quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Conta de energia de cartão?

A Aneel realizou, hoje, na UFPA, Audiência Pública, para debater a situação referente a equipamentos, infraesteutura, marco regulatório de regulação de energia, e o ponto alto foi sobre a questão da criação do sistema de pagamento por cartão, ou seja, o pré-pagamento da tarifa de consumo de energia elétrica.

Na mesa esteve a própria Aneel para coordenar os trabalhos. O representante do Procon, do Sindicato dos Urbanitários estiveram na audiência.

 Sistema de pré-pagamento

E resumo, a Aneel quer debater a proposta de adoção do cartão para consumo de energia, que seria uma espécie de crédito que poderia ser carregado  e com consumo controlado eletronicamente pelo consumidor. Os créditos de energia poderiam ser adquiridos pela internet, por terminais digitais na cidade, por postos autorizados etc. A Aneel diz que nos países como África do Sul, no Reino Unido, nos países da América do Sul, como Colômbia e Argentina, que já adotaram desde a década de 90 o sistema de cartão, a tarifa ficou reduzida e vários problemas, como erro de leitura, podem ser evitados.

O sistema é muito similar ao sistema de consumo por crédito, que ocorre com serviços de telefonia. Ao que parece se trata de uma ideia de estabelecer a mudança do serviço de distribuição e consumo de energia de um sistema analógico, para um sistema mais rápido, on line, que oferece várias ferramentas de controle de gastos, de consumo diretamente feitos pelo consumidor por tecnologias baratas e disponíveis etc.

Aneel e distribuidoras - Competências e Transparência

Isso seria ótimo se as distribuidoras e a própria Aneel discutissem e estabelecessem regras rígidas e transparentes, como critérios e requisitos para garantir investimentos e competências tecnológicas e financeiras, para habilitar as concessionárias a usar os aplicativos de distribuição e tarifação pelo sistema de cartão.

Pois, o que acontece que sem essas garantias e fiscalização, como nas empresas de telefonia, há uma intensa euforia e migração em massa para sistemas mais práticos. No entanto, a avalanche das adesões nem sempre são compatíveis com as condições estruturais das  empresas manterem um bom padrão da qualidade dos serviços.

Daí, acontece, por exemplo, o que está acontecendo com a telefonia celular. Uma verdadeira avalanche das demandas de consumo de chips. E, as empresas são as recordistas nas reclamações no Procon, o que levou a Anatel a brecar a venda de chips, para cobrar das operadoras melhorias nos serviços, o que mobilizou em tempo, uma serie de investimentos da ordem de bilhões.


Imagine se isso acontece com a Celpa, a concessão/autorização para aplicar contratos de distribuição de energia e tarifação por cartão. Que condições credenciariam a logo com a Celpa, que vive a verdadeira Idade da pedra em termos de gestão?
Convenhamos que é um debate arriscado garantir que a pior distribuidora do país, assim como a falta de fiscalização rigorosa de prestação de serviços e investimentos e dispersão de receitas da empresa (que levaram a mesma à situação de caos, que gera apagões recorrentes nas cidades, na área rural, ribeirinhas no Pará) , seria um cenário nada desenvolvido para tamanha e repentina mudança.

Imagine se a Celpa estaria credenciada para operar no "novo" sistema sem a sociedade ainda saber em letras transparentes quais os termos da sua proposta de recuperação. E com vários serviços dessa cadeia dispensados, mais trabalhadores do setor, pela linha que se segue, serão dispensados no mercado. Há muitos temas suspensos nesses caos...

Direitos do consumidor

A adesão ao sistema de cartão é facultada ao consumidor, e a ideia é que a qualquer tempo ele possa retornar para o sistema matricial, se, a qualquer tempo também, sentir-se prejudicado por qualquer consequência de mal serviço. Essa adesão será feita mediante termos contratuais entre a distribuidora e o consumidor titular da residência ( unidade consumidora).

