sexta-feira, 18 de maio de 2012

Adiada mais uma vez votação do projeto de taxação de fortunas

“Este relatório está pronto há meses. O debate já foi feito e a votação só não se exauriu porque faltou um voto para o quórum. Então, não há porque a essa altura do campeonato, se pedir uma audiência pública, já que regimentalmente a audiência pública precede a aprovação da matéria”, disse a parlamentar Jandira Feghali.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) reforçou o argumento de Feghali. Segundo ele, o pedido de realização de uma audiência pública é “extemporâneo e não respeita o regimento interno da Câmara”.

Ao final da reunião, foi aprovado o requerimento do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC) que solicitou a realização de audiência pública, mas ficou acordado que a data, tanto da audiência quanto da votação do parecer, será definida na próxima reunião da comissão.

A deputada Jandira rebateu declaração do deputado ACM Neto (DEM-BA) que se manifestou contrário à criação de um imposto novo. Jandira Feghali lembra que é uma contribuição e não um imposto e incidirá em menos de mil pessoas em todo o país. Apenas 997 pessoas, que acumulam mais de R$ 150 milhões em patrimônio, serão responsáveis pela contribuição, que será destinada exclusivamente à saúde. 

(Portal Vermelho)

Orçamento anual para os municípios passou para R$ 4,1 bilhões

Atenção Básica à Saúde passa a ter 11% mais recursos

Os cidadãos passam a contar com 11% a mais de recursos para o atendimento primário do Sistema Único de Saúde (SUS). A Portaria 953 do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira (16), redefiniu o valor mínimo da parte fixa do Piso de Atenção Básica (PAB) e ajustou o orçamento anual para R$ 4,1 bilhões - R$ 408 milhões a mais do que o ano passado. Os recursos adicionais começam a ser transferidos para os municípios em junho, referentes ao mês de março.
O chamado PAB Fixo é calculado por habitante e leva em conta as características locais, como percentual da população em extrema pobreza, densidade demográfica, Produto Interno Bruto (PIB) do município, população com plano de saúde, a quantidade de pessoas que recebem Bolsa Família, entre outras variáveis. A partir de agora, o valor mínimo repassado pelo ministério por habitante passará de R$ 18 para R$ 20 e o máximo, poderá chegar a R$ 25. O aumento significa que, por exemplo, uma cidade com 50 mil moradores, que em 2010 recebia do Ministério da Saúde R$ 900 mil destinados à Atenção Básica, passará a receber R$ 1 milhão este ano.
Atendimento - Os municípios podem destinar esse recurso para o custeio das Unidades Básicas de Saúde (UBS), salários das equipes ou a compra de equipamentos e insumos. “O repasse vai garantir melhores condições de trabalho para os profissionais e um atendimento de maior qualidade à população”, explica o diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Hêider Pinto. De acordo com o diretor, os municípios mais pobres chegarão a ter acréscimo de até 40% nesse repasse de 2011 para 2012. A medida se configura como o maior aumento do PAB desde que ele foi criado, segundo Hêider Pinto.
Outro recurso destinado para a Atenção Básica é o PAB Variável, destinado à implementação de programas estratégicos do governo federal, como o Saúde da Família, Saúde Bucal e o Programa de Melhoria e Acesso a Qualidade (Pmaq), um componente de qualidade criado, ano passado, que destina mais recursos para as UBS que cumprirem metas na qualificação das equipes de saúde.
(Fonte: Governo Federal)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vereadores reúnem no IPAMB

Hoje o Vereador Marquinho, juntamente com os vereadores Otávio Pinheiro e Antônio Vinagre, reuniram com a diretoria do Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (IPAMB) para averiguar as denuncias de fraudes no IPAMB e buscar explicações sobre os problemas na gestão do instituto, que será pauta da sessão especial que acontecerá no dia 31 de maio na CMB, através de requerimento do Vereador Otávio Pinheiro, do PT.

Como Presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, o Vereador Marquinho lamentou o fato da saúde de Belém estar no caminho errado. Segundo o parlamentar, a maior parte do recurso da saúde deveria ser investido na prevenção, portanto o que se vê é que a gestão atual prioriza a média e alta complexidade. "Isso demonstra que o maior problema da saúde em Belém é a má gestão, o que prejudica a vinda de mais recursos pra nossa cidade", afirmou o vereador.

Também participaram da reunião os seguintes diretores do instituto: Marília Rodrigues, diretora do Departamento de Saúde; Francisco Cavalcante, diretor de previdência; Osires Silva, diretor administrativo; e Janilson Martins, diretor financeiro.

Justiça dos ricos?

O juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco tem emitido umas sentenças que levam a pensar que a justiça definitivamente não foi feita visando atender o bem comum, mas, para resguardar os interesses daqueles segmentos sociais que menos precisam.
Declarou inconstitucionais as leis municipais que garantem acesso gratuito a idosos e portadores de necessidades especiais em estádios, cinemas, teatros, estabelecimentos de lazer e cultura licenciados e/ou fiscalizados pelo Poder Executivo Municipal; declarou inconstitucional a lei que obrigava os empresários do setor de transportes coletivos a disponibilizar ônibus gratuitos aos usuários aos domingos, alegando que, "precedente destes, permitirá amanhã que o legislativo municipal determine que atividade econômica de qualquer natureza seja colocada à disposição dos usuários de forma gratuita e sem a contrapartida da fonte de custeio". Como se os vereadores fossem irresponsáveis, os donos desses empreendimentos uns coitadinhos e a fonte de custeio, provavelmente o dinheiro público, um poço sem fundo sempre a postos a subsidiar qualquer um que não se coadune às exigências da sociedade atual.
Na contramão desse rigor, no entanto, concedeu uma espécie de "cota privilégio" à filha do ex-deputado Vic Pires Franco determinando que a mesma fosse matriculada no Curso de Medicina da UEPA, mesmo tendo prestado vestibular para o mesmo curso, só que na faculdade da Universidade Anhembi Morumbi(SP) e sem se preocupar o meritíssimo com o precedente aberto que, de acordo com o seu raciocínio extravagante, poderia levar à substituição dos vestibulandos da instituição por aqueles que têm posses financeiras para prestar exame em uma faculdade particular e depois recorrer a um bondoso magistrado que lhes garanta vaga em uma universidade pública.Felizmente, o pleno do TJE refez a decisão do dr. Castelo Branco.
Ainda bem que não foi essa mentalidade que presidiu o entendimento dos ministro do STF a quando do julgamento da constitucionalidade das cotas raciais para ingresso nas universidades públicas, senão teríamos que esperar mais quinhentos anos para reparar a iniquidade que se cometeu contra um dos povos que está na raiz étnica do nosso povo. E ainda com o risco de condenar as vítimas.

Democracia na OAB

É digna de apoio a iniciativa do presidente da OAB paraense, Jarbas Vasconcelos, a favor da eleição direta para dirigir aquela entidade. Com efeito, a regra na trajetória da Ordem tem sido a de estar na linha de frente dos grandes eventos históricos que mobilizaram a nação brasileira, constituindo-se em incipiente exceção quando optou por postar-se ao lado das elites e suas bandeiras esfarrapadas do golpismo.
Portanto, significará um grande avanço, além de exemplo a ser seguido por outras categorias, a escolha dos dirigentes através da vontade geral da categoria, à margem de filigranas corporativas que só servem para eternizar no poder figuras que em nada representam os anseios coletivos, daí verificar-se costumeiramente a existência de enorme disparidade entre o número de advogados no mercado de trabalho e a ínfima quantidade que milita na OAB.

Castigo merecido!


São Paulo – A estudante Mayara Petruso, que se notabilizou na internet em 2010 por comentários ofensivos a nordestinos, foi condenada pela 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo. A sentença da juíza Mônica Aparecida Bonavina Camargo fixou um ano, cinco meses e 15 dias de reclusão por incitação à violência, mas a pena foi convertida para multa (de R$ 500) e prestação de serviços comunitários, ainda a ser definida.
A frase que ecoou na rede social Twitter foi: “Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado”. Foi uma reação à vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais – para Mayara, o resultado deveu-se à votação no Nordeste. “Foi uma frase infeliz, não só para os nordestinos, para quem se ofendeu e mal para mim, como pessoa. Nunca foi muito ligada em política, mas eu estava ligada no José Serra, eu queria que ele ganhasse. (…) Não era pedir para alguém morrer, mas expressar minha indignação”, declarou em depoimento. A mensagem foi postada em 31 de outubro de 2010, quando Mayara cursava o primeiro ano de Direito – ela trancou o curso, além de, segundo a Justiça Federal, perder o emprego e mudar da cidade.
Para ela, foi “um ato involuntário”, “uma coisa de momento”, como em um jogo de futebol, quando um jogador diz que vai “matar o Corinthians”. A estudante, que trancou o curso de Direito, afirmou não ser preconceituosa e disse estar envergonhada e arrependida.
Para a juíza, não se pode falar em cerceamento da liberdade de expressão nesse caso, já que Mayara “nega a ideia central de suas frases”, citadas na denúncia. Assim, ela poderia expressar sua visão sobre o que ocorreu nas eleições, mas, do ponto de vista jurídico, não poderia declarar que nordestinos não são pessoas e deveriam morrer. “Trata-se de situações totalmente diferentes”, afirmou, defendendo campanhas de esclarecimento e sensibilização social para questões dessa natureza. Mônica Camargo também chamou a atenção para o poder da palavra, "externando um pensamento ou sentimento e produz muito efeito, como se vê no caso em tela, em que milhares de mensagens ecoaram a frase da acusada".
Ela também negou argumentação da defesa de que se tratava de uma posição política. "As frases da acusada vão além do que seria politicamente incorreto, recordando-se que o 'politicamente correto' geralmente é mencionado no que toca ao humor, hipótese de que não se cuida nesta ação penal."
Segundo Mônica Camargo, o que se julgava não era a pessoa, mas a conduta de Mayara, que teve uma atitude preconceituosa. “A Constituição proíbe tais condutas a fim de que o preconceito – fato social – seja um dia passado, deixe de existir.” E acrescentou que o preconceito “antecede a discriminação a ante-sala do ódio”. 
A jovem poderá recorrer em liberdade.
(Rede Brasil Atual)

Todos à Pça. da República!


CONVITE - ATO DA VITÓRIA


A ampla mobilização do nosso movimento chamou a atenção do Governo Municipal, que comprometeu-se com o envio de Mensagem do Prefeito, encaminhando o PL para aprovação na Câmara Municipal de Belém, no último dia 08.05 e com a assinatura do Acordo Federativo com o Ministério da Cultura para adesão de Belém ao Sistema Nacional de Cultura, garantindo assim o acesso de Belém aos recursos do Fundo Nacional de Cultura. E aqui, agradecemos e parabenizamos a todos que acreditaram na campanha e que participaram dos atos culturais e colaboraram com a coleta de assinaturas. NOSSO MUITO OBRIGADO!
Nosso movimento inicia agora uma nova fase, na qual buscaremos a APROVAÇÃO ainda no primeiro semestre, do Projeto pela Câmara de Vereadores, ao passo que também, começaremos a discutir a regulamentação através de Decreto, dos instrumentos e mecanismos de gestão previstos na Lei, como o Fundo Municipal de Cultura, implementando assim um sistema de financiamento diversificado e transparente, através de editais e criando linhas especiais de crédito; o Conselho Municipal de Políticas Culturais; o Plano Municipal de Cultura e ampliação dos recursos da área cultural para no mínimo 2% do Orçamento Municipal.
Como agentes desse processo, temos consciência de que somente a mobilização de todos os segmentos culturais pode levar ao alcance dos objetivos e benefícios que a IMPLEMENTAÇÃO dessa Lei pode trazer para o desenvolvimento cultural da cidade, por isso conclamamos todos os segmentos da Cultura a juntarem-se a esse grande esforço coletivo para Belém tornar-se uma Capital da Cultura, como é sua vocação, beneficiando a sociedade como um todo, gerando crescimento para a capital paraense, fortalecendo e incentivando a cadeia criativa da cultura, oportunizando trabalho, emprego e renda, preservando e valorizando a diversidade cultural e melhorando a autoestima do povo dessa Cidade Morena.
(Forum Municipal de Cultura)

 VENHA FORTALECER ESSA LUTA!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Lei de Acesso à Informação entra em vigor nesta quarta-feira


A partir de agora, sigilo é exceção e o acesso passa a ser regra para todas as informações de interesse de qualquer cidadão junto aos três poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios brasileiros. Antigamente, o cidadão só podia solicitar informações que lhe diziam respeito. Cabia à chefia dos órgãos decidir sobre a liberação dos dados. Segundo a cartilha da Controladoria-Geral da União (CGU), feita para informar os servidores sobre a nova lei, na chamada “cultura do segredo”, a informação era muitas vezes retida ou até perdida.
Sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em novembro do ano passado, a lei representa passo relevante na consolidação da democracia e no avanço das ações de prevenção à corrupção no Brasil. Também é uma forma de ampliar a participação cidadã e fortalecer os instrumentos de controle da gestão pública. Ao mesmo tempo em que regulamenta o artigo 5º da Constituição Federal, a lei materializa o compromisso assumido pelo País junto à comunidade internacional em vários tratados e convenções.
“Todos os brasileiros poderão consultar documentos e informações produzidos pela administração pública, que deverão ser oferecidos de forma clara, em linguagem simples e direta, com apoio de ferramentas de busca e pesquisa”, explicou a presidenta Dilma Rousseff, durante a recente Conferência de Alto Nível Parceria para Governo Aberto, que contou com a presença da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
Pela lei, cada órgão público terá um Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) para garantir a transparência dos dados públicos.
Com isso, o Brasil passa a compor, com outros 91 países, o grupo de nações que reconhecem que as informações guardadas pelo Estado são um bem público. Além dos gastos financeiros e de contratos, a lei garante o acompanhamento de dados gerais de programas, ações, projetos e obras. Os links nas páginas do governo federal que dão ao cidadão pleno acesso às informações são identificados por um selo em forma de balão amarelo de quadrinhos, com a letra I em verde.
Além de órgãos e entidades públicas dos três níveis de governo, as autarquias, fundações, empresas públicas e entidades privadas sem fins lucrativos que recebem recursos públicos devem colocar as informações à disposição do cidadão de forma gratuita.
Com a lei, o cidadão pode solicitar a informação sem necessidade de justificativa. De acordo com a CGU, são estabelecidas regras claras e procedimentos para a gestão das informações. Além disso, os servidores estão sendo capacitados para atuar na implementação da política de acesso à informação. Foi elaborado um formulário próprio para o pedido, que pode ser preenchido diretamente no órgão ou pela internet. Para ter acesso à informação, o cidadão deve se identificar e especificar o pedido.
A nova lei também dá fim ao sigilo eterno de documentos oficiais. Pela nova regra, o prazo máximo de sigilo foi limitado a 25 anos para documentos ultrassecretos, 15 anos para os secretos e cinco para os reservados. Os documentos ultrassecretos poderão ter o prazo de sigilo renovado apenas uma vez.
O servidor público que se recusar a fornecer informação requerida, a fornecê-la intencionalmente de forma incorreta, incompleta ou imprecisa e impor sigilo à informação para obter proveito pessoal ou de terceiro poderá ser responsabilizado civil, penal ou administrativamente.
Para o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que é autor do primeiro projeto na Câmara para regulamentar o acesso à informação, o Brasil dá neste momento um “passo histórico”, já que “todos os brasileiros poderão consultar documentos e informações produzidos pela administração pública”.
(Portal do PT)”


Cachoeira: “O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”

- Uma conversa telefônica entre o contraventor Carlos Cachoeira e do então diretor da construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, interceptada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011 durante a Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), fornece mais indícios sobre a proximidade da quadrilha investigada e da revista Veja.

Trechos desta gravação já foram divulgados pela imprensa há quase um mês atrás, entretanto de forma seletiva, como fez  reportagem do G1 . Nela, o veículo destaca apenas o trecho em que Cachoeira diz a Claudio Abreu que "plantou" na imprensa – sem citar o nome da revista e do jornalista - informações contra o ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot:

"Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Tá uma beleza agora. O Pagot tá (...) com ele".

Entretanto, no áudio da conversa, ao qual a reportagem de Carta Maior teve acesso, Cachoeira relata ao ex-diretor da Delta outros assuntos tratados com o editor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, em encontro realizado horas antes.

De acordo com o bicheiro, o editor da Veja queria sua ajuda para provar que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, havia ajudado a Delta a “entrar em Brasília” durante a gestão do ex-governado do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Policarpo ainda teria afirmado que o acordo foi fechado em uma reunião em Itajubá e que estaria atrás de um flagrante da entrega de “dinheiro vivo”. Por sua vez, Cachoeira teria dito a Policarpo que “não existiu essa reunião”. 

Cláudio afirmou que as informações eram “furadas”:

“Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente.”

Perguntado por Cláudio se Policarpo iria “alivar”, Cachoeira respondeu que o editor da Veja “não alivia nada, mas também não te põe em roubada”. Duas frases do contraventor, pouco depois, tranqüilizam o diretor da Delta:

“Garanto pra você que ele esqueceu.”

“O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”


De fato, nada foi publicado pela Veja neste sentido até então.

Antecedentes
No final de semana anterior, a revista Veja publicou a reportagem “O segredo do sucesso”, assinada por Hugo Marques, relacionando o crescimento da empresa Delta com os serviços de consultoria de José Dirceu. 

Os documentos da operação Monte Carlo revelam que desde o dia 7 de maio a quadrilha de Cachoeira trocava telefonemas, preocupada com a reportagem, e discutia estratégias. Em uma ligação no dia 8 de maio, às 19:58, Cachoeira disse a Cláudio Abreu que o senador Demóstenes Torres trabalharia nos bastidores do Senado para abafar a reportagem. 

Em outra ligação, no dia 11, às 09:59, Idalberto Matias de Araujo, o Dadá, tido pela PF como braço direito de Cachoeira, conta ao bicheiro que conversou com o repórter da Veja, Hugo Marques, que lhe revelou que o alvo de sua reportagem era “Zé Dirceu e não a Delta”.

Sobre Lula
Outro indício da proximidade entre o esquema de Cachoeira e a revista Veja está no final da gravação iniciada às 14:43 do dia 10 de maio de 2011.

Cachoeira e Cláudio Abreu citam um homem apelidado de “Lula” que não seria bem visto por Policarpo e “não entra bem na Veja”: 

“Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran...(ligação cortada) ...é...”

Pela análise dos documentos da operação Monte Carlo, o Lula com o qual integrantes do esquema de Cachoeira mantiveram contato é Luís Costa Pinto, também citado como “Lulinha” em outros trechos da investigação. Ele já trabalhou no Jornal do Commercio, na Revista Veja, O Globo, Folha de São Paulo, Correio Braziliense e Revista Época. Há alguns anos passou a se dedicar à atividade de consultoria privada de comunicação e análise política. 

Em 2010, Luís Costa Pinto coordenou a comunicação e a formulação de estratégia da campanha de Agnelo Queiroz (PT) ao governo do Distrito Federal.

Escute aqui o áudio

Leia a transcrição aqui:

Claudio: Oi

Cachoeira: Claudio, pode falar aí?

Cláudio: Fala

Cachoeira: Aquela hora eu tava com Policarpo, rapaz, antes do almoço ele me chamou para conversar. Mil e uma pergunta, perguntou se a Delta tinha gravação, defendi pra caralho vocês, viu. Mas não fala para o Lula não.

Cláudio: Tá, pode deixar. Quem chamou?

Cachoeira: Policarpo, po. Aquela hora que você me ligou, você lembra que eu te fiz umas perguntas do Pagot? Enfiei tudo no rabo do Pagot, aquela hora o Policarpo tava na minha frente. 

Cláudio: Ah ta. Mas eu não ia falar pro Lula que tava com você. 

Cachoeira: Fiquei com medo de você falar, por isso que eu não falei que ia ta com ele. Que ele ia almoçar com o Lula, então o Lula ia falar pra ele, e eu não gosto, gosto disso preservado, (ininteligivel).

Cláudio: Pois é, o...(ininteligível, parece “segredo”) cê falou pro Policarpo?

Cachoeira: Não, moço. Mil e uma histórias, me contou. Rapaz, falei “vocês erraram, Zé Dirceu não tava”. “Tem sim e eu to atrás de uma coisa só, ô Carlin”, é... teve uma reunião em Itajubá do Fernando com o Zé Dirceu e o Arruda, os três juntos,viu? Itajubá. Foi aí que fechou para Delta entrar em Brasília. Foi pedido. O Zé Dirceu pediu para o Arruda para o Fernando entrar em Brasília.

Cláudio: Ah... Essa informação ta totalmente furada, eu conheço bem a história. Não tem nada disso, cara. O que é? Esses caras tão indo por um caminho que tem nada a ver. A hora que eu encontrar com você eu vou te contar porque a relação, vou te falar.

Cachoeira: Cê me fala depois, mas não fala para ninguém que eu to conversando com...eu posso ajudar demais, mas por fora ta? Eu plantando em cima dele igual o que eu plantei do Pagot aquela hora. Ele anotou tudo, viu. Uma beleza agora, Pagot ta fudido com ele. 

Cláudio: Pois é, pô. E vai sair mais alguma coisa?

Cachoeira: Ele ta, o Lula, mas num fala pro Lula não, mas o Lula deve contar a mesma história, ta? Essa de Itajubá. E com o Lula quem marcou não foi o... Júnior, Policarpo, o Lula que ligou para ele para marcar o almoço.

Cláudio: Uai, quem que marcou o almoço deles?

Cachoeira: O Lula ligou para o Policarpo para marcar. Você tinha me falado que o Policarpo que ligou pro Lula.

Cláudio: Ah, sei lá. Mas hein, me fala uma coisa aqui. O cara vai aliviar pra cima da gente?

Cachoeira: Não, não fala que eu te falei ta? Mas a história ta em cima de Itajubá, ta na reunião, que aquilo lá já deu, esquece ô Claudio, esquece, falei mil e uma coisa. É perguntou se tinha fita, a história que ta lá na Veja, sabe até o local que foi, o encontro do pessoal do Agnelo com o Fernando, é... que foi gravado dando dinheiro vivo. Eu falei “ô Policarpo, você acredita mesmo nisso?” Ele: “acredito”. Então, “pelos meus filhos eu to falando pro cê, não existiu essa reunião, esqueça, esqueça”, entendeu?

Cláudio: Pois é, ta vendo como as informações são furadas. Na hora que eu estiver com você eu vou te contar porque o nosso chefe teve uma vez só com o cara, vou te contar como e porque que conhece o cara, tem nada a ver com a gente, tem nada a ver. 

Cachoeira: E ele tem tanta confiança em mim que é (inintelígivel) verdade, sabe, minha pra ele, que eu sei que é um cara que, tipo assim: o Policarpo é o seguinte, ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: “inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo”, eu falei que era amigo do cê de infância. “Então, ele trabalha na sua empresa”, falou assim, “vai me contar que você tem ligação com ele”. Sabia de tudo. “Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz”. “Agora, eu te falo que não tem nenhuma ordem, eu lido com isso 24 horas, eu nunca ouvi falar dele na empresa lá, e o cara sabe de tudo, ligação com Zé Dirceu. Esqueça”. Aí ele virou e falou assim “enfim, então, isso aí você não sabe, foi numa reunião em Itajubá’, entendeu?

Cláudio: Ham, pode falar para ele também esquecer isso aí, esquecer, esquece, cara. Vou te contar depois. É... 

Cachoeira: Mas a história é essa, viu, o cara veio doidinho atrás da fita onde tava o Fernando dando dinheiro pro povo do Agnelo, foi filmado, (inteligível) a história até ele falou diferente, outra história. 

Cláudio: Mas esqueça isso, tem nada disso não.

Cachoeira: Cê me garante? Eu “garanto, rapaz”. Você confia nele? “Confio”. Garanto pra você que ele esqueceu. Mas ele veio sequinho falando que aquilo era a verdade.

Cláudio: Pois é, ta vendo, ele contava um negócio desse aí, porque o cê mesmo sabe qual que é a verdade. Aí o cara falando dessa história, sabe até o local onde foi nós com o Agnelo, ta vendo? Tem nada a ver, porra.

Cachoeira: Ele falou que tem uma fonte aí que falou isso para ele, mas isso é fonte falsa, fonte furada, ô, ô, esqueça isso, tá bom? O Policarpo, ele confia muito em mim, viu? Vô ter que mostrar a mensagem que ele mandou antes, 10 horas da manhã para mim encontrar aqui em Brasília, eu tava aqui fui me encontrar com ele. Aí vou te mostrar depois, mas aí ele não pode saber que eu falei isso pro cê não, ta? Guarda aí, nem o Lula, não conta pro Lula não, se não o Lula acaba espalhando.

Cláudio: Tá. Cê quer encontrar com o chefe?

Cachoeira: Não, com o governador?

Cláudio: Com o Fernando, pô. 

Cachoeira: Precisa não, fala pra ele que nós tamo olhando tudo, ta? Outra coisa, eu não senti que o (corte na ligação) gosta muito do Lula não, ta? 

Cláudio: É né? 

Cachoeira: O Lula, eu to descobrindo umas coisas aqui, o Lula manda muito no Correio Braziliense, viu? Entra. Entra no Correio, sabe tudo. Então, a Veja, assim, um pé atrás com ele, né? Ele atacou a Veja uma época aí. Você sabe da história, então? Ele não entra bem na Veja não, viu? Não sei se é uma boa deixar, utilizar ele dentro da Veja não. É só entrar, é tran...(ligação cortada) ...é...?

Cláudio: Ta ok. Ta ok.

Cachoeira: Policarpo mesmo não é muito fã não, mas não fala que eu te falei isso não, nem pro Fernando, ta?

(Vinicius Mansur- Carta Maior)

terça-feira, 15 de maio de 2012

ATO ECUMÊNICO-CULTURAL VIVA VALMIR



Uma grande Ato Ecumênico e Cultural em memória do inesquecível companheiro Valmir Bispo dos Santos e organizado por amigos, familiares, admiradores e militantes sociais,   será realizada no dia 18.05 (sexta feira).

PROGRAMAÇÃO:
- Ato Ecumênico, às 18 horas, na Praça do Pier das Onze Janelas, às margens da Baía do Guajará, com participação de grupos religiosos e espirituais;
- Cortejo Cultural, às 18:30 horas, com saída da Praça da Sé, em direção à Praça do Carmo, com participação de escolas de samba, grupos de boi e de pássaros, grupos folclóricos, culturais e artísticos;
- Ato Cultural, a partir das 19:30 horas, na Praça do Carmo, com participação de diversos músicos, intérpretes, grupos culturais e artísticos e poetas, com exposição de mural de fotos e vídeos, narrando a trajetória política, cultural e pessoal de Valmir Bispo Santos.
Estão todos convidados a prestarem sua homenagem a esse grande paraense!

Aonde Vamos parar?


Deputado entende que pedaço de terra vale mais que a vida

Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirma ainda que pode até matar alguém em sua propriedade que não irá preso
São Paulo – O deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirmou que sua propriedade vale mais que a vida humana. Durante os debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição 438, de 2001, a chamada PEC do Trabalho Escravo, Nelson afirmou ser inconcebível votar a matéria, que destina à reforma agrária a terra na qual seja flagrada a utilização de mão de obra escrava.
“Se eu, na minha propriedade, matar alguém, tenho direito a defesa. Se tiver bom advogado, não vou nem preso. Mas se der a um funcionário um trabalho que será visto como trabalho escravo, minha esposa e meus herdeiros vão ficar sem um imóvel. É uma penalidade muito maior do que tirar a vida de alguém. A espinha dorsal da Constituição brasileira é o direito à propriedade”, afirmou o deputado, considerando um “crime” a apreciação da PEC.
Marquezelli foi repreendido por alguns de seus pares. “A dignidade dos seres humanos vale mais do que o patrimônio e as coisas móveis”, lamentou Fabio Trad (PMDB-MS). Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) acrescentou que a PEC do Trabalho Escravo está há quase oito anos aguardando por votação, mas ainda enfrenta este tipo de discurso. “Nossa escolha é dizermos se reconhecemos ou não a situação análoga ao trabalho escravo”, apontou. “O que está em discussão é dizer o que é correto fazer com a propriedade que tem em sua extensão de terra trabalhadores em situação análoga à escravidão.”
(Com Texto Livre)

Prioridades

O governador Simão Jatene anuncia abertura de processo licitatório, cujo objeto é a construção de um estádio de futebol no município de Capitão Poço. Tudo bem que o povo daquele município é vidrado em futebol, o que fará com que seja recebida com festa essa iniciativa.
No entanto, seria bom que sobrasse algum trocado desse custoso empreendimento, capaz de permitir dar um incentivozinho ao pequeno agricultor, afim de que esse tenha condições adequadas para voltar a produzir laranja como no passado, quando Capitão Poço era a capital paraense da laranja. Será que dá?

E por aqui?

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República arquivou o procedimento que investigava denúncia contra a ministra Ideli Salvatti, pois concluiu que o nome de Ideli não aparece em nenhum dos processos examinados. "Os fatos relatados na própria denúncia, assim como documentos anexados aos autos, particularmente a análise do Tribunal de Contas da União, nada provaram que lhe pudesse ser atribuído como falta de ética."
Em compensação, por aqui perdura um silêncio tumular a respeito da lancha doada ao governo do Estado e imediatamente danificada, segundo vozes oficiais, durante uso por parte do Corpo de Bombeiros. Sendo o tal silêncio extensivo ao abrigo da referida lancha em marina particular, logo, sujeita a pagamento de diárias. Será que a SECOM tem alguma explicação a dar aos contribuintes?

Governo adota Lei da Ficha Limpa como critério para preenchimento de cargos

O governo decidiu não mais esperar por legislação aprovada no Congresso Nacional e vai baixar decreto estendendo os efeitos da Lei da Ficha Limpa para preenchimento dos cargos no Poder Executivo. A iniciativa foi da Controladoria Geral da União(CGU), que submeteu a proposta de decreto ao Palácio do Planalto estando atualmente em análise conjunta por parte da própria CGU, Casa Civil, Ministério da Justiça e Advocacia Geral da União.
O governo quer impedir que políticos barrados nas disputas eleitorais sejam indicados à ocupação de cargos de confiança nos escalões da administração pública. Segundo Hage, "o decreto é uma diretriz da presidenta para cada ministro, para cada secretário executivo."
(Informações da Ag. Globo)