achar que é só no interior do Estado que as ações não ocorrem, mas, na realidade, na Capital — eu que moro na Capital posso afirmar a vocês —, na saúde e na segurança, temos retrocessos importantes.
Tínhamos já garantido um repasse fundo a fundo, com contrapartida do Governo do Estado para ampliação do Saúde da Família, o chamado PAB, o Pabinho. O Governo o suspendeu.

Descaso com os avanços das políticas públicas

O NavegaPará, o maior programa de inclusão digital do Brasil, usa os cabos de fibra ótica da ELETRONORTE, que tem quase 2 mil quilômetros de extensão. A cada cabo da ELETRONORTE, temos um cabo de fibra ótica. Conseguimos convênio com a empresa para permitir que fossem irradiados sinais da Internet para vários Municípios. Esse programa, feito com centros comunitários de Belém, está sendo extinto.
Agora o Governo do Estado quer que os centros comunitários paguem energia elétrica, que era subsidiada pelo Banco do Estado do Pará. Um dos programas mais bonitos de inclusão digital do Brasil, quiçá do mundo, está sendo desmontado.
Continuando na saúde, no Hospital Ophir Loyola, que foi matéria do Jornal Nacional, a quimioterapia, tratamento contra o câncer, está sendo realizada nos corredores do hospital. A direção do hospital, nesta semana, cortou a gratificação dos médicos, ao mesmo tempo contratou a Amazoncoop, uma cooperativa que oferece aos mesmos médicos plantões pela metade do preço. Precarização do serviço médico.

O mesmo Governador desapropriou o mastodonte dizendo que era muito necessário para desafogar esse outro hospital para tratamento de câncer. Foi desapropriado por um valor sete vezes acima de hospitais equivalentes desapropriados no Rio de Janeiro. E está terceirizando para uma OSCIP esse mesmo hospital. A consequência é o abandono da população em todo o Estado do Pará.

No caso da segurança, de vez em quando o Governo apresenta alguns indicadores positivos na área de segurança. E eu, que frequento os bairros de Belém e os Municípios do interior do Estado, percebi que quando a febre estáalta o Governador do PSDB decide quebrar o termômetro. Diversas delegacias que faziam notificação de registros de crimes foram fechadas. A central de flagrante foi centralizada, não é mais 24 horas. Esta éuma bela maneira de se acabar com as notificações de crimes, acabando com a possibilidade de fazer uma denúncia de assalto. Há uma febre em todo o Estado do Pará de sequestro relâmpago, assalto a banco, assaltos com prejuízo àvida de bancários, uma diminuição signi ficativa da presença policial na cidade de Belém e em todo o Estado. As viaturas que havíamos colocado nas ruas foram retiradas, mas o contrato foi aditado em 25%, inclusivecom aquela famosa Delta.
E agora, para concluir o momento de véspera de eleição, depois de o Governador ter passado um ano dizendo que não tinha encontrado dinheiro em caixa, ele manda, graciosamente, um projeto para a Assembleia Legislativa do Estado do Parápropondo a utilização dos mesmos recursos, que ele dizia não existir, para duas obras que eram propostas do Governo de Ana Júlia: dois centros de convenções, em Santarém e em Marabá.

Desgoverno

Portanto, senhoras e senhores, temos um Governo de parcas realizações, de perda de recursos; de paralisia das obras, de desmonte de políticas públicas fundamentais para um Estado tão sensível como o Pará, de abandono do interior do Estado, d e caos na Capital e de um Governo absolutamente comprometido com os mais ricos, com a privatização, com a terceirização, com o abandono das regiões mais pobres.
É necessário dizer isso. Venho à tribuna, neste Grande Expediente, para dizer que o Estado do Pará tem que reagir, está reagindo, vai reagir, pois os indicadores, as pesquisas, que avaliam o Governador, demonstram isso. Éum Estado belo, de potencial enorme, cujo povo é trabalhador. Mas é necessário que nos mobilizemos para evitar retrocessos na nossa vida política. As mortes no campo, a paralisia no setor fundiário, o verdadeiro ataque às populações rurais são exemplos disso na área rural.

No Instituto de Terras do Pará, há um dirigente que diz que pequena propriedade é problema no Estado do Pará. Textualmente, no jornal, ele disse que no Pará, deveriam ser regularizados acima de 5 mil hectares. Quanto às áreas de Marinha, o Presidente Lula fez um belo trabal ho em relação à regularização fundiária com um instrumento simples, chamado de autorização de uso da Secretaria do Patrimônio da União. Eu tive oportunidade de acompanhar o processo de regularização fundiária de milhares de ribeirinhos, em Marajó, em todas as regiões do Pará, que estão sob ataque, porque os latifundiários, firmemente comprometidos com esse Governo, não aceitam o que eles chamam de balbúrdia fundiária, com excesso de titulação de pequenos proprietários.

 É esse Governo, que está comprometido com os grandes, com o latifúndio, com o trabalho escravo, com o que há de pior na sociedade paraense, que a população necessita derrotar e cobrar uma efetiva melhora do serviço das Centrais Elétricas do Pará; derrota do protejo Parceria Público-Privada; o fim da terceirização da saúde; a volta das viaturas na segurança pública; a estruturação de programas na educação, com acesso à banda larga nos Municípios, que estão sendo desmontados, porque, como eu disse, estão exigindo que centros comunitários paguem a conta da energia elétrica da Internet, quando era bancada pelo Banco do Estado do Pará, na gestão anterior.
Enfim, é uma situação de absoluto desmando. O Governo que tem firme compromisso de classe com os mais ricos, governa para poucos em um Estado, onde muitos estão desassistidos.

Portanto, Sras. e Srs. Deputados, uso a tribuna para fazer esta denúncia. Que ela encontre eco.
É necessário continuar acompanhando os desmandos da base do Governador na Assembleia Legislativa. Uma Comissão Externa foi lá — os Deputados Jean Wyllys, Delegado Protógenes, Francisco Praciano. Trata-se de um verdadeiro escândalo, patrocinado por seus poderosos aliados na Assembleia Legislativa, inclusive no Senado e aqui na Câmara.
Que nós continuemos acompanhando a punição aos assassinos de Zé Cláudio e Maria do Espírit o Santo.
Aliás, hoje faz 25 anos do assassinato do Deputado do Partido Comunista do Brasil Paulo Fonteles. São 25 anos sem Paulo Fonteles.

Vamos mudar

Que continuemos brigando pela regularização fundiária nas áreas mais sensíveis, particularmente nas áreas de extrativistas, de ribeirinhos. Que possamos, a partir do potencial minerário e de energia elétrica do Pará, não só produzir para os outros, para a nossa população, mas também apresentar um novo modelo de desenvolvimento. E que esse novo modelo de desenvolvimento seja inclusivo, que qualifique os nossos recursos minerais, os nossos recursos naturais.

Que joguemos no lixo a história de pilhagem, de utilização dos nossos recursos simplesmente para acumulação em outras regiões do País, para que possamos sonhar com uma vida melhor. E vida melhor no Pará évida melhor no Brasil, porque aquele é um Estado sensível, um Estado-chav e para a Federação, um Estado onde uma nova pauta pode ser afirmada, que é: derrotar a Lei Kandir, a verticalização mineral, a estruturação de políticas públicas com características amazônicas. Saúdo aqui o Ministério da Saúde, que entende isso, assim como o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Que possamos, enfim, sonhar com uma Amazônia diferente, um Parápara todos.

Mas, para isso — está comprovado —, com esses que estão aí, que voltaram, nós não teremos alternativa, porque o Governo deles é isso mesmo. E eles voltarão às vésperas de eleições com algumas obras aqui e acolá, tentando mais uma vez enganar o povo paraense.

Portanto, que fique aqui esta fala como um brado de protesto e que nós possamos organizar uma oposição. Aqui cumpro minha obrigação como oposição ao Governo do Estado do Pará,denunciando, mostrando em rede nacional quais problemas lá enfrentamos. Há alternativa, que passa pe la mobilização do povo paraense.
Era o que tinha a dizer, Presidente.
Muito obrigado.( Blog do Puty)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A serenidade necessária

A reintegração da juíza Clarice Maria Andrade à magistratura, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, após ter sido aposentada pelo Conselho Nacional de Justiça, responsabilizada que foi pela prisão de uma adolescente junto com homens, no município de Abaetetuba, é mais uma prova do efeito nefasto de certo noticiário jornalístico contaminado pelo clima de disputa política.
Aqui não se está defendendo o desempenho da referida juíza no caso, mas apenas relembrando que o clima criado por setores da imprensa a fim de atingir a governadora Ana Júlia Carepa funcionou como metralhadora giratória. Serenados os ânimos, o STF concluiu que a punição foi desproporcional à responsabilidade da magistrada, que agora posará para sempre como vítima. E nada indica que os setores da mídia que colocaram lenha naquela fogueira estejam dispostos a evitar reincidências, o que é de se lamentar.