A proposta ainda está com várias lacunas sobre tarifas proporcionais  por consumo, e entre outros itens frágeis, que nos levam a entender que toda sociedade fique novamente de olho nos passos da Aneel e da distribuidora em questão, Celpa.

Não somos contra avanços que agilizem processos, que modernizem o sistema brasileiro de distribuição de energia, mas o que estamos vigilantes é em relação à conduta da Aneel e concessionárias, da implantação de novidades no mercado, mas um mercado que envolve um bem público de concessão pública.
(Blog do Puty)

Oito anos de males na saúde de Belém

A greve dos quase sete servidores públicos da área da saúde do município de Belém, iniciada hoje, é o desfecho melancólico de oito anos de gestão irresponsável, conforme atestam os inúmeros processos judiciais; atabalhoada, vide a quase dezena de secretários revezando-se à frente da SESMA; e desdenhosa com os interesses da população, conforme constatamos, ao analisar suas contas, diante da sistemática devolução de recursos(ou desvio) de áreas fundamentais, em que o atendimento nunca esteve à altura das demandas.
Além de todas essas mazelas, agora o prefeito Duciomar Costa deixará para seu sucessor essa autêntica "herança maldita"(fora outras) que é  um continuado arrocho salarial no setor, resultando essa irresponsabilidade em perdas acumuladas da ordem de 45%, talvez irrecuperáveis nos próximos dois anos, podendo isso refletir-se no atendimento à população.

Comentarista faz as seguintes ponderações(Marcos,1 de agosto de 2012) 21:04

tive o trabalho de pesquisar.


Sempre vejo Edimilson posar como candidato da moralidade e resolvi checar isso. Inacreditavelmente, Edmilson Brito Rodrigues responde a nada menos que 44 processos, sendo um deles por desvio de recursos da saúde. ( Processo 17910-63.2010.4.01.3900 no TRF )







Em outro deles, Edimilson teve de devolver cerca de R$84mil aos cofres públicos por irregularidade em programa de atenção à pessoa idosa. ACÓRDÃO Nº. 47.692

(Processo nº. 2004/53335-0)

http://www.tce.pa.gov.br/busca/Forms/FileViewAcordao.aspx?NumeroAcordao=47692





Só no STF existem estes 2 processos.

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=2227147

http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=2120952



Só no TRF 1ªRegião existem estes 13 processos.

9428-44.2001.4.01.3900

10093-60.2001.4.01.3900

2355-84.2002.4.01.3900

305-80.2005.4.01.3900

306-65.2005.4.01.3900

1058-37.2005.4.01.3900

1763-35.2005.4.01.3900

1764-20.2005.4.01.3900

4395-34.2005.4.01.3900

11179-85.2009.4.01.3900

25936-50.2010.4.01.3900

22881-57.2011.4.01.3900

17910-63.2010.4.01.3900 (É acusado de irregularidades envolvendo recursos do sus)







No STJ existe este processo.



2011/0041068-1





Só no TJEPA existem 12 processos.



0013105-91.2005.814.0301

0014852-31.2007.814.0301

0026163-82.2005.814.0301

0000248-62.1991.814.0301

0003638-69.2004.814.0301

0013106-86.2005.814.0301

0013998-67.2004.814.0301

0014223-09.2004.814.0301

0035556-10.2007.814.0301

0004943-43.2004.814.0301

0004992-89.2004.814.0301





Só no TRE-PA existem 16 processos.



53.296/2012

16035/2006

17.528/2000

17.917/2000

17.922/2000

17.961/2000

19.122/2000

19.123/2000

19.692/2000

19.861/2000

3.450/2001

13.969/2001

10.877/2004

11.162/2004

11.161/2004

11.194/2004

12.352/2004

12.427/2004

1.999/2002

16.285/2006

11033/2004






Vale consultar além dos processos, o site transparência Brasil:

http://www.excelencias.org.br/@candidato.php?cs=14&id=75915

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Miguel Nicolelis apresenta projeto “Andar de novo” ao ex-presidente Lula

  • Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula
O neurocientista Miguel Nicolelis se encontrou hoje com o ex-presidente Lula e apresentou seu projeto “Andar de novo”, que pretende de construir uma veste robótica capaz de permitir que pessoas que perderam os movimentos das pernas possam voltar a andar. A ideia é apresentar essa veste na abertura da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil. Na fase atual do projeto, ele tenta viabilizar a construção do equipamento no país o mais rápido possível já que precisa de em torno de um ano para trabalhar com quatro ou cinco pacientes para que eles se adaptem a ele.
Além disso, Nicolelis trabalha no Instituto Internacional de Neurociências de Natal, onde se dedica sobretudo a criar o interesse de cerca de mil crianças pela ciência. Ele considera importante fazer as crianças gostarem de ciência desde cedo: “Potencial humano nós temos, o que falta é um aeroporto para elas decolarem. Se a gente pega os meninos de três, quatro, cinco anos, eles crescem interessados na ciência”. O neurocientista considera ainda que o problema da ciência brasileira é que ela não penetrou em toda a sociedade, ficando restrita a uma parcela muito pequena da população. “Temos que formar 3 ou 4 vezes mais cientistas no Brasil”, defende ele.
(Instituto Lula)

Governo amarelo não respeita o verde

Daqui a dois dias serão divulgados os novos números a respeito do desmatamento na Região Amazônica. Pelo que se percebe, a expectativa da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, é por mais uma redução nesses números continuando, assim, com um ciclo virtuoso que já dura alguns anos.
Particularmente, para nós, paraenses, há outra expectativa em relação a esses números, principalmente depois que Simão Jatene reassumiu o governo e, não por coincidência, o Pará voltou ao topo da lista dos que mais desmatam, sendo que os últimos dados mostraram que o Pará é responsável sozinho por quase metade da derrubada da floresta em nossa região. Aguardar e conferir.

A majoração da passagem do ônibus

Já começaram a pipocar reclamações pela falta de troco, no ato do pagamento da nova tarifa do transporte coletivo, com os cobradores sempre alegando que as empresas não fornecem moedas suficientes para devolver esse troco. Assim, de forma delituosa, essas empresas jogam o cobrador contra o usuário, já que nenhuma das partes quer sair no prejuizo.
Ágil na hora de votar esse absurdo reajuste, a CTBel não pode ficar omissa nesse conflito cabendo a ela intervir e punir as empresas, não seus funcionários, por essa tentativa solerte de maquinar uma majoração da tarifa em cima de outra. Só assim freia-se a ganância dessa turma.

O rabo de palha de FHC

Desde a conhecida compra de votos à sua reeleição para Presidente da República, passando pela privatização das empresas de telefonia, de resto, as privatizações em geral, conforme comprova com documentos o jornalista Amaury Ribeiro Jr, em seu livro 'A Privataria Tucana', a famosa Lista de Furnas, também considerada verídica pelo MP até o recebimento de propina do esquema montado por Eduardo Azeredo e o publicitário Marcos Valério, que FHC é considerado um dos políticos mais desonestos do país, a ponto de ser ocultado pelos candidatos de seu partido à sua sucessão, portanto, despido de credibilidade.
É por isso que suas seguidas lições de moral, dadas nos últimos dias, não passam de notas de três reais, pois representam ato demagógico e hipocrisia de quem é considerado um dos políticos mais prejudiciais na história deste país.

terça-feira, 31 de julho de 2012

MST promove campanha a candidatos alertando ao uso de agrotóxicos

Com o intuito de mostrar os males dos agrotóxicos e garantir força para a campanha contra o uso desses produtos, o Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou uma carta na qual pede aos candidatos a prefeito e a vereador de todo o Brasil que se comprometam a alertar sobre o uso e a proibição legal dos venenos.
O documento pede aos candidatos que se comprometam com três temas: que, caso sejam eleitos, lutem para estabelecer uma legislação proibindo o uso dos agrotóxicos em seu município; a proibição da pulverização aérea e a construção de políticas públicas de incentivo à agroecologia.
“A carta serve como um diálogo com os candidatos, para que eles conheçam o problema dos agrotóxicos e as alternativas de produção, como o modelo agroecológico”, afirma Nívea Regina da Silva, da direção nacional do MST. O texto será distribuída para candidatos nos 16 estados do país nos quais a campanha é organizada.
"Para preservar os bens naturais do município e garantir a soberania alimentar dos seus habitantes é necessária a adoção de políticas públicas com ações que apontem para  o enfrentamento ao uso abusivo de agrotóxicos – bem como o empreendimento de ações que contribuam no processo de transição para a agroecologia, que se baseia na produção de alimentos sem venenos e em convívio com o meio ambiente. Tais políticas devem ter objetivos claros e metas específicas de curto, médio e longo prazos", diz a carta.

Segundo o MST, desde 2008 o Brasil é o país que mais utiliza agrotóxico em seu sistema de produção agrícola, consumindo cerca de 20% do total dos produtos utilizados em todo o mundo. O consumo, ainda de acordo com o movimento, é de 5 litros por habitante ao ano, incluindo substâncias já proibidas em vários outros países devido a efeitos danosos ao ambiente e à saúde da população.

Governo não pretende prorrogar IPI reduzido para carros

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira 31 que o governo não cogita prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. "Não está em cogitação a prorrogação após agosto", disse Mantega. No final de maio, o governo federal reduziu o IPI para os carros – os de motor 1.0 – até 31 de agosto. Porém, condicionou a medida à manutenção dos empregos no setor.
O setor pressiona o governo a prorrogar a redução do imposto. Na semana passada, a General Motors (GM) anunciou o plano de demissões na montadora em São José dos Campos (SP). Em protesto contra as demissões, funcionários da empresa começaram a trabalhar hoje (31) com uma hora de atraso.
Após reunião com representantes do setor automobilístico, Mantega disse que a GM  manteve o nível de funcionários e teve saldo positivo de contratações em junho, além de manter o acordo acertado com o governo, de manter os postos de trabalho em troca do IPI reduzido. Segundo Mantega, esse perfil se mantém também em relação ao setor automobilístico, que contratou 1,9 mil pessoas em junho.
"Foi cumprido o compromisso de não demissão e até de aumento de empregos. O total de emprego, na Anfavea [Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores] como um todo, era 144,9 mil empregos, em maio, 146,9 mil, em junho. O que nos interessa é que a GM tenha saldo positivo e esteja contratando, e isso está sendo cumprido ", disse Mantega.
Segundo o diretor de assuntos institucionais da GM e vice-presidente da Anfavea, Luiz Moan, o compromisso de não demitir em troca do IPI reduzido está mantido. De 2008 a junho deste ano, foram contratados 1.848 funcionários pela GM, conforme Moan. Até o fim do ano, o saldo de contratações deve chegar a 2.163. Segundo ele, está marcada uma reunião no próximo sábado (4) com os metalúrgicos de São José dos Campos.
(Agência Brasil)

Nem santa nem mito. Só atleta

Na Festa da Menina Morta, o belo filme de estreia como diretor de Matheus Nachtergaele, Daniel de Oliveira interpreta um santo de milagres duvidosos. Um deles aconteceu quando Santinho era ainda criança: uma premonição sobre o paradeiro de uma menina desaparecida em seu povoado no Amazonas; dela, porém, o santo só visualizou onde estavam os trapos da roupa, que logo virariam objetos sagrados apesar da tragédia não evitada. Foi o suficiente para alimentar durante anos um mito de alicerces questionáveis. Afinal, o santo estava vivo e a beneficiada pelo “milagre” estava morta. Pouco importa. O santo era apenas uma projeção; por viver recluso, jamais deu pistas à população devota que era humano, pecador e vacilante. Entre ele e a devoção, havia a fé, e esta não exige só milagres, mas a ocultação de qualquer fraqueza ou vacilo humano.
É assim mais ou menos como vejo a relação entre ídolo e torcida no esporte. Para se destacar, o ídolo precisa basicamente de duas matérias-primas: a fé das arquibancadas e a lenda em seu entorno. Para ele, anos de treino, dedicação e reclusão só terão efeito se seguidas por um milagre reconhecido: o gol no último instante, o salto extraordinário, a braçada no último fôlego, o golpe certo na hora certa.
A judoca Rafaela Silva, que falhou e se tornou sujeito e objeto da fúria. Foto: Marcio Rodrigues / Fotocom.net
Numa Olimpíada, a medalha no peito e o hino nacional ao fundo são quase cerimônias de beatificação automática. Diante da expectativa sobre ele, o atleta se difere de um trabalhador braçal ou de um artista – que arrancam satisfação ou aplauso da plateia sem precisar atropelar adversários diretos. O atleta, quando vai para a disputa, “é” o seu país nas Olimpíadas, na Libertadores da América, na Copa do Mundo ou no Mundial de Cuspe a Distância.
Quando ele cai de cara no chão ou aplica o golpe irregular, ele não é só desclassificado: ele leva ao chão todo o peso de um público sedento por dar corpo ao mito. E mito, como um santo da igreja, não perde. Não chora. Não peca. Não questiona. Simplesmente aceita a missão e triunfa. O mito esportivo é portanto a projeção de uma experiência extraordinária encarnada por pessoas ordinárias que o assistem de casa com suas vidas tolas, mesquinhas e sem grandes emoções longe do sofá.
Foi assim sempre e assim sempre será. Mas em Londres 2012 uma novidade tem chamado a atenção. Estes são os primeiros Jogos após a explosão das redes sociais. Com elas, o eco de derrotas ou vitórias ganha uma proporção assombrosa e vida própria. E levam a relação do esportista com seu público a um outro patamar. Se antes, de dentro do estádio, o atleta podia ouvir as vaias sem distinguir o que cada um expressava na multidão, agora a bronca o persegue. Antes as vaias eram encerradas tão logo chegava em casa – ou com as repercussões; hoje, quando chega em casa e se conecta, ele praticamente consegue materializar a ofensa e direcionar o revide. É quando toda a distância necessária para transformar feitos em mitos cai por terra.
Veja o caso de Rafaela Silva, a judoca eliminada por aplicar um golpe irregular quando tinha tudo para vencer a húngara Hedvig Karakas. Poucos a conheciam até então – logo, ela estava ainda longe de ser lembrada como mito, diferentemente da colega Sarah Menezes, a atleta que de um dia para o outro virou “símbolo da superação nacional” e todos os blablablas automaticamente lançados em rede nacional. Rafaela Silva tinha tudo para seguir a mesma trilha, mas, no meio do caminho entre a atleta e o mito, ela tropeçou. E, ao tropeçar provocou uma fúria que só as redes sociais conseguiram dar vazão – e que rede de tevê alguma conseguiria filtrar. Ao ver a “nossa representante” falhar, o torcedor esporádico descartou o potencial de devoção e passou a se comportar como um cliente que encontrou um fio de cabelo na sua lata de coca-cola. Um cliente que vai, pede o dinheiro de volta e monta um escarcéu para provar que foi injustiçado.
Essa nova relação cliente-empregado-atleta tem sido escancarada até aqui a cada tropeço de atleta brasileira. É como se a derrota lesasse o contribuinte que paga impostos para fomentar a estrutura esportiva nacional. O mesmo sujeito que se queixa por “bancar” o Bolsa Família com seu trabalho agora anda na bronca com mecanismos como o Bolsa Atleta. Basta entrar na internet para testemunhar. O que leva à conclusão: a lógica mercadológica que esvazia o discurso político também contamina o esporte. Talvez tenha sido sempre assim, mas só com as redes sociais essa rebelião ganhou de fato um canal de expressão.
E por canal de expressão entenda-se também um canal de revide. Poucos devem saber o que fez e o que falou Barbosa, o goleiro da seleção na final da Copa de 50, após a derrota para o Uruguai em pleno Maracanã. Ele seria facilmente trolado na internet se a disputa fosse hoje, e provavelmente responderia um a um em sua própria defesa. Foi o que fez Rafaela Silva, que distribuiu mais golpes aos agressores em sua conta de Twitter do que provavelmente em toda a sua vida no tatame. (Vale lembrar que na rede alguns golpes também são proibidos, como o caso da saltadora grega que publicou manifestações racistas em sua conta no Twitter e cortada dos Jogos, num exemplo de que a vida em rede está mais próxima da vida real do que imaginamos).
O episódio com a judoca Rafaela Silva foi simbólico desta sintonia. Ela não precisou de interlocutores, assessores de imprensa nem da pergunta certa na hora certa para se defender: foi à rede e mostrou que não quer ser mito nem santa nem “Brasil nas Olimpíadas”. Quer lembrar apenas que tem sangue na veia e vergonha na cara. E mostrar que nenhuma porrada chega sem dor, seja no tatame, seja na vida. E que respeito vale mais que qualquer devoção.
(Matheus Pichonelli- Carta Capital)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Ato Público pede retirada de nomes da ditadura de monumentos públicos

A Articulação Estadual de Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro realizou no domingo (29) uma marcha de protesto pela orla de Copacabana contra militares e ex-militares acusados de tortura e violação aos direitos humanos durante a ditadura militar de 1964 a 1985. Os manifestantes pediram a retirada do nome de torturadores ou representantes da ditadura de qualquer monumento público e lembraram a necessidade de se criar um programa de proteção às testemunhas que deponham na Comissão da Verdade instalada pelo governo federal, além de reafirmarem que a comissão não deve só investigar, mas também divulgar e punir os responsáveis pelos crimes cometidos pelo estado brasileiro durante o período.

Cerca de 300 pessoas participaram da marcha que começou em frente ao hotel Copacabana Palace e terminou nas imediações do forte Duque de Caxias, no Leme. Lá, os estudantes do Levante Popular da Juventude realizaram um ato de escracho na estátua do ex-ditador Castelo Branco (1964-67).

“Estamos aqui para denunciar todo e qualquer monumento público que tenha o nome de ditador, porque não podemos aceitar que na nossa história continuemos a fazer reverências a ditadores. Isso aqui é um símbolo da ditadura. Por isso estamos aqui ‘empossando’ o Castelo Branco e dizendo: este não é presidente, este é ditador do Brasil!”, afirmou Larissa Cabral, estudante de Agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e integrante do Levante Popular, após os estudantes colocarem uma faixa simbólica na estátua.

A estudante explicou que a escolha da estátua como palco do escracho, e não o endereço residencial de um acusado de tortura, foi uma decisão do Levante para dar ao ato “mais um caráter pedagógico do que de enfrentamento, e mobilizar mais pessoas que têm essa visão em torno do que foi a ditadura militar no Brasil; afinal de contas, não faz sentido passar em uma rua ou ir a uma praça lembrando esses caras como se eles tivessem contribuído positivamente para a história do país”.

O caráter pedagógico também foi ressaltado pela integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Carmem Diniz, durante o protesto. “Uma coisa importante é combater essa história de revanchismo. Revanchismo é querer torturar o torturador. Não é isso que a gente quer. Todos os países da América Latina estão fazendo julgamentos, menos o Brasil. Precisamos fazer esse julgamento, fortalecermos a Comissão da Verdade, para que essa impunidade não continue. Temos que apurar as responsabilidades para não continuarem acontecendo as torturas que nós sofremos nas delegacias, nos presídios e no campo. Por que os responsáveis pelos crimes do campo não são condenados? Por causa da impunidade!”, disse ela.

Proteção
Na passeata os manifestantes distribuíram uma nota de repúdio à invasão do Grupo Tortura Nunca Mais ocorrida no dia 19, menos de dez dias após o grupo receber ameaças telefônicas. Na ocasião foram furtadas notas fiscais de um programa de proteção às vítimas de violação aos direitos humanos subsidiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e cerca de R$ 1.500,00.

A partir do ocorrido com o Grupo Tortura Nunca Mais, integrantes de diversas organizações que compõem a Articulação Estadual de Memória, Verdade e Justiça do Rio de Janeiro ponturam a necessidade de se pensar na proteção das testemunhas que prestarão depoimentos na Comissão da Verdade. “Isso (ameaças) é uma coisa que aconteceu e acontece na Argentina e a gente começa a ver acontecer por aqui também”, disse Mario Augusto Jakobskind, integrante da comissão de direitos humanos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), à Carta Maior.

Para o jornalista deve se haver por parte do governo uma preocupação geral com relação às testemunhas, tanto pela integridade física como também com um atendimento psicológico para os traumas que renascem das lembranças de cárcere, torturas e desaparecimentos de conhecidos.

(Carta Maior)

Governador Simão Jatene ignora proibição da prática do nepotismo

Desde que foi editado o decreto que proíbe a contratação de parentes sem concurso, em 2010, o governo federal já identificou 174 casos, sendo exoneradas 132 pessoas, enquanto os restantes foram consideradas infundados.
Infelizmente, aqui no Pará, essa norma é solenemente ignorada e não é pequeno o número de assessores ligados por laços de parentesco com o próprio governador, com deputados, senadores e até membros do Poder Judiciário, conforme divulgou a jornalista Ana Célia Pinheiro em seu blog.
Mais constrangedor é ver o Ministério Público ciente de todas essas situações e manter-se omisso diante de quadro tão vergonhoso no trato do dinheiro público, como se nada de anormal estivesse acontecendo. Até quando?

Dilma: Supersimples completa cinco anos e atinge 6,5 milhões de adesões

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (30) que o sistema simplificado de tributação conhecido como Supersimples, ao completar cinco anos, atingiu a marca de 6,5 milhões de adesões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais.
No programa semanal Café com a Presidenta, ela lembrou que a adesão ao Supersimples permite acesso a um regime tributário diferenciado, simplificado e com impostos reduzidos. Segundo Dilma, apenas as micro e pequenas empresas que aderiram ao sistema são responsáveis por um em cada quatro empregos com carteira assinada no Brasil.
“Como o próprio nome já diz, o Supersimples simplifica a burocracia e diminui a carga de impostos, reduzindo custos e facilitando a formalização. Isso é importante porque essas empresas são grandes geradoras de oportunidades de trabalho, renda e riqueza em todo o país”, destacou.
De acordo com a presidenta, o número de microempreendedores individuais também vem crescendo e passou de 1 milhão no ano passado para 2,2 milhões em 2012. Dilma ressaltou que profissionais como cabeleireiros, doceiros e mecânicos podem se cadastrar por meio do site www.portaldoempreendedor.gov.br. Em seguida, o trabalhador emite um carnê para pagar a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que representa 5% do salário.
“É preciso pagar essa contribuição todos os meses para que eles tenham os seus direitos assegurados – direitos como a licença maternidade, a aposentadoria por idade e o auxílio doença. E, é claro, o direito de emitir nota fiscal, de ter acesso ao crédito mais barato e de ter seu negócio totalmente legalizado”, destacou Dilma.
(Agência Brasil)

domingo, 29 de julho de 2012

Da série, "Ah...se fosse aqui!"

População de Londres critica engarrafamentos provocados pelas faixas de trânsito dedicadas aos jogos

Londres (Reino Unido)- Os Jogos Olímpicos começaram na cidade, porém nem toda a população está em clima de festa. Os taxistas londrinos dizem que está ficando inviável trabalhar durante o evento. A causa, segundo eles, são as “linhas olímpicas”, delimitação de faixas de trânsito que só podem ser usadas por autoridades, atletas, patrocinadores e organizadores dos jogos e imprensa credenciada.
A estratégia do governo local foi implantada para evitar que a “família olímpica”, ou VIPs, como estão sendo chamados, cheguem atrasados aos eventos esportivos. Para o resto da população, no entanto, sobram engarrafamentos.
George Cristous, taxista em Londres há 24 anos, disse que os jogos estão sendo um desastre para sua categoria e para quem trabalha na cidade. “Estamos perdendo dinheiro. Falei com minha família e penso em sair de Londres e voltar só em setembro [quando terminam as Paralimpíadas]”, disse ele, reclamando das faixas olímpicas e bloqueios feitos em várias ruas da cidade. “A consequência disso é que estamos voltando a uma recessão e os jogos vão acelerar esse processo”, acrescentou.
Ao todo são cerca de 50 quilômetros de vias exclusivas, localizadas nos principais trajetos da cidade com duas ou mais faixas, que devem ser usadas durante o evento por 4 mil carros e 1,5 mil ônibus levando a “família olímpica”. Quem usá-las sem autorização pode receber multa. Em alguns lugares em que as linhas olímpicas ocupam os corredores de ônibus, estes terão que usar as outras faixas, disputando-as com os carros e aumentando o congestionamento.
Para tentar diminuir o transtorno, o departamento de trânsito de Londres publicou anúncio sugerindo que as pessoas tentem ir à pé ao trabalho e assistam às competições em casa ou em lugares próximos. Pelo twitter, a prefeitura dá informações em tempo real sobre as condições de tráfego nas principais vias da cidade, geralmente recomendando que, se possível, determinado trajeto seja evitado ou feito de bicicleta.
A linhas de metrô do centro também estão cheias. Até o fim das competições, a estação de Marble Arch, por exemplo, localizada ao lado do Hyde Park, que receberá muitos eventos e onde as pessoas podem assistir às transmissões ao vivo por um telão, está fechada para embarque. Apenas quem quiser desembarcar ali pode usá-la. Na entrada, funcionários barram a entrada e direcionam as pessoas para a estação seguinte, a 700 metros de distância.
Apesar dos problemas, há quem veja pontos positivos, como o paulistano Maurício Rodrigues, que chegou na cidade há cinco dias para trabalho. “O trânsito está bem caótico, mas o bom é que tem bastante opção, muitos ônibus, o metrô, e a gente pode escolher. Se fosse em São Paulo, seria mais caótico ainda. Aqui é mais organizado”.
(Agência Brasil)

A face cruel do governo Jatene

Não pode cair no esquecimento o que está denunciado hoje em reportagem de O Liberal, a respeito do tratamento dispensdo pela Santa Casa. Segundo a matéria, assinada pelos repórteres Moisés Sarraf e Fernanda Martins, divulgando a declaração do pai de uma das vítimas, "Em um enorme freezer, vários corpos de bebês amarrados em sacos plásticos e empilhados uns sobre os outros como se fossem coisa sem valor".
Com certeza, parece que o governo Jatene acha isso. Por isso, é preciso que o Ministério Público abra procediemnto investigatório a fim de apurar essa maldade, que levou uma avó ao desespero, pois não pode ao menos vestir seu netinho que já estava congelado e teve que ser sepultado como "coisa". E não apareceu até aqui qualquer tucano para fazer o mesmo estardalhaço feito em 2008. Pelo visto, tanto naquele momento como agora a intenção era apenas eleitoreira